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Posts de Agosto, 2007

Eu tive um sonho – Parte II

Publicado por Caetano Barata em 31/08/2007


Germano Machado

Lacerda, no último dia, ofereceu aos elementos do CEPA uma despedida na Cubana, no Elevador Lacerda, entre bolinhos especiais e refrigerantes da época. Dirigindo-se ao fundador do CEPA declarou: “Vou dar ao CEPA um presente original”… ao que lhe dissemos: “Não fizemos nada para receber nada”… Lacerda riu e marcou que nos encontrássemos domingo no Largo da Boa Viagem.

No Largo da Boa Viagem, domingo, Lacerda levou-nos a um palacete à beira-mar, onde nos apresentou a Manoel (Maneka) Rodrigues Pedreira. Estavam no grande salão central o grande Otávio Mangabeira e o antigo senador Pedro Lago. Foi realmente um grande presente, em todos os sentidos.

Daquele dia até que morreu em 57, íamos eu e minha futura esposa, Miriam, conversar todas as semanas com o velho maravilhoso Maneka Pedreira, tornado Presidente de Honra.

Em dezembro de 52, o CEPA passou para a nova sede, no Rosário 2, em duas grandes salas, onde, ao lado da ação política anti-ditadura, debates agora mais sociais e literários, organizou-se devido a Jamil de Almeida Bagdede e seu irmão Osman, apoiados por Vivaldo Cairo (Cinema, negócio fabuloso e crítico cinematográfico), David Salles, Paulo de Marco, que escrevia crônicas sobre cinema, em A Tarde, José Telles de Magalhães e Luis Paulino dos Santos (futuros cineastas, que iniciaram e trabalharam com Glauber Rocha). É a geração de cinema, entrando Glauber na mesma, por insistência nossa. É também a geração que teve nome na Bahia e no Brasil, com João Carlos Teixeira Gomes, Jayme Cardoso, Calasans Neto, Fernando Rocha e Fernando da Rocha Peres, Ubirajara Rebouças e Paulo Gil Soares, Albérico Motta e outros vindos da Saúde.

Em 57-58, mudamos para o Edifício Itaípe e de 60-65, no Edifício Derike, foi uma geração política com Genebaldo Correia, Edivaldo de Brito, Manoel Hermes, Luis Gonzaga do Amaral Andrade, França Teixeira, Walney Moraes Sarmento, Risodalvo Menezes, Teodiano Bastos e outros. Fizemos a campanha O Petróleo é Nosso, com o Professor Eloyvaldo Chagas de Oliveira; estivemos nas campanhas em defesa da Petrobrás, com Dr. Rômulo de Almeida, e ainda a campanha em favor das areias monazíticas contra o imperialismo. Com a ditadura militar, que justificamos no início com Carlos Lacerda, Juracy Magalhães e o governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, rompemos com o governo tipicamente ditatorial de Costa e Silva, sobretudo com o famigerado Ato 5, de 1968.

De 1968-1981, ficamos suspensos, mas os elementos do CEPA, agora, reuniam-se na minha residência.

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Carnaval em Londres celebra fim do tráfico negreiro

Publicado por Caetano Barata em 31/08/2007

Da Agência BBC Brasil.com

A data é tema do tradicional carnaval de Notting Hill, na zona oeste da capital britânica, tido como a maior festa de rua da Grã-Bretanha e uma das maiores da Europa.

O evento, com dois dias de duração, criado em 1964 pela comunidade caribenha da cidade, foi ganhando popularidade e hoje atrai foliões do mundo inteiro.

Calcula-se que até dois milhões de pessoas devam participar da festa.

Segundo os organizadores, foram programadas 70 atrações durante os dois dias de festa, incluindo bandas e DJs, e ainda 16 steel bands (bandas típicas do Caribe que tocam “panelas” de metal semelhantes a tambores).

Mais de 40 sistemas de som foram instalados nas ruas por onde foliões e blocos circulam, dançando ao som de soca, calypso, soul, dancehall e outros estilos populares entre as comunidades caribenhas.

O samba, no entanto, também comparece.

Todos os anos, as escolas de samba londrinas London School of Samba e Paraíso School of Samba levam um pouco do carnaval estilo brasileiro para Notting Hill, com dançarinas, foliões vestindo fantasias, carros alegóricos e bateria.

Segundo a polícia, 250 mil pessoas foram à festa no domingo.

Detectores de metal foram instalados em estações de metro e trem para tentar evitar violência durante o evento.

Um sistema novo, que checa placas de automóveis, está sendo usado para identificar veículos suspeitos e barrar criminosos.

Houve 70 prisões e um homem foi hospitalizado após ser esfaqueado.

História

O tráfico de escravos foi abolido pelo Parlamento britânico no dia 25 de março de 1807.

A abolição se referia ao comércio apenas, embora possuir escravos ainda fosse permitido por lei.

Em 23 de agosto de 1833, o Ato de Abolição da Escravatura pôs fim à escravidão em todas as colônias britânicas.

No dia 1º de agosto de 1834, todos os escravos foram libertados, embora pudessem ser legalmente mantidos pelos donos em esquemas de “treinamento”.

O esquema foi finalmente abolido em 1838 e os donos de plantações no Caribe foram indenizados.

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Senado aprova aumento de repasse a municípios

Publicado por Caetano Barata em 30/08/2007

Da Agência Estado

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) proposta de emenda constitucional que aumenta a participação dos recursos destinados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em um ponto percentual, passando dos atuais 22,5% para 23,5%.

Um acordo entre todos os partidos viabilizou a aprovação da proposta em dois turnos, graças à dispensa dos prazos regimentais para realização de oito sessões seguidas. A medida, já aprovada pelos deputados, entra em vigor logo que for promulgada.

Relator da matéria, de iniciativa do Executivo, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirma no seu parecer que a aprovação da emenda implicará em um aumento anual nos repasses da União aos municípios em torno de R$ 1,7 bilhão.

Jucá diz ainda que a proposta tem o objetivo de dar clareza à aplicação do aumento pretendido aos repasses do FPM, bem como delimitar objetivamente a sua vigência no exercício deste ano.

Ele lembra que a medida atende ao pedido dos prefeitos, “ao mesmo tempo que faz frente às suas responsabilidades, especialmente no final de cada exercício fiscal, época do ano em que suas despesas se avolumam”.

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Em discussão a criação divisão do Estado da Bahia

Publicado por Caetano Barata em 29/08/2007

Começa o burburinho em torno da criação do Estado do Rio São Francisco, projeto do PDCL 631/1998 da Câmara dos Deputados de 27/03/2005 deverá entrar nos próximos meses em votação. O estado seria formado pelos municípios de Barreiras, São Desidério, Angical, Baianópolis, Santa Maria da Vitória, Cristópolis e Cotegipe dentre outros nos quais o agronegócio tem grande valoração internacional.

Esse é o texto do Requerimento:

PDC 631/98, do Sr. Gonzaga Patriota, que dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Estado do Rio São Francisco e seu apensado, o PDC 384/03, do Sr. Gonzaga Patriota e outros, que convoca plebiscito para a criação do Estado do Rio São Francisco.

Veja o texto na íntegra no link abaixo da Câmara:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/308716.pdf

Nós do Blog Caetano Barata

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Controlar aquecimento custa US$ 200 bilhões

Publicado por Caetano Barata em 29/08/2007

Da France Presse

Mais de US$ 200 bilhões em investimentos serão necessários até 2030 apenas para manter a emissão de gases do efeito estufa nos níveis registrados hoje, de acordo com um relatório da ONU sobre o aquecimento global divulgado nesta terça-feira em Viena.

Segundo o documento, elaborado pela Agência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC), “será necessário um investimento global e um aporte financeiro da ordem de US$ 200-210 bilhões até 2030 para que as emissões de gases do efeito estufa retornem aos níveis atuais”.

Durante a apresentação do relatório, o secretário executivo da UNFCCC, Yvo de Boer, afirmou que encontrar “uma resposta econômica” era vital para reverter as conseqüências do aquecimento global.

A UNFCCC realiza nesta semana uma conferência em Viena com representantes de governos, da indústria e de instituições de pesquisa como parte dos preparativos para um grande encontro em Bali, na Indonésia, que em dezembro reunirá 191 membros para discutir compromissos ambientais depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto.

Deverão ser invertidos no combate às mudanças climáticas entre 0,3% e 0,5% do PIB global e entre 1,1% e 1,7% dos investimentos globais, segundo estimativas do relatório da ONU.

Apesar da necessidade de mais fontes de financiamento, “uma parte substancial do investimento adicional necessário poderia ser coberta pelas fontes atualmente disponíveis”, sugere o texto.

O objetivo é “direcionar os fluxos financeiros e de investimento para novas instalações menos agressivas ao clima e mais flexíveis”. Isso inclui investimentos na área de pesquisa de novas tecnologias, energias limpas e renováveis para os transportes, a indústria e a construção civil, além de formas de exploração sustentáveis da floresta.

“A eficiência energética é a maneira mais promissora de reduzir as emissões de gases do efeito estufa a curto prazo”, disse De Boer. Determinados setores nos países em desenvolvimento também deveriam receber financiamentos para reduzir atividades que possam colaborar para o agravamento das mudanças climáticas.

Uma forma de geral renda adicional é o programa de créditos de carbono do Protocolo de Kyoto. Através deste mecanismo, os países industrializados investem em projetos para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa nos países em desenvolvimento, sendo assim autorizados a estourar sua própria cota de poluição.

Uma taxa internacional sobre o tráfego aéreo — uma idéia que tem provocado reações raivosas por parte da indústria da aviação — também poderia arrecadar entre 10 e 15 bilhões de dólares, comentou De Boer. O relatório foi feito em colaboração com outras agências da ONU, instituições financeiras internacionais, organizações não-governamentais (ONGs) e representantes do setor privado.

O texto faz um apelo para que todos os países adotem políticas comuns de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, além de estabelecer padrões de eficiência internacionais para aparelhos elétricos.

De Boer afirmou ainda que o documento “envia um sinal para as pessoas, os governos que irão projetar a arquitetura de um futuro com mudanças climáticas, em termos de áreas nas quais eles precisam atuar”.

Mais de mil representantes passarão por Viena esta semana para participar das negociações da UNFCCC. Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do efeitp estufa, já aumentaram em cerca de um terço desde o início da Revolução Industrial, no século XVIII.

Ao longo dos últimos cem anos, a temperatura média global do ar subiu aproximadamente 0,75 graus Celsius, causando o derretimento de geleiras, a redução da calota polar do Ártico e a diminuição drástica do permafrost, alertou o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) no início deste ano.

Especialistas da agência prevêem um aumento entre 1,1 e 6,4 graus Celsius, dependendo das quantidades de CO2 liberadas ao longo deste século. Enchentes e secas terão grande impacto na agricultura, e há um grande risco de tempestades cada vez piores, afetando cidades costeiras.

Isso tudo depende em grande parte do que será feito em relação aos combustíveis: a maior fonte de CO2 é a poluição gerada pela queima de óleo, gasolina e carvão. Reduzir essa poluição através da eficiência energética e da popularização de fontes de energia limpa é o grande desafio da sociedade – mas isso terá um custo.

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Sarkozy quer que o G8 se torne G13 e inclua o Brasil

Publicado por Caetano Barata em 28/08/2007

Da AFP


O presidente francês, Nikolas Sarkozy, manifestou nesta segunda-feira, durante a abertura da 15º Conferência dos Embaixadores em Paris, seu desejo de que o G8, grupo que reúne os países mais industrializados do mundo, “se torne G13″, e que dele participem Brasil, China, Índia, México, e África do Sul.

“O diálogo mantido com os mais altos dirigentes de China, Índia, México e África do Sul durante as recentes cúpulas do G8 deveria ser institucionalizado”, declarou o presidente francês.

“Quero que o G8 se converta em G13″, acrescentou.

“Tanto os acordos econômicos, como a necessidade de uma cooperação estreita entre os países industrializados e os grandes países emergentes na luta contra a mudança climática justificam esta evolução”, disse.

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