Germano Machado Lacerda, no último dia, ofereceu aos elementos do CEPA uma despedida na Cubana, no Elevador Lacerda, entre bolinhos especiais e refrigerantes da época. Dirigindo-se ao fundador do CEPA declarou: “Vou dar ao CEPA um presente original”… ao que lhe dissemos: “Não fizemos nada para receber nada”… Lacerda riu e marcou que nos encontrássemos domingo no Largo da Boa Viagem.
No Largo da Boa Viagem, domingo, Lacerda levou-nos a um palacete à beira-mar, onde nos apresentou a Manoel (Maneka) Rodrigues Pedreira. Estavam no grande salão central o grande Otávio Mangabeira e o antigo senador Pedro Lago. Foi realmente um grande presente, em todos os sentidos.
Daquele dia até que morreu em 57, íamos eu e minha futura esposa, Miriam, conversar todas as semanas com o velho maravilhoso Maneka Pedreira, tornado Presidente de Honra.
Em dezembro de 52, o CEPA passou para a nova sede, no Rosário 2, em duas grandes salas, onde, ao lado da ação política anti-ditadura, debates agora mais sociais e literários, organizou-se devido a Jamil de Almeida Bagdede e seu irmão Osman, apoiados por Vivaldo Cairo (Cinema, negócio fabuloso e crítico cinematográfico), David Salles, Paulo de Marco, que escrevia crônicas sobre cinema, em A Tarde, José Telles de Magalhães e Luis Paulino dos Santos (futuros cineastas, que iniciaram e trabalharam com Glauber Rocha). É a geração de cinema, entrando Glauber na mesma, por insistência nossa. É também a geração que teve nome na Bahia e no Brasil, com João Carlos Teixeira Gomes, Jayme Cardoso, Calasans Neto, Fernando Rocha e Fernando da Rocha Peres, Ubirajara Rebouças e Paulo Gil Soares, Albérico Motta e outros vindos da Saúde.
Em 57-58, mudamos para o Edifício Itaípe e de 60-65, no Edifício Derike, foi uma geração política com Genebaldo Correia, Edivaldo de Brito, Manoel Hermes, Luis Gonzaga do Amaral Andrade, França Teixeira, Walney Moraes Sarmento, Risodalvo Menezes, Teodiano Bastos e outros. Fizemos a campanha O Petróleo é Nosso, com o Professor Eloyvaldo Chagas de Oliveira; estivemos nas campanhas em defesa da Petrobrás, com Dr. Rômulo de Almeida, e ainda a campanha em favor das areias monazíticas contra o imperialismo. Com a ditadura militar, que justificamos no início com Carlos Lacerda, Juracy Magalhães e o governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, rompemos com o governo tipicamente ditatorial de Costa e Silva, sobretudo com o famigerado Ato 5, de 1968.
De 1968-1981, ficamos suspensos, mas os elementos do CEPA, agora, reuniam-se na minha residência.
Posts de Agosto 31st, 2007
Eu tive um sonho – Parte II
Publicado por Caetano Barata em 31/08/2007
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Carnaval em Londres celebra fim do tráfico negreiro
Publicado por Caetano Barata em 31/08/2007
Da Agência BBC Brasil.com
A data é tema do tradicional carnaval de Notting Hill, na zona oeste da capital britânica, tido como a maior festa de rua da Grã-Bretanha e uma das maiores da Europa.
O evento, com dois dias de duração, criado em 1964 pela comunidade caribenha da cidade, foi ganhando popularidade e hoje atrai foliões do mundo inteiro.
Calcula-se que até dois milhões de pessoas devam participar da festa.
Segundo os organizadores, foram programadas 70 atrações durante os dois dias de festa, incluindo bandas e DJs, e ainda 16 steel bands (bandas típicas do Caribe que tocam “panelas” de metal semelhantes a tambores).
Mais de 40 sistemas de som foram instalados nas ruas por onde foliões e blocos circulam, dançando ao som de soca, calypso, soul, dancehall e outros estilos populares entre as comunidades caribenhas.
O samba, no entanto, também comparece.
Todos os anos, as escolas de samba londrinas London School of Samba e Paraíso School of Samba levam um pouco do carnaval estilo brasileiro para Notting Hill, com dançarinas, foliões vestindo fantasias, carros alegóricos e bateria.
Segundo a polícia, 250 mil pessoas foram à festa no domingo.
Detectores de metal foram instalados em estações de metro e trem para tentar evitar violência durante o evento.
Um sistema novo, que checa placas de automóveis, está sendo usado para identificar veículos suspeitos e barrar criminosos.
Houve 70 prisões e um homem foi hospitalizado após ser esfaqueado.
História
O tráfico de escravos foi abolido pelo Parlamento britânico no dia 25 de março de 1807.
A abolição se referia ao comércio apenas, embora possuir escravos ainda fosse permitido por lei.
Em 23 de agosto de 1833, o Ato de Abolição da Escravatura pôs fim à escravidão em todas as colônias britânicas.
No dia 1º de agosto de 1834, todos os escravos foram libertados, embora pudessem ser legalmente mantidos pelos donos em esquemas de “treinamento”.
O esquema foi finalmente abolido em 1838 e os donos de plantações no Caribe foram indenizados.
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