……Caetano Barata – Pensando & Expressando Opinião……

Posts de Março, 2008

Resumo do final de semana no CEPA

Publicado por Caetano Barata em 31/03/2008

No sábado (dia 29 de março) O CEPA recebeu a presença da Profª Maria da Graças integrante do GEL (Grupo de Estudos Literários) para exposição sobre o tema: O Exercício de dominação no Sítio do Pica Pau Amarelo: Anástacia. Tia dos Quitutes?

Uma abordagem criativa e inteligente das diversas formas do preconceito racial na literatura brasileira com enfoque na obra de Monteiro Lobato. Quem quiser convidar a palestrante contate no CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação. A partir das 14h30, (71) 3242-0502 – Barbalho – Rua Souto Dalva, 98 (um ponto depois do CEFET).

Ainda tivemos a maravilhosa abordagem sobre o Filósofo Grego, Anaximandro e o Tempo com a Professora Adma Nunes, Prof Natanael Miranda e do Prof Germano Machado. Sábado que vem tem mais. Entrada Franca.

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Radialista na Região Metropolitana de Salvador

Publicado por Caetano Barata em 28/03/2008

Edy Carvalho – Radialista

Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari

Gravações: vinhetas e spots

Apresentação de eventos

Possui Registro

(0**71)9253-3260)

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Desativado o trabalho da pediatra Takaki Brandão

Publicado por Caetano Barata em 27/03/2008

O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de ‘multimistura’. Esta mulheré a a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim.

Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. ‘O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura’, lamenta Clara.

Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. ‘Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo’, ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.

Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: ‘Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca’, compara Clara.

Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos.

Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.

Clara acredita que enfrenta adversários poderosos . Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble .

É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada’, ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. ‘A multimistura ajudou muito’, diz. ‘Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.’ ISTO É’ procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. ‘O multimistura é um programa que não existe mais’, limitou-se a informar a assessoria de imprensa.


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