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Posts de Abril, 2008

Preço pago ao Paraguai por energia é justo, diz diretor de Itaipu

Publicado por Caetano Barata em 22/04/2008

O diretor-geral da usina de Itaipu, Jorge Samek, afirmou nesta terça-feira (22), em entrevista em Curitiba, que o preço pago ao Paraguai pela energia a que o país vizinho tem direito, mas não usa, é justo, e que não vê razão para alterar o acordo vigente. O reajuste é um dos principais objetivos do novo presidente eleito do país vizinho, Fernando Lugo.

“O preço que nós pagamos pela energia de Itaipu é o preço necessário para pagar todo o financiamento, distribuir royalties, fazer o funcionamento da usina. É o preço justo”, disse ele.

Segundo Samek, a usina está com seus compromissos em dia. “Nós não vemos nenhuma razão para alterar esse tratado, que vem contribuindo para o desenvolvimento tanto do Paraguai como do Brasil”, afirmou.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai renegociar o contrato de fornecimento de energia da usina hidrelétrica de Itaipu com o Paraguai. “Nós temos um tratado, e o tratado vai se manter”, declarou Lula, durante entrevista coletiva a jornalistas em Gana.

Mais tarde, no entanto, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que não está descartado um eventual reajuste dos valores pagos ao Paraguai. Segundo ele, isso já foi feito no passado, por defasagem de preços, e poderá se repetir, segundo informações da Agência Brasil.

Após ser eleito na noite do último domingo (20), Fernando Lugo já anunciou que pretende “discutir Itaipu ao máximo”. Ele já afirmou anterior mente que os US$ 300 milhões pagos pelo Brasil anualmente são irrisórios quando na realidade deveria pagar entre US$ 1,5 a 2 bilhões, a preço de mercado.

Nova equipe

Nesta segunda, um dia depois de eleito presidente do Paraguai, Fernando Lugo disse que vai criar um equipe técnica para discutir “um preço justo” para a energia de Itaipu que o Brasil compra do Paraguai, de acordo com informações da BBC. Lugo também disse que espera abrir uma “mesa de diálogo de técnicos” com o Brasil o “mais rápido possível”.

“As primeiras medidas são as de formar um equipe técnica. Assim como conversamos com o presidente Lula, e ele mostrava sua disposição, independente das posturas diversas confrontadas”, disse Lugo.

Questionado sobre o que faria se não houvesse entendimento com o governo brasileiro, Lugo levantou a possibilidade de convidar um terceiro país da região para atuar como mediador.

Na entrevista a jornalistas brasileiros nesta segunda-feira, Lugo procurou adotar um discurso moderado e disse que não recorrerá a nenhum tribunal internacional até “esgotar” a negociação com o Brasil.

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Naomi Campbell participa de campanha de doação de sangue

Publicado por Caetano Barata em 16/04/2008

Em visita à cidade, ela se sensibilizou com problema da dengue.
Modelo é famosa nas passarelas, mas também nas páginas policiais.

Alba Valéria Mendonça
G1, no RJ

Sensibilizada com a epidemia de dengue que já matou 84 pessoas no estado este ano, a modelo britânica Naomi Campbell, de 37 anos, em visita ao Rio, decidiu participar da campanha de doação de sangue. Ela ficou sabendo da epidemia pela rede de TV CNN.

Ela foi ao HemoRio, no Centro da cidade, mas após passar por uma triagem, não pôde doar sangue, já que fez uma cirurgia de emergência para retirada de um cisto, em São Paulo, no mês de fevereiro.

“Só fiquei sabendo que não poderia doar sangue quando cheguei aqui”, disse a modelo, que prometeu assim que estiver recuperada, ou seja, vai doar sangue na próxima vez que vier ao Brasil. Por causa da cirurgia, ela está impedida de fazer a doação no período de três a seis meses.

Muito simpática, a modelo vestiu a camiseta da campanha contra a dengue e pediu para que os postos de saúde do Rio fiquem abertos durante 24 horas.

Alba Mendonça /G1
Naomi Campbell veste camisa da campanha contra a dengue (Foto: Alba Valéria Mendonça /G1)”Não estou aqui para falar de Brasil ou de política brasileira. Estou muito feliz de estar aqui. Gostaria que pos postos de saúde ficassem abertos durante todo o dia. Sei que o prefeito disse que não pode por causa do problema da violência. Mas seria importante se houvesse uma segurança extra para garantir o atendimento à população”, disse Naomi, que durante entrevista coletiva lembrou a necessidade de se evitar os focos do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, a doença já matou 51 pessoas no município e infectou outros 50.386 na cidade.

A modelo tem inúmeros amigos no Brasil e visita o Rio freqüentemente. Em janeiro, ela aceitou o convite do prefeito Cesar Maia para ser a embaixadora oficial da cidade do Rio de Janeiro mundo afora.

Ela é famosa não só nas passarelas, mas também nas páginas policiais. No início deste mês, ela foi presa em Londres, depois de agredir uma autoridade policial no Aeroporto de Heathrow. A modelo foi expulsa de um vôo da British Airways, depois de arrumar uma briga dentro da aeronave. Segundo jornais ingleses, depois do episódio, ela foi proibida de voar pela companhia.

No ano passado, ela foi condenada, em Nova York, a prestar serviços comunitários fazendo faxina por cindo dias. Ela foi condenada por jogar um celular contra sua ex-empregada Ana Scolavino.

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Mulheres de gamers disputam com os jogos a atenção dos maridos

Publicado por Caetano Barata em 14/04/2008

Mesmo desaprovando o hobby, muitas passam a aceitá-lo na rotina do casal.
Para psicólogo, games atrapalham o casamento quando servem como escapismo.

JULIANA CARPANEZ

Em busca de ajuda em um fórum de internet, uma usuária pergunta como fazer alguém abandonar os jogos virtuais. “Infelizmente meu marido está viciado nessa droga. Tenho vontade de quebrar o videogame, mas claro que não posso, senão ele me mata”, desabafa. Seu problema não é raro: nos casamentos atuais, muitas vezes o “kit marido” vem acompanhado de jogos eletrônicos que usam os mais variados recursos — de tiros a futebol, passando por automobilismo e lutas medievais — para manter o dono da casa grudado no controle.

Como esse hábito definitivamente não se restringe à vida dos solteiros, muitas mulheres que se casam com gamers têm de aceitar a participação dos jogos na vida do casal. Algumas detestam, como a internauta que procurou ajuda no fórum. Há também aquelas que aprendem a tolerar o hobby e ainda o grupo que se rende à atividade, compartilhando com os maridos a paixão por jogos.

Celina Alves Correia Cardoso, 42, é casada há 16 anos com um fã de Xbox 360. “No começo eu me aborrecia, mas a irritação passou depois que procurei algo para fazer nas horas em que ele joga. Ele fica no game e eu, no PC”, disse a representante comercial e dona da comunidade virtual Meu marido adora vídeo game. Ela diz encarar o hábito “quase” numa boa – a ressalva fica por conta da irritação causada quando o parceiro, concentrado nos jogos, não a escuta. “Não adianta nem falar, que ele não ouve, não dá atenção.”

Ela reconhece, no entanto, que seu marido não é dos piores gamers, porque quando precisam sair, por exemplo, ele pára de jogar.

Interesse

Celina já tentou se interessar pela atividade e confessa que se divertiu jogando por cerca de um ano. Depois cansou e hoje deixa a brincadeira para o marido e o filho de 14 anos. “Procuro ver o lado bom das coisas e acho que essa é até uma maneira de manter a família unida. Eles se divertem quando jogam juntos.”

Ericka encara os games de uma forma mais tranqüila, mas ainda acha um desperdício passar tantas horas em frente a um jogo. Ericka Martin, 27, também já tentou se interessar pelos games, mas confessa não ter paciência para aqueles da categoria RPG, que são os favoritos de seu marido. Nesses seis anos casada com um gamer de PC e PlayStation 2, a bibliotecária criou simpatia pelos títulos de estratégia e também aqueles que envolvem enigmas. Mas nem sempre foi assim.

Durante muito tempo, diz ter se “irritado profundamente” com o fato de ele jogar, acreditando que os games, e não ela, eram a prioridade do marido. “Já brigamos tanto por causa disso, que ele chegou a vender seu primeiro console para pararmos de discutir. Mas aí brigávamos porque ele ficava lembrando, a toda hora, que tinha vendido o videogame por minha causa.”

Hoje seu marido joga menos e Ericka, dona da comunidade Meu marido é game-maníaco, está mais conformada com o hobby. “Encaro de uma forma mais tranqüila, mas ainda acho desperdício passar tantas horas em frente a um jogo.”

Escapismo

Para o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, responsável por um projeto voltado a jovens viciados em internet do Hospital das Clínicas, o excesso de videogames pode, sim, ser prejudicial para um casamento. “Isso acontece quando o adulto passa a usar esse recurso para se refugiar ou se ausentar da relação da qual ele deveria estar participando”, disse. Nesses casos, define, os games funcionam como uma forma de escapismo.

O especialista afirma não haver uma fórmula para definir quando essa atividade deixa de ser classificada como lazer para se tornar uma ameaça. Tudo depende da dinâmica do casal. Duas horas por dia jogando videogame podem não afetar o relacionamento daqueles que passam muito tempo juntos. Mas tudo muda se essas duas horas dedicadas aos jogos forem todo o tempo que o casal tiver de convívio, exemplifica.

“Se o videogame atrapalhar, a mulher deve dizer como se sente em relação ao problema. Ela deve se expressar, dizer que se sente desrespeitada e deixada de lado, por exemplo. Mas não é uma boa idéia criticar a atividade, dizendo que videogames são uma porcaria”, ensina o psicólogo.

Menina que joga

Milena conheceu o marido por causa de sua paixão pelos videogames. Casada há um ano e meio, a assistente editorial Milena Wiek, 23, é uma exceção entre as mulheres de gamers: não se incomoda nem um pouco quando o marido joga Xbox 360. Pelo contrário. Fã de Wii, a dona do blog menina que joga até eleva os jogos eletrônicos ao patamar de cupido. “Nos conhecemos por causa dos videogames, quando fui trabalhar em uma editora de revistas sobre esse assunto. Os dois já jogavam antes de se conhecer e começar a namorar”, conta.

Quando marido e mulher dividem o mesmo hobby, como nesse caso, não há brigas causadas pela compra de um novo controle ou um jogo recém-lançado. Na hora de desembolsar, Milena e o parceiro pesam os acessórios e títulos que mais querem e fazem uma lista conjunta. “O bom, ou ruim, desse hobby é que sempre tem algo novo para comprar.”

No relacionamento deles, os games nunca causaram brigas e até ajudam a aproximá-los. “Às vezes a gente discute e vai cada um para um lado. Dali a pouco, um vai ver o outro jogar, começamos a conversar e fazemos as pazes. É um tempo livre gasto juntos, é muito bom.” Na contramão da maioria das mulheres, ela acredita que teria problemas caso seu parceiro não gostasse de jogos eletrônicos. “Imagine convencer um homem de que sou uma menina que joga?”, brinca.

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