Texto:Do G1, com agências internacionais
Os combates ficaram ainda mais violentos nos arredores e dentro da capital da Ossétia do Sul, região separatista da Geórgia. Tropas do país atacaram as forças separatistas nesta sexta-feira (8) com a ajuda de tanques e aviões de guerra, numa tentativa de retomar o território.
Ao mesmo tempo, testemunhas disseram que tropas russas entraram no território georgiano. O ministro russo do Interior, citado pela agência Interfax, disse que os soldados foram mandados para “evitar um banho de sangue”.
Segundo fontes da Geórgia, a aviação russa teria bombardeado a base militar de Kakha Lamaia, a 25 quilômetros de Tbilisi, capital do país.
O presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, acusou a Rússia de ter feito uma incursão em território georgiano e afirmou que blindados russos entraram na região separatista da Ossétia do Sul.
“Cento e cinquenta tanques russos, blindados e outros veículos entraram na Ossétia do Sul”, disse ele em pronunciamento à imprensa.
“Isso é uma clara invasão do território de um outro país. Temos tanques russos em nosso território, aviões em nosso território em plena luz do dia”, disse.
“Tenho de dizer a vocês que as forças georgianas abateram dois caças russos sobre território da Geórgia”, acrescentou sem dar mais detalhes.
Combates na Ossétia
Um correspondente da Reuters disse que o barulho dos aviões e das explosões era ensurdecedor a mais de três quilômetros de distância da cidade. Muitas casas estavam em chamas.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, pró-Ocidente, disse que suas forças “libertaram” a maior parte do território da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, e ordenou uma mobilização em escala total dos reservistas.
A Rússia confirmou a existência de combates no centro da cidade.
A crise, a primeira que o novo presidente russo Dmitry Medvedev enfrenta desde que assumiu o cargo, em maio, desperta temores de uma guerra na região, que está se tornando uma importante rota para o trânsito de energia. Tanto a Rússia quanto o Ocidente tentam influenciar a área.
A Otan, a União Européia e os Estados Unidos, forte aliado da Geórgia, fizeram um apelo pelo fim do derramamento de sangue, enquanto Moscou prometeu responder depois de receber a informacção de que agentes russos de paz foram mortos pela artilharia da Geórgia.
“Algumas bombas atingiram diretamente o quartel em que estavam em Tskhinvali”, disse um porta-voz dos agentes de paz, segundo a agência de notícias Interfax.
Andrei Chistyakov, correspondente da emissora de TV russa Vesti-24, disse que pelo menos 15 civis foram mortos em Tskhinvali, onde milhares de pessoas se refugiaram em porões.
“Estas são as pessoas cujos corpos foram vistos nas ruas e em seus quintais”, disse por telefone.





















