Pensando & Expressando Opinião: Caetano Barata

Arquivo da categoria ‘2 de Julho’

Viva a Independência da Bahia e do Brasil!!!

Publicado por Caetano Barata em 01/07/2007

bandeira

Simões Filho -(01/07/2007) – A idéia que os brasileiros tem da Independência do Brasil é que o ilustre D. Pedro I, levantou a espada e com seu grito às margens do Ipiranga nos livrou dos tentáculos da Europa, com a sua sonda portuguesa em nossas veias. Há exatos 184 anos, no dia 2 de julho de 1823, o Brasil consolidou a sua Independência após sangrentas batalhas e muitos heróis, quando o exército brasileiro entrou na cidade de Salvador e conseguiu expulsar os últimos soldados portugueses do território nacional.

A história do período

No século XVIII, o Brasil ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. Como a família real mudou-se de Salvador para o Rio de Janeiro os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital eram maiores do que os de Pernambuco e Bahia iniciando assim as primeiras rebeliões.

Com a proclamação da Independência do Brasil, o Exército de Portugal permaneceram no Brasil a resistir. O 2 de Julho é o momento da vitória das tropas do Exército e da Marinha Brasileira sobre as tropas do exército português que insistiam em permanecer nas províncias. Apesar de a declaração da Independência do Brasil já ter sido declarada legalmente, necessitava a consolidação. Assim, foi de suma importância a vitória liderada pelo Marechal Pedro Labatut.

As províncias iniciaram grande revolução. Primeiro no Recife inciou a revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes apoiavam a revolução. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.

A revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.

Dentre as resitências marcantes da luta pela independência da Bahia aconteceu no Convento da Lapa. Neste episódio, a abadessa Sóror Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas para revistar o convento, onde haviam alguns soldados brasileiros e acabou sendo morta.

brasão
A vitória

No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.

Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.

Os vultos da Independência da Bahia

Maria Quitéria:

A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

A heroína das Independências (das duas) nasceu onde fica hoje o município de Feira de Santana e deixou a fazenda do pai em 1822, para combater nas fileiras brasileiras até a vitória. Por Decreto Presidencial de 28 de junho de 1996, Maria Quitéria (1792-1853) foi nomeada patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

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Joana Angélica:

Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.

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Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:

Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.

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General Pedro Labatut:

Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.

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Coronel José Joaquim de Lima e Silva:

Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.

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O corneteiro Lopes

O militar que deu toque de avançar quando era para dar o toque de recuar. Neste avanço as tropas obtiveram a vitória.

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O Caboclo

O Caboclo é o índio importantissímo na participação nas lutas. Sobretudo representava o “verdadeiro brasileiro”, o dono da terra, que somara seus esforços aos demais combatentes. A Bahia rendeu-lhe homenagens sempre ostensivas e, em 1896, no monumento erguido na capital baiana, o caboclo encima – tal qual a figura do Almirante Nelson no monumento a Trafalgar, em Londres – aquele importante marco.

Leituras recomendadas: Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Bahia
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