No Sábado, dia 4 de Julho, no Independece Day, o Ethnic Heritage Council honrou o cidadão naturalizado Eduardo Mendonça por significante contribuição ao seu País, os Estados Unidos da América, enquanto manteve suas raízes étnico-culturais afrobrasileiras. O congressista Jim McDermott (na foto com Eduardo), entregou o título 2009 “Spirit of Liberty Award” (Espírito de Liberdade) a Eduardo Mendonça. Eduardo Mendonça é o primeiro Brasileiro e representante da América do Sul a receber este prêmio, antigo militante do CEPA, em maio, recebeu o título de Membro Correspondente nos Estados Unidos.
2009 “Spirit of Liberty Award” ocorreu durante a 25th Annual Naturalization Ceremony no Seattle Center, das 12 às 13 hs. Com concertos festivos que iniciaram às 11hs da manhã por William Blayney e a Greenwood Concert Band.
A cerimônia incluiu discursos da Senadora Maria Cantwell, Deputado Federal Jim McDermott e do Secretário de Estado Sam Reed, tendo o Prefeito da Cidade de Seattle Gregory J. Nickelscomo Mestre de Cerimônias.
A Guarda Nacional do Estado de Washington esteve presente. Durante a cerimônia, o índio Gene Tagaban apresentou uma história native sagrada junto com Swil Kanim, e Peter Ali e o The Sound of the Northwest Gospel Choir, dirigido por Juan Huey-Ray, também se apresentou.
Arquivo da categoria ‘Germano Machado’
Membro correspondente do CEPA nos Estados Unidos, recebeu o prêmio 2009 “Spirit of Liberty Award”.
Publicado por Caetano Barata em 21/09/2009
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Análise crítica de Amélia Rodrigues, por Germano Machado
Publicado por Caetano Barata em 10/08/2009
Análise de Germano Machado, fundador do CEPA, das Academias Mater Salvatoris, da ALAS – Academia de Letras e Artes do Salvador e da Academia Baiana de Educação.
Salvador, 10 de agosto de 2009. Amélia Rodrigues – A Educadora Germano Dias Machado, da Academia Baiana de Educação cuja titulação é Amélia Rodrigues. Ao analisar para Academia Baiana de Educação poderia escolher, na exclusividade do coração e afinidade de espírito, a mulher educadora, apóstola do educar como técnica e da educabilidade como cultura superior da alma. Sempre admiramos Amélia Rodrigues, cujo livro Flores da Bíblia li associando-a, na memória afetiva, a outra mulher também sul e latino-americano, Gabriela Mistral, a grande chilena. Externamente desiguais, internamente irmãs. A dificuldade incial de um conhecimento mais aproximado de Amélia Rodrigues foi superada com o apoio de Hermano Gouveia que, no seu humanismo me entregou pasta inteira da educadora apóstola. O também amigo e confrade José Nilton Alves de Sousa, o complemen tou. Então, ao trabalho. Antes, porém outra recordação: linguagem cordial de quem envelhece, no corpo, sim, fatalidade bio-fisiológica, nunca no espírito, fato de transferência no afirmar do médico fisiológo Victor Franklin, que se liberta para sua pátria legítima, sim, através de um processo, o de se afirmar para o alto, a coerência fundamental, sede de infinito, vontade de eterno, aspirar do permanente: eis Amélia Rodrigues. Recordemos também: quando há muitos anos, tantos que só a memória arquiva (lembro o gênio de Agostinho), estando no setor panamericano na Universidade do Brasil a fazer pesquisa, por indicação do querido companheiro Ático Villas Boas da Mota, baiano de Góias, do Rio e Macaubense sempre, a dirigente era uma chilena, dona Marta Elba de Miranda. Falamos, então, de Gabriela, e, baianamente, com maior naturalidade citei Amélia Rodrigues. Gabriela sem querer descreveu Amélia Rodrigues em seu poema sobre La Maestra Rural: “La Maestra és pura… La Maestra és pobre… La Maestra és alegre…” E eis Amélia Rodrigues: ser ela de nascimento santamarense, como santamarense, também de distrito do grande Município, é minha esposa, a mãe dos meus filhos, companheira de tantos anos, lutas e reveses e glória, doação e amor, educadora, como professora, com algo, “não exagere o afeto”, de sua conterrânea. Finalmente, se Amélia Rodrigues nasce em vinte e seis de maio de mil oitocentos e sessenta e um, eu nasci, mera curiosidade dois dias depois, aos vinte e oito de maio e se ela morre em 1926, nasci eu, nesse ano mesmo. Exterioridade, talvez, refletirá o crítico racionalista; disposições da Providência, proclamarei com Agostinho, que era o externar da Filosofia, Teologia do gênio africano de Tagasta.
Amélia Rodrigues, sendo educadora, fez-se escritora: usou do conto e do romance, da dramaturgia, da tradução, do apostolado, para mais e melhor ser mestra. Carlos Chiacchio, a propósito do centenário de nascimento da grande mulher escreveu: “Era o seu instinto. A sua vocação. O seu destino. Nasceu para lutar. Onde houvesse luta, aí estaria a plantar o seu vexilo, paladina do ideal pelas melhorias humanas. Humanista por índole, por educação, por antevisionismo político, aos movimentos espirituais da época emprestou sempre o seu concurso, a sua força e o seu dessassombramento… No seu tempo, sob o puro liberalismo político, a mestra foi aberta ao problema social e usou da poesia para alertar a todos sobre o destino triste da criança sem escola e sem amparo da sociedade. Assim em Réu de Amanhã”. O dia inteiro pelas ruas anda Cigarro à boca, modos de quem manda, E tem doze só!… flor do monturo, Quem vai fazer-lhe a peregrina esmola
Ontem e hoje dolorosas perguntas castroalvinas, pelo tempo, pelo ambiente, pelo ardor em ver, educadora radical, a liberdade dos irmãos negros, questão social do Império ainda não de todo vista e analisada, canta:
(Versos e Reversos) Recende fora do banquete a dor; Mas, enquanto lá dentro a festa, a dança,
Não se há assim de chamar a educadora de alienada, nunca. A luta do seu tempo lhe pertence, sua pátria lhe merece, cotidianamente, amor e ânimo de peleja contra o negativo, pois a educadora, se tem visão do universal, o comunitário nacional lhe está à frente de imediato. Ainda aqui a poetisa vê o problema sócio político imediato: a questão da liberdade.
(Ainda não) Outrora, quando a pátria se estorcia E o sangue que nos campos escorria, Porém os brasileiros desgraçados Quando os heróis de júbilo exaltaram,
Lelis Piedade em A NOVA ÉPOCA, em vista de tal espírito escrevia em mil novecentos e quatro: “Amélia Rodrigues tem nos seus livros em prosa ou em verso, a nota quente do patriotismo. A Pátria tem no seu coração um culto especial, ardente de verdadeira propagandista”. “Nos tempos da Abolição a sua pena entrou triufante na grande liça, defendendo os escravos com uma dedicação que mereceu aplauso dos que na Bahia contribuíram para a grande obra do treze de maio”.
Era o drama político social econômico e Amélia educadora, não poderia alhear-se da realidade imediata. Participante sempre, a educadora usa deste soneto histórico: (Soror Joana Angélica) roubando, mata, e vai desenfreada Salta a madeira aos golpes da alavanca da turba vil… “Mate-se a freira!…”
E o que fazia assim a grande moça? Educava – seu método e educar se realiza sempre por uma metodologia – era o despertar a consciência de seus contemporâneos e, de modo mais direto os educandos, na ação e na prática para os grandes problemas brasileiros, humanos e da comunidade imediata. Um deles era face política de nacionalista equilibrada, de profundidade patriótica, jamais xenófoba. O educador é universal no nacional, sempre voltado à pequena pátria do município e da região. Na linha de Miguel de Unamuno. Alma intuitiva, distinguia Amélia neste problematizar, os assuntos da educação ligados à crença e a Deus. Não é nunca uma crença desligada, inscônscias, mas, antes, dentro do valor do trabalho, certa sempre de que Deus é Pai e Providência, não apenas um argumento racional, mas um valor concreto.
Assim do arquivo particular de Hermano Gouveia transcrevo o poemeto que ilumina o que acabo de expressar, datado de Santo Amaro, novembro de mil oitocentos e oitenta e três, sem título:
Rezemos!… Ó! Nada é mais doce do que est’hora
Em A Tarde em dois de fevereiro de mil novecentos e cinqueta e sete e também em folheto sobre o Centenário de Nascimento da Educadora, em vinte e seis de maio de mil novecentos e sessenta e um, a professora Jésse Damasio De Paula, diretora de uma escola com nome da poeta, escreve: “Se não lhe bastasse a grande obra social que realizou, abnegada e estóica, na vanguarda das damas de Maria Auxiliadora e de quantas instituições de caridade foi estrênue partícipe, as cintilações de seu talento, verberando ali e alhures, por si sós lhe dão direito a mais gloriosa imortalidade”.
“Afora esse aspecto, a figura de Amélia Rodrigues é notável pela sua participação cívica. Conferencista, é muito vasto seu discurso público em favor de uma nacionalidade fruto da democracia e da liberdade, ou em prol dos menos favorecidos materialmente, ou ainda, com o devotamento de uma cristã que além de qualquer doutrina, punha em prática os ideais do humanismo. Aliás, a sua obra assistencial múltipla e contínua, tendo sido fundadora e/ou colaboradora de várias instituições”. Sobre as suas qualidades de escritora Martim de Oliveira (Suplemento Dominical do Diário da Bahia 01/07/1945) declarou: “Em síntese, Amélia Rodrigues, cujo nome inteiro disse-se Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues, é uma das nossas eminentes figuras literárias e a justificativa para o silêncio em torno do seu nome decorre de preconceito anti-catolico do que as ideias religiosas do seu trabalho”.
Quando, no século passado, no seu findar, morre uma das grandes figuras da Igreja, Monsenhor Clarindo Aranha, Amélia Rodrigues torna-se pensadora, mostra em sua crença praticada e vivida do Evangelho, sua capacidade de análise do humano e seus graves, terríveis mistérios insondáveis. A poeta filosofa:<p. “Em breve tempo fez-se grandes coisas”
“Mas – escreve um seu discípulo de coração, Aloysio Guilherme da Silva” – “Mas, pelo sentido filosófico, pela concepção, sobretudo pela demonstração do seu valor de pensadora, excele a sua publicação de 31 de junho de 1899, primeiro aniversário do falecimento daquele sacerdote:
“Que é a morte?! Um abismo de trevas? Um hieróglifo indecifrável? Um oceano sem margens onde o homem se submerge para sempre e se aniquila e se acaba inteiro, como esvaecido sonho, como ilusão inconsciente? Não. A morte bem explicada está pela voz sacrossanta da religião até por que é a passagem para a imortalidade, é o começo da verdadeira existência, a existência para a qual não há mais fim. Se o corpo se desfaz, se transforma, se reduz a nova feição material – verme ou flor, – a alma, sopro do Onipresente, evola-se, sobe, feliz ou desgraçada mas viva, eternamente viva!”
Tudo isso é educação na educadora. E a educadora? – hão de perguntar.
A educadora ressalta de todos esses atos e fatos, decorrerá de suas obras, se imporá através de uma vida simples de Mestra que ultrapassou as barreiras de uma província e de uma época em que a mulher e o seu papel não eram considerados devidamente. Ela, a pequena educadora enfrentou a Província (quando no sentido negativo provicianismo), tempo e mundo. Tanto que é a primeira jornalista brasileira de âmbito nacional, fundando a revista A Paladina, primeira revista feminina da Bahia (frisa Maria da Conceição Paranhos), além de A Voz. Foi colaboradora do Mensageiro da Fé, dos Jornais e obras salesianos, de o Pantheon, O Album, A Renascença, outros livros. A educadora aí está, na Mestra das letras, na Mulher de ideias, na destemida defensora de suas ideias religiosas na época do racionalismo e do materialismo do século XIX, a educadora está na mulher de cultura, sendo a cultura o ápice de sua educabilidade, um reflexo de sua visão geral da vida, do mundo, do homem e sobre Deus.
Seus pais – Felix Rodrigues e Maria Roquelina Rodrigues iniciaram-na nos estudos primários com Cônego Alexandrino do Prado. Os estudos mais destacados foram lições admiráveis do professor e educador Antônio Araújo Gomes de Sá e de Manuel Rodrigues Martins de Almeida. Tendo a vocação do ensino para educar, o Magistério chegou, a professora primária no colégio de Cândida Alvares dos Santos. Não teve o obrigatório Curso Normal, “submeteu-se a concurso e saiu brilhantemente, merecendo assim uma cadeira no arraial da Lapa. Seria o ponto de medida de sua vida de Mestra na qual conquistaria os louros da gratidão de várias gerações tocadas pelo condão da sua inteligência e da sua bondade…” Assim escreveu o discípulo bem amado Aloysio Guilherme da Silva. A educadora, pórem se completaria sempre com a escritora e, sobretudo com a poesia de porte grandioso que nela habitava.
Di-lo em seu tempo um também esquecido, baiano por merecimento, Carlos Chiacchio: “Mulher de talento precoce. E na maturidade multiplamente afirmativa de sonho e de ação, de renúncia e de beleza. Era no livro, na tribuna, na imprensa, por todos os modos e meios essa atividade de criadora, sem par em toda nossa história de mulheres de letras. Criadora de instituições. Basta dizer que os primeiros alicerçes do Liceu Salesiano foram obras de seus versos, dos seus dramas, dos seus artigos, de tudo seu, que revertia em favor das colunas mestras daquele templo…”
Sobre Mestra e Mãe convém ver que a educadora julgava que: “A Mestra que não se faz Mãe e a Mãe que não se faz Mestra falta ao dever que a sociedade lhe impõe”.
D. Lúcia – (Gravemente a Marieta)
No suplemento de A Tarde, por ocasião do Centenário de Nascimento da grande educadora, a grande educadora, também, Anfrísia Santiago, por isso mesmo sabendo que Amélia era o que se desprende desses versos, afirmou: “acho que a principal caracaterística foi sua qualidade de escritora católica de propagadora fervorosa do catolicismo. Ela sempre foi mais missionária do que mestra. Além disso era boa, desprendida, generosa como ninguém. Considero Amélia Rodrigues a maior personalidade feminina da Bahia em todos os tempos. Sua poesia “O Sacríficio de Abraão” é a maior produção poética do Brasil. Analisando “Flores da Bíblia”, o grande Cardeal D. Sebastião Leme empregou um adjetivo particularmente perigoso “genial”, conformemente Lacerda de Almeida deixou escrito no Únião, do Rio de Janeiro: “Se não há em tudo isso a centelha do gênio, não sei que a outras mentes se possa aplicar tamanho e tão bem cabido epíteto: é uma obra genial “Flores da Bíblia”.
Por isso, a educadora sempre se alargava na escritora, naquela que faz poesias obras admiráveis e fortes de estilo, na teatróloga, em sua, na polígrafa de tão variada produção. Tenho aqui exemplificando, do Arquivo e Biblioteca de Hermano Neto, um livro de Amélia Rodrigues impresso na Bahia (Cidade do Salvador), livraria Nossa Senhora Auxiliadora, de 1929 – Do meu archivo: Contos e Phantasias (respeitando, aqui, a grafia da época). Já então em segunda edição. Das páginas 217 em diante não há contos, nem fantasias – há meditações e reflexões, quando não análises teológicas e até uma visão sobre o centenário da impresa na Bahia, com uma nota, em letras de tipo menor, sobre A União, um grande diário Católico, moderno e de combate na capital do Brasil. Como analisar sua grande produção? Escreve Pedro Calmon: “… A lista dos dramaturgos ocidentais complementar-se-á com Amélia Rodrigues. Professora, inspirada poetisa, talvez a maior depois de Amélia de Castro Fonseca (1861 – 1926), estreou com poemeto “Filenila”, 1880 e escreveu dramas, livros de literatura infantil, poesia católica, numerosos versos, espaços pelas revistas religiosas e educativas”, esclarecendo, ainda, que, numa relação de escritores de romance, contos e novelas, no Brasil, tem de figurar Amélia Rodrigues.
A primeira Guerra Mundial tocou em seu íntimo dolorosamente e escreveu no período com profundo espírito religioso místico, poemas e trabalhos marcados com a maior interioridade. Ia ser um novo estilo no fim de seus dias, anos finais: o estilo intimista. Percebe a escritora Maria da Conceiçao Paranho essa passagem de porte, do pragmático para o místico, do ascético e apostólico para o deslumbramento crístico. Enquanto isso a poesia a persegue, até o fim. E, já na fase da maturidade, Amélia Rodrigues identifica-se com o próprio princípio absoluto em Deus sabendo embora que, dentro da humana hora sofreria disso reflexos, ou como ela própria diria “farrapos”, e que a morte, “o reposteiro azul da eternidade” será o bem maior. Nos poemas “Último Abrigo” e “Última Chamada”, o primeiro de 1893, o segundo de 1920, inédito, temos de um lado, afirmação de que a morte substitui-se à esperança e de outro, uma busca cada vez mais próxima do princípio absoluto, a morte como sedução maior. No segundo dos poemas citados, de modo inesperado, 6 anos antes de sua morte para o mundo, há um espantoso momento de silêncio e escuridão completo, aquela treva de nos fala o poeta místico São João da Cruz, em que a solidão é total, mesmo para os que creem, e que a privação de tudo é a mais radical. Amélia Rodrigues teria de cegar-se, acrisolar-se, ensurdecer de todo. Só ela saberá o que viu, amou, ouviu, depois desse momento de completo isolamento”…
Em Baianos Ilustres, de Antonio Loureiro de Souza, no que apresenta ele no que apresenta ele sobre a ilustre brasileira, há citação de um nome de mulher, de tão grande valor quanto o de Amélia Rodrigues, e que reproduzo: “Dela diria Marieta Alves, com justiça: ‘Admirei-a sempre e não perco ocasião de chamar atenção dos baianos para sua grande obra de educadora, sua inteligência de escol, seu mérito em comum’”. Não poderia deixar no esquecimento o gesto do Conselho Estadual de Cultura quando, no Processo sem número, em assunto que refere à publicação da obra poética de Amélia Rodrigues, o seu relator, Conselheiro Carlos Eduardo da Rocha, outro poeta de valor, que foi experto nos assuntos de arte, e professor universitário, em arte, da UFBA, na Escola de Belas Artes, afirmava: “Às sugestões apresentadas à Câmara de Letras para publicação de suas obras completas levaram-me por designação do Senhor Presidente da Câmara ao exame do material bibliográfico que nos foi confiado. Precioso material, aliás, constando de suas obras publicadas, recortes de jornais, depoimentos inéditos e manuscritos, mas que ainda nos parece incompleta pela ausência de documentos de suas atividades fora da Bahia, principalmente dos Jornais do Rio de Janeiro e de Niterói. Completa como vimos no sentido biográfico, e não faltam referências às suas inúmeras atividades de incansável trabalhadora intelectual… Desse modo, somos de parecer “Como homenagem da Bahia à sua ilustre filha, no ensejo do Centenário de seu nascimento, seja organizada e publicada sob os auspícios do Conselho Estadual de Cultura uma Antologia da sua obra em prosa e verso”, incluindo os artigos publicados em jornais e revistas da Bahia e fora, principalmente no Rio de Janeiro, com julgamento e avaliação, como escritora, poetisa, romancista, teatróloga, ensaísta, oradora e jornalista”. Tal parecer é de 03 de agosto de 1976 e assinado, além de seu ilustre Relator, Carlos Eduardo da Rocha, Thales de Azevedo, Adriano de Azevedo Pondé, Américo Simas filho, Ary Guimarães, Calazans Neto, Diongénes de Almeida Rebouças, Godofredo Filho, Hélio Simões e Wilson Lins.
(Última Chamada) Dizeis… não ouço bem, junto de nós Dizeis… que sois meu Pai. Flores… luzes… é um préstito que passa! ……………………………………………………………………………………………………………………………….
Germano Dias Machado, da Academia Baiana de Educação cujo titulação é Amélia Rodrigues.
Enxovalhado, roto, indiferente, mãos nos bolsos,
Olhar impertinente,
Um machucado chapeuzinho à banda,
Um dandy da miséria,
Alegremente a procurar ocasiões somente
Em que as tendências bélicas expanda.
Que lhe arranca o veneno ao seio impuro
E os tentáculos do mal, que entorno avança?!
De atirá-lo à oficina, ao templo, à escola,
Mudando essa ameça numa esperança?!…
Faz anos hoje a filha do Senhor; tudo é prazer nas salas do sobrado;
Das janelas través o cortinado,
Sai em jorros, a luz passa o calor.
Soa em trilos o piano bem tocado;
E os gorjeios de um canto apaixonado
Do rouxinol nos lábios de uma flor.
Brindes, discursos, riso, intemperrança, misturam-se ao fragor de urras e bravos,
Do engenho em negro e imundo calabouço
Presos num tronco vil pelo pescoço,
Gemem tintos de sangue, alguns escravos…
Nos ferros da metropole humilhante
um grupo, de homens não, mas de gigantes,
Ergueu-se para comprar-lhes a autonomia.
E dos canhões as bocas retumbantes
Aos europeus disseram, triufantes,
Que a liberdade no Brasil nascia…
Ao poste das misérias amarrados
Sucumbindo ao horror da escravidão,
No estertor de angústias exclamaram
Do fundo dos engenhos: ainda não!
Infrene soldadesca, alucinada,
Sedenta de oiro, horrível de furor,
como um tufão de ódio e de terror,
corre pela cidade consternada…
contra as portas da casa do Senhor,
Onde viceja da pureza a flor,
Pelos anjos do céu custodiada…
Mas, à segunda porta, uma figura surge, doce e branca
É Soror Joana que a passagem corta!
E logo a entrada franca
Se faz, por cima da abadessa morta…
De longe nos trazem os ecos
O toque dos sinos da igreja vizinha,
Os pobres campôneos, devotos orando
Já ergue-se a porta de cada casinha.
Em que a luz é dúbia e o ar tão manso!
Mais terno que a luz é dúbia e o ar tão manso
E após o trabalho melhor do que o descanso!
Ela, pois, ao mesmo tempo mulher de pensamento e de ação social, uma educadora agindo pela transformação do meio ambiente, uma escritora que visava a mudança do homem e da mulher, no seu eu social e cultural, religioso e humano. A escritora e a poeta, a personalidade total de Amélia Rodrigues visava contudo a educação. Uma religião possuía, também voltada à ação patriótica social, humanitária e caritativa. A caridade como amor. Um pequeno e delicado comentário patrocinado pela Fundação Cultural no cinquentenário de morte de Amélia Rodrigues (vinte de agosto de mil novecentos e setenta e seis) escreve Maria da Conceição Paranhos também escritora:
Cita, nesse magnífico trabalho, D. Martins de Oliveira, o Padre Angelo Bruno, em A Únião (Rio de Janeiro, 24.10.30): “Não caberia a mim pastor agreste de almas campezinas, subir ao alto da tribuna da União para reviver os dias da vida extraordinária da escritora de “Mestra e Mãe”. “Entretanto, à semelhança de nosso confrade Lacerda de Almeida, que com verdadeiro acerto, soube evidenciar na “Uma Reivindicação” o altíssimo merecimento dessa Mulher, com maiúscula e excepcional que, tão modesta quão única na sua classe, sobrepujou no Brasil a quantas almas se tem revelado dignas dos aplausos dos bons, todo acatamento dos sábios e literatos: eu quisera ter o talento necessário para desquitar-me ao menos de uma dívida de gratidão para com a grande alma que foi Amélia Rodrigues”. Presta-lhe o Sacerdote um pleito de gratidão, “Tributo Justo e Devido” dos Sacerdotes brasileiros, pois ela “difundia as luzes do seu astro e os reflúvios de sua alma generosa, apostólica, missionária pela Igreja e seus Ministros”. Expressamente cita: “Desde Monsenhor Clarindo Aranha até Dom Jerônimo Tomé, desde Julio Maria, o formidável conferencista da Catedral de São Salvador, até Dom Lourenço Giordane, Prelado do Rio Negro, também do Rio de Janeiro, tendo todos gozado dos seus ricos dons de inteligência, de sua grande fé e dos recursos espirituais dessa alma excepcional”.
Assim tomba a palmeira no deserto
Pelo tocar de um raio; assim no adusto
Bosque, ferido cai o leão robusto,
Enquanto a alma voava ao céu aberto…
Foi-lhe a vida um combate rudo e forte
De amor ao Evangelho, amor profundo,
Que lhe servia de supremo norte,
E, em meio desse amor santo e fecundo
Pelas rosas sem fim trocou-lhe a morte
Quantos espinhos lhe inflingia o mundo!
A educadora é uma escritora, a escritora uma educadora. Por isso, em 1898, publica o seu livro Mestra e Mãe que visava a educação moral e cívica. Usa a expressão “queridas meninas” e, sempre inovadora, quer na introdução, quer que as jovens trabalhem com vontade e afinco, para se “aperfeiçoarem moralmente e para que sejam a honra do vosso sexo”. Alguns veem nele uma espécie de autobiografia, mas tratava-se exatamente da história mesmo de uma professora. Pondera Aloysio: “Aquele início da novela, “À Margem do Rio São Francisco, no Sertão da Bahia”; o padre Martins; a entrada no enredo daquela mulher magríssima, de cabelos brancos, rosto e mãos cor de cera, mal coberta de farrapos”: Os conceitos que ela viria a emitir já na condição de Mestra; e tantos outros aspectos da narrativa despertam, em quem tenha conhecido Amélia Rodrigues, e lido cuidadosamente sua produção literária, reflexões condutivas a uma ilação de introspecção. Para ela, pouquíssimo ou nada valiam os bens terrenos. A eles sobrepunham os valores morais, intelectuais e religiosos…”
Maternidade moral, uma espiritual maternidade, do coração e da inteligência, de princípios vividos e não de meras palavras elucubradas. Hoje, ingratos há que não distinguem “paternalismos” no sentido estranho e negativo, pejorativo, o paternalismo das doutrinas totalitárias, e o paternalismo ou paternismo inerente ao legítimo educador. Pais todos, ou quase todos, podem ser “paternos” e só o somos quando encaramos com seriedade e realismo o sentido da paternidade que vem de um Deus que ama os seus filhos, todos irmãos no fraternismo autêntico e não na simples palavra fraternidade. Fraternidade está além da política e da sociologia quando exprime legítimo fraternismo no Irmão mais velho. Por isso, Amélia Rodrigues, sempre sobretudo educadora, sempre cristã de ato-fato, encarava a Mestra em sua totalidade e não no parcialismo de uma função. Não apenas uma função, não apenas uma vocação, não apenas um sacerdócio, a educação é particularmente o dar-se por inteiro ao seu missionamento. O educador é um profissional, sim, mas para não ser mercenário, falso pastor, a de ser um missionário. O que se comprova no trecho de Flores da Bíblía que aqui hoje e agora transcrevo, enlevando e enlevando-vos:
Filha, escolhestes bem.
Para ti melhor lauréa não cobiço
Educadora!…
É a missão mais nobre da mulher
Deus a criou para isso,
E para isso a quer!
Mãe e Mestra no lar; na escola, Mestra
Delicada, paciente, hábil e destra
Em derramar na alma infantil, a flux
E a todos os momentos,
Gotas de luz:
Luz para a razão, e luz para os sentimentos!
Seu destino é de bênção, escondido
Embora!… Ela traz pão no seu farnel
Ou nas dobras cetíneas do vestido,
Para as futuras fomes angustiosas;
Pão que se muda em rosas,
Como santa Isabel!
Desilusões e mágoas, há de tê-las!
Que importa?! Sem temer da treva o açoite,
É preciso que se afoite
E ande como anjo, pela noite
A semear estrelas…
Filha! A tarefa é grandiosa e boa;
Cheia de espinhos mas bendita e bela.
Se queres ir por elas, vai! Tua mãe te aplaude e te abençoa!
Como educadora, após a jubilação, fundou o Instituto Maternal, no distrito de Nazaré, na rua do Caquende. E reincia sempre as funções de professora. Tal Instituto vai até 1905 , em junho desse ano. Acaba o Instituto Maternal, pessoas de Itapajipe desejam que ela funde e mantenha ali uma casa de instrução e educação. Colocam-lhe à disposição o Palacete Cotegipe, na Baixa do Bonfim, pertencente à Companhia Carris Elétricos. Então, surge o Instituto Maria Auxiliadora (sempre salesiana, a ordem do educador do século XIX e santo João Bosco). Institui os cursos primário e complementar, aulas de português, francês, (é do espírito da época), piano, bandolim, violino e prendas…” Era, recorda Aloysio – um prédio antigo, isolado pois confinavam, aos lados e ao fundo, com terrenos desocupados e incultos, restos de aprazível chácara… A casa remontava aos começos do século passado e nos fastos da velha capital baiana ficou assinalada pela tradição das famílias Passé e Cotegipe…
Falando de Amélia Rodrigues, Cchiacchio destaca: “A beleza lhe estava no sangue das ideias” e que fez “sua obra poética sobretudo social”… Poeta foi a partir dos doze anos. O seu concurso para reger uma cadeira de instrução primária foi presidida pelo Doutor Pedro Luiz Pereira de Sousa, poeta e Parlamentar. Que seria era, então, ser professor e professor primário… Em 1888, escreve o romance “O Mameluco”, publicado em folhetim no Eco Santamarense. Redige na época, o drama em quatro atos, “Fausta”, representando no Teatro de Santo Amaro e ainda “Uma consagração de família”. Professorinha do interior, em 1891, por merecimento é transferida à Capital do Estado, para onde se deslocará, ensinando no distrito de Santo Antonio Além do Carmo. Destaa-se no ensino e em várias ocasiões, louvam-na as autoridades do ensino: um bom método pedagógico, de então para estímulo. Escreve em 1893 “As cartas a uma amiga”. Tradutora e Conferencista, verteu ao português “O Presépio de São Francisco de Assis, de Frei Mateus Achneiderwrtch, ofm. Suas produções poéticas correm ano a ano e nem deixou a grande Auta de Sousa quando morreu esta. Um grande trabalho que escreveu e pouco citado pelos críticos é da biografia de Madre Vitória da Encarnação, Clariça do convendo do Desterro chamada a Santa Baiana. Afrânio Peixoto esqueceu do fato em Breviário da Bahia e Livro de Horas.
Em 1918, então deixa a Bahia e viaja ao Rio onde vai dirigir a Associação Católica de Senhoras, a Aliança Feminina. Em março de 19, retorna ao Rio em caráter permanente. Demite-se do cargo de presidente Geral da Liga das Senhoras Católicas, mas o Conselho Geral lhe confere o Título de Presidente Honorária, escreve continuamente em: O Pantheon, O Álbum, O Livro, Leituras Religiosas, Cidade do Salvador, Estandarte Católico, Paladina, A Renascença. A Tarde, Jornal de Notícias, Mensageiro da Fé e outros onde publica. Indo residir em Niterói colabora com as atividades culturais do Colégio Salesiano e funda a Revista Luz de Maria, nesta publicando versos contos e artigos apologéticos. Em 1921, revê a Bahia e pronuncia: “O feminismo e o Lar”, compõe o drama em tres atos: “Borboleta e Abelha”. Retorna, pórem, ao Rio. “Em 1923 foi publicado um livro que não tem outro igual na literatura brasileira e talvez nem na de outros países: “Amélia Rodrigues – Flores da Bíblia – Do Édem à Terra Prometida” e no pórtico do livro medição de 33 completa em dois volumes; o manuscrito perdeu-se e frei Pedro Sinzig teve um trabalho beneditino. O mesmo pode afirmar-se de revisão do livro pelos jesuíta e homem de letras, o célebre padre Luiz Gonzaga Cabral, hoje esquecido, assim como o ilustre franciscano Sinzig, grande musicista.
Maria da Conceição Paranhos, ao finalizar o seu trabalho sobre “O Humanismo na poesia de Amélia Rodrigues”, patrocinada pela Fundação Cultural do Estado, na comemoração do cinquentenário da morte de Amélia Rodrigues, em 1976 escrevia: “Aí está, senhores uma primeira tentativa de aproximação, da geração que é a nossa, da poesia de Amélia Rodrigues. O silêncio já foi muito longo, desde que dela falaram – em termos críticos – pela última vez. Mas “Literatura é novidade que PERMANECE novidade”, na palavra de Ezra Pound, e tudo que está sempre por descobrir. Acreditamos que Amélia Rodrigues seja da raça dos poetas que resistem ao tempo. Ainda não fora tempo de ouvi-la com nitidez. Quem sabe agora os teóricos acordarão para sua poesia? Há trinta e cinco anos atrás Carlos Chiacchio já falava que sua obra “carecia de uma revisão completa”. Para que tenhamos a possibilidade de re-editar a sua obra, relegada algumas poucas – embora atentas – prateleiras, precisamos do indispensável auxílio dos órgãos oficiais. O sempre lembrado Adroaldo Ribeiro Costa que não esqueçamos, em A Tarde, de 13 de março de 1974 escrevia: “De qualquer forma, não é possível que se deixe perder no esquecimento todo o valor da vida e da obra de Amélia Rodrigues. É verdade que honraram a sua memória dando todo o valor da vida e da obra de Amélia Rodrigues. É verdade que honraram a sua memória dando o seu nome ao antigo distrito da Lapa, desmembrando de Santo Amaro e transformando em Município, local de nascimento da educadora baiana. Mas quantos, inclusive os que moram no local, sabem que foi e o que fez esta mulher? No entanto, Amélia Rodrigues foi poetisa, psicóloga, publicista, católica, teatróloga, jornalista, historiadora, conferencista, romancista, produzindo uma vasta bagagem que agora tenho em mãos, e que estou começando a ler. Além disto, foi emérita educadora durante muitos decênios, seu lar era a sua escola, sua família eram os alunos na mais exata acepção das palavras, uma vez que educava com amor e bondade…”
Depois de 1923, quando publicou Flores da Bíblia, Amélia quer, de novo, sentir a Bahia. Está alquebrada: era um prenúncio. Em 22 de agosto morre a grande brasileira, em modesta casa na rua Futuro do Tororó, número 06. A Tarde, de 23, publica-lhe um grande necrológio e o seu último artigo – “Questão de vida ou morte”… Morria a mulher, não a educadora…
Falai, Senhor, a vossa augusta voz
Dizem que só na solidão se escuta.
Cessou entorno o estrépito da luta…
Falai, Senhor, agora estamos sós.
Inda rumores!…
Quanta cousa bruta
A interromper-nos!…
Ai, que paz desfruta
Quem vive longe desta bulha atroz!
Sim! Ouço agora
Perfeitamente, e que… do céu na aurora…
- Música perto…
Oh tentações letais!
“Vou vê-lo já!” e foi e a voz da graça
Morreu de todo. Deus não falou mais…!
Bibliografia
1. Livro: do meu arquivo – Contos e fantasias – Bahia, Livraria Nossa Senhora Auxiliadora, 1929, (2ª edição autorizada por Seraphim Augusto Rodrigues – proprietário)
2. Livro: Amélia Rodrigues – Evocações – Aloysio Guilherme da Silva, Rio de Janeiro, Livraria São José, 1963 (Ofertado pelo poeta Fernando Diniz Gonçalves)
3. Páginas do livro Baianos Ilustres, do acadêmico Antonio Loureiro de Souza, 2ª edição p. 205-206.
4. Artigo: Amélia Rodrigues, de Adroaldo Ribeiro Costa, Edição de A Tarde, de 13/038/1974.
5. Artigo: O Assunto Amélia Rodrigues, de Adroaldo Ribeiro Costa, publicado em A Tarde, sem anotação quanto a data.
6. Página Literária: Poemas de Amélia Rodrigues, A Tarde, edição de 27/28 de maio de 1961 (3 páginas de recortes)
7. Impresso: Comentário de Maria da Conceição Paranhos, SEC – Fundação Cultural – Comemoração do Cinquentenário de Morte de Amélia Rodrigues – 20/08/1976.
8. Dados Impressos: Professora Jesse Damásio de Paula, A Tarde, data não anotada.
9. Impresso: Professora Jesse Damásio de Paula, título Amélia Rodrigues, a Gabriela Mistral Brasileira.
10. Conferência: Maria da Conceição Paranhos, o Humanismo na poesia de Amélia Rodrigues, Agosto de 1976, Fundação Cultural do Estado da Bahia, comemoração de 50 anos de Morte de Amélia Rodrigues.
11. Recital de textos de Amélia Rodrigues: Seleção de Maria da Conceição Paranhos e participação de Carlos Petrovich e Raimundo Brumetti, comemoração do Cinquentenário de morte da poetisa.
12. Anotações Manuscritas: Hermano Gouveia Neto – Notas para provável elaboração de uma biografia de Amélia Rodrigues.
13. Fragmento de um livro inédito: “Tarde no Campo”, de Amélia Rodrigues, poesia distribuida quando da relização da Semana do Livro Baiano de Santo Amaro (SELIBASA), 1976.
14. Facsímile: “Última Chamada”, de Amélia Rodrigues, 20 de dezembro 1976, distribuída pela Fundação Cultural do Estado da Bahia nas solenidades do cinquetenário de Morte de Amélia Rodrigues.
15. Parecer sem número 28 de maio de 1977, do Conselho Estadual de Cultura, Relator Carlos Eduardo da Rocha, Conselheiro, Assunto: Publicação da Obra Poética de Amélia Rodrigues.
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Notícias diretas da América, por Graciela Santos-Elgart
Publicado por Caetano Barata em 05/11/2008
New York, 4 de Novembro de 2008!
Professor Germano, cepistas,
Recebam calorosas saudações de Graciela !
Esta foi a eleição mais democrática da História dos Estados Unidos. Imagine o primeiro Presidente negro! Mudança a vista!
Que ele possa sobreviver a projeção de ícone que todo o pais – e mesmo a comunidade internacional – está projetando nele. Que ele possa se manter na senda.
Em todo o país, nas praças e repartições públicas está havendo manifestações, encontros, celebrações. O mesmo ocorre no mundo virtual do internet, onde os emails cheios de alegria e esperança circulam em grande velocidade e muito “axé”como diríamos na Bahia, muita energia.
E até a morte da querida avó de Obama, nas vésperas das eleições trouxe um foco energético à campanha dele nos últimos momentos. O próprio John McCain em seu discurso de retirada, ofereceu respeitosamente condolentes palavras.
Amigos, o primeiro passo foi dado, uma campanha forte e bem feita. Agora a esperança de que quando ele chegar na Casa Branca, possa administrar bem a nação e responder com altivez aos desafios. Pois Obama tem a consciência e o desejo de ser um Presidente não como qualquer outro político mediano, mas um líder que marcara a história. Ele tem sido comparado ao Lincoln e ao Roosevelt, na maneira em que se apresenta interado da enorme responsabilidade desta Cadeira e da crise que a América enfrenta hoje.
O discurso de eleito presidente Barack Obama, em sua terra, Chicago, foi emocionante e não poderia ser diferente. Ele subiu ao palco seguido de sua esposa Michelle Obama e as filhas, e depois juntou se a ele o Vice Presidente Joe Biden com a esposa e a mãe.
Ele agradeceu muito a todos que contribuíram para sua campanha, inclusive aos organizadores e milhares de doadores e voluntários; agradeceu ao John McCain e a Sara Palin por terem feito o seu melhor possível na corrida, convidando-os e também a todos os partidos e cidadãos para se unirem na restauração do pais. Uma tarefa que embora difícil, assinala ele, e possível se pouco a pouco, for reconstruída em conjunto.
Enquanto o novo presidente Barack Obama projetava sua voz definida e segura na noite surreal da vitoria democrática em praça publica, o publico respondia em unissono, quase em estilo gospel : Yes , we can.” Sim, nos podemos. yes, we can. Esse foi o mantra da noite de ontem. Enquanto isso, ele também advertia aqueles que não estão do lado da América que se preparem, pois América é uma nação forte e será defendida.
Obama agradeceu aos eleitores dizendo que esta vitória era do povo e para aqueles que não acreditavam mais que um presidente “do povo, para o povo e pelo povo” ainda poderia ser eleito.
Milhões de pessoas na praça e nas ruas, celebrando, chorando pela vitoria, ou alguns, em silencio, presenciando, testemunhando. Uma vitoria da minoria, que se torna a maioria. Muitos estados que tradicionalmente eram republicanos, tais como o Colorado e New Mexico, (este com um contingente latino muito grande) se converteram democráticos para Obama.
O John McCain, polidamente, telefonou ao Barack Obama, congratulando-o, antes mesmo do anuncio final da decisão do eleitorado. Também, endereçou os seus eleitores no Arizona, terra natal dele, de uma forma muito equilibrada, sensata, agradecendo o apoio e reafirmando o seu amor e serviço a America no primeiro lugar.
Achei bonito a atitude e a cortesia do McCain, respondida cordialmente também pelo Obama. Penso que o McCain compreendeu que a historia estava aberta para os democratas, nesse momento. E que lutou como podia, contra os obstáculos, fez uma campanha forte com a Sara Palin e mobilizou muito o pais. Mas O Barack Obama, mobilizou mais, talvez porque o povo está cansado de 8 anos com George Bush, quem, logicamente, “telegrafou” para Obama, dizendo que o convidara em breve para visitar a Casa Branca.
Abraços,
Graciela Santos-Elgart.
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CEPA promove jornada psicanalítica
Publicado por Caetano Barata em 29/09/2008
O CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação, promove Jornada Psicanalítica com os psicanalistas: Ariosto Mota Moreno, Djenal Conrado de Matos, Jairo Costa e Carlos Fernandes.
A jornada acontecerá nos sábados 04, 11, 18 e 25 de outubro, a partir das 16 horas; aqueles que desejarem participar e receber certificado deverão comunicar-se com antecedência no telefone (71)3242-0502 e no email – cepaadmin@gmail.com.
Os temas são:
04/10………………O homem agindo contra a depressão
11/10………………(TOC) Transtorno Obsessivo Compulsivo – como identificar?
18/10………………A síndrome de Pânico e suas conseqüências
25/10………………A psicologia Analítica de Jung
A Cada um dos que queiram receber certificado deverão participar de 3 palestras, ao menos; contribuindo com o valor de R$ 60,00 (sessenta reais).
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O Direito de Veto na ONU é anti-democrático
Publicado por Caetano Barata em 15/07/2008
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A ONU – Organização das Nações Unidas tem atingido no mundo, juntamente com o seu Conselho de Segurança grande prestígio e destaque. Entretanto, o direito de veto na ONU é anti-democrático e faz com que a ONU não seja democrática ou não atinja o sentido da democracia. Daí, o absurdo de 5 países: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China vetarem qualquer proposição que considerem não apropriada aos seus interesse.
Vamos a um exemplo grave: Estados Unidos e Rússia declararam guerra no Afeganistão e no Iraque sem que a maioria houvesse opinado. E por que a maioria não opinou? Porque sabia do direito de veto dessas citadas potências. Dessa forma, como lutar pela paz, pela igualdade econômica e financeira das nações; como interferir em benefício da África e assim por diante? De modo que a ONU só tem mais tempo do que a antiga Liga das Nações, mas, está no mesmo nível.
Ou se reforma a ONU democratizando-a plenamente ou ela não passará de um órgão de luxo e sem valor concreto. Quando é que Bush ou Vladimir Putin pediram a ONU alguma orientação que estivesse de acordo com as mais de 100 nações que estão lá representadas? Não teremos paz com a ONU, só porque para mascarar essas 5 potências colocam sempre como Secretário Geral elementos provindos da África, o que é uma hipocrisia pois, eles agem apenas figurativamente.
Germano Machado, Fundador do CEPA
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CEPA oferece palestra de Marketing pessoal gratuito
Publicado por Caetano Barata em 30/06/2008
Neste sábado, (05/07) às 14h30min, o Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (CEPA), realiza mais uma palestra filosófica sobre o Tema: Espinosa e a sua concepção do universo com os professores Adma Nunes, Natanael Miranda e André Batista.
Em seguida o Escritor e bacharel em Marketing Carlos Souza palestrará sobre o tema: Marketing Pessoal para o Sucesso Profissional, abordando conceitos de marketing e do marketing pessoal, além de mostrar os seis passos para construir o marketing e a marca pessoal.
Sarau poético no final. A programação é gratuita e aberta à participação de qual quer pessoa. Os Interessados devem se dirigir a Rua Souto D´Álva, 98-Barbalho – Salvador. (Após o CEFET). Entrada franca. Tel.: 71- 3242-0502
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