……Caetano Barata – Pensando & Expressando Opinião……

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Entrevista com Amilcar Brunazo sobre voto eletrônico

Publicado por Caetano Barata em 24/07/2009

A seguir nossa entrevista com o Engenheiro Amilcar Brunazo Filho, este nos aborda o tema do voto eletrônico seguro. Não depende de nós. Mas, do governo e da tecnologia. Pessoalmente, nosso admin Caetano Barata, entende que é possível contagem automaticamente online e o uso das impressões digitais do polegar para inicialização do sistema no momento do voto. Depois disso, considera Caetano: “Ninguém vai reclamar que votaram antes de mim”.

Vejamos as respostas de Amilcar sobre esse tema que divide os brasileiros.

Nós do Blog do Barata – 1. Qual é a formação do senhor?

Responde Amilcar: Amilcar Brunazo Filho, engenheiro pela Escola Politécnica da USP especializado em segurança de dados e criptografia, Rrepresentante técnico de Partidos Políticos em processo sobre urnas eletrônicas desde 2000.

Nós do Blog do Barata – 2. Desde quando o senhor está entrincheirado neste combate as urnas eletrônicas?

Responde Amilcar:Primeiramente é muito importante esclarecer que NÃO SOU CONTRA AS URNAS ELETRÔNICAS.

Sou a favor de urnas eletrônicas cujo resultado possa ser conferido de forma independente do próprio software, com o recomendado pelos orgãos normativos dos países democraticamente e tecnologicamente mais desenvolvidos.

Estou nesta luta desde 1996, quando votei pela primeira vez nestas urnas brasileiras que não permitem auditoria contábil e real da apuração eletrônica dos votos.

Nós do Blog do Barata – 3. Quais são os seus argumentos neste embate?

É simples. Softwares de computador podem ser corrompidos. As urnas eletrônicas são computadores. Então é absolutamente necessário alguma forma de auditoria do resultado da apuração nas urnas eletrônicas que seja feito de forma independente do próprio software.

Esta forma (a única reconhecida no meio tecnológico de todo o mundo civilizado) é através do Voto Impresso Conferido pelo Eleitor e de uma Auditoria Automática Independente do Software da Apuração

Nós do Blog do Barata – 4. É verdade que o senhor assinou relatório sobre as urnas das eleições da cidade de Simões Filho em 2008? O que o senhor pode nos dizer sobre esse relatório que não fira o Direito e o segredo de justiça?

Sim, fiz uma análise das urnas de Simões Filho em 2008 a pedido da coligação “CONSOLIDANDO A INDEPENDÊNCIA DE SIMÕES FILHO”, da coligação “IGUALDADE PARA TODOS” e da coligação “CONSOLIDANDO A LIBERDADE”.

Foram analisados documentos impressos, como atas das cerimônias oficiais e boletins de urna, e dados digitais de auditoria como Tabelas de Correspondências, Logs, Espelhos de BU e Registro Digitais dos Votos (RDV).

Por causa de problemas de natureza técnica devidamente explicados no relatório, a análise acabou sendo concentrada nos LOGS e nas Correspondências já que por falta de confiabilidade nos dados fornecidos, deixou-se de proceder análises dos seguintes procedimentos:

1- Registros Digital do Voto (RDV) – por terem sido fornecidos pelo administrador eleitroral em formato e conteúdo diferente dos originais produzidos pela urnas eletrônicas;

2- Verificação dos Resumos Digitais dos programas nas urnas – por se tratar de procedimento de auto-verificação feita sob controle do próprio software das urnas e não de um procedimento de auditoria independente autêntico sendo, desta forma, suscetível de dar resultado errado (falso-positivo ou falso-negativo).

Nos dados analisados encontrou-se algumas impropriedades como o teste de 174 urnas sem respeito aos procedimentos obrigatórios de segurança e arquivos de log com assinaturas erradas.

Devido a inexistência do uma forma de auditoria contábil e real da apuração nas urnas NÃO FOI POSSIVEL DETERMINAR SE AS IRREGULARIDADES AFETARAM O RESULTADO.

Nós do Blog do Barata – 5. Qual é a proposta do senhor para melhorar nosso sistema e dar maior segurança a este?

São as recomendações que se encontram na Cartilha do Voto-E feita pelos membros do Fórum do Voto-E que se encontra em: http://www.votoseguro.org/indice.htm#resumo

São as seguintes propostas para dar confiabilidade para as Urnas Eletrônicas brasileiras:

1. Adotar a tri-partição dos poderes no processo eleitoral brasileiro, deixando ao TSE apenas a função judiciária.

2. Introduzir o voto em papel conferido pelo eleitor para permitir a conferência ou auditoria contábil da apuração.

3. Não identificar o eleitor na mesma máquina onde ele vota.

Nós do Blog do Barata – Senhor Amilcar, nossa comunidade o agradece pelas informações e possibilidades. Esperamos que as suas sugestões sejam acatadas e nossas eleições sejam as mais seguras do mundo. E que toda possibilidade de intervenção humana para distorcer os resultados seja as mínimas possíveis.

Salvador, 24 de julho de 2009

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Entrevista com Morgana Gazel

Publicado por Caetano Barata em 17/07/2009

Estaremos entrevistando nesse momento a escritora Morgana Gazel, formada em química, psicóloga, graduada em matemática, poeta. No seu livro Enseada do Segredo ela enfatiza em forma de romance os conflitos da vida humana, conflito entre mãe e filhos e entre os homens. A história é elaborada cheia de suspense e segredos lógico. Certamente, um livro que nos depara com nossa realidade e de outros, nos levando a refletir sobre o contidiano na vida.

A seguir, texto da autora que, brilhantemente, apresentará a si e a sua obra.

1 – Nós do Blog Caetano Barata – Quem é nossa entrevistada? Vida e Obra.

Morgana Gazel – Meu nome de batismo é Noemia Meireles Nocera. Minha primeira formação profissional foi o curso técnico de química industrial. Anos depois, graduei-me em Matemática. No entanto, ao invés de lecionar, fiz treinamentos em Informática e, por treze anos, exerci com sucesso a profissão de analista de sistemas. Naquela época, buscava uma vida menos dura do que a que havia tido em minha infância e adolescência. Isto, porém, não me bastava, tanto que nas horas vagas, fazia poesias. Desejando uma atividade que atendesse às minhas demandas íntimas, tornei-me psicóloga. Após vários anos na prática desta profissão, percebi que ainda não havia encontrado o real significado de minha vida. Vislumbrei-o ao me imaginar relatando os dramas humanos através de histórias inventadas. A primeira delas materializou-se no livro Enseada do Segredo.

2 – Nós do Blog Caetano Barata – Conte-nos um pouco sobre o seu Livro Enseada do Segredo.

Morgana Gazel – Esta história tem como foco uma mentira familiar, e ocorre num subúrbio imaginário do Nordeste brasileiro, no período da ditadura militar. No entanto Frederico, o protagonista, ignora tanto a mentira familiar como a realidade por trás da ordem estabelecida em seu país; retalhos desta realidade aparecem, inicialmente, através de sussurros amedrontados e vão sugerindo a situação política da época. Mas, o que lhe era negado conhecer, Frederico pressentia, era como se algo errado houvesse em torno de si… Ambas mentiras interferindo em sua vida. Assim Morgana Gazel vai tecendo os fios até finalizar a trama da história. Morgana Gazel é a narradora que existe em mim.

3 – Nós do Blog Caetano Barata – Como você administra a sua opinião pessoal e os conflitos com a opinião da psicologia e da psicanálise?

Morgana Gazel – Ao decidir enveredar por este caminho, pensei em direcionar minhas escritas, de modo a contribuir no processo de humanização do homem. Intenção que, logo percebi, não podia ser imposta ao livro, pois eu não conseguia controlar o que vinha a minha mente. Entretanto se imiscuíram, no texto de Enseada do Segredo, mensagens subliminares favoráveis à vida, aos bons costumes e à conscientização de direitos e deveres; elas aparecem disfarçadas, ora nos diálogos ora na conduta das personagens. Observando-as e sabendo como elas são efetivas na aquisição de novos comportamentos e valores, concluí que, independentemente do meu controle, um caráter educativo revelou-se no livro. Deve ter sido Morgana quem me presenteou com isso.

4 – Nós do Blog Caetano Barata – Qual o prazer em ter um livro publicado?

Morgana Gazel – Depois que este livro me foi entregue pela editora, no início de agosto de 2008, desejando que ele chegue às mãos de quantos possam usufruir algum benefício ao lê-lo, passei a me ocupar diligentemente em sua divulgação. Naquele mês, lancei-o em três lugares diferentes: Salvador, São Paulo (na Bienal) e Rio de Janeiro. E, no dia 09 de janeiro, fiz um lançamento em Fortaleza. Também já o doei a instituições, onde vivem pessoas que teriam dificuldade em o adquirir, como o presídio Lafayete Coutinho, o Conjunto Penal de Mulheres e o Abrigo do Salvador. Neste último, espero que ele proporcione aos idosos pelo menos alguns momentos de reflexão e prazer.

5 – Nós do Blog Caetano Barata – Quais outros trabalhos você tem editado?

Morgana Gazel – Além do Enseada do Segredo, escrevi dois contos, “Bicho Excomungado” e “A Menina e o Saci”, que participam da Coletânea Ecos Machadianos, publicada em maio deste ano. Agora voltei a escrever o segundo romance, que se intitula Liberdade Negada. Neste último, o drama resulta da intolerância política da ditadura militar e da conduta de um pai, contaminada por essa intolerância. Este livro deverá ficar pronto no final de 2010.

6 – Nós do Blog Caetano Barata – Sim, nos conte um pouco sobre seu Livro Enseada do Segredo. Como é esse Segredo?

Morgana Gazel – O Livro Enseada do Segredo conta a história de Frederico, um adolescente de dezessete anos, que morava com sua mãe Gilda, num povoado de um subúrbio imaginário nordestino, às margens de uma enseada, em cujas águas costumava buscar alívio para seus males, quando se encontrava em aflição. Tinha uma grande dúvida pairando sobre sua vida: a de quem era seu pai – porque não o conhecera, porque ninguém lhe falava dele e porque não tinha recebido seu sobrenome. Mas, a estas perguntas, Gilda, uma pessoa agradável e mãe dedicada, parecia não estar disposta a responder.

Havia ainda a ‘tia’ Zezé, uma senhora mulata, empregada da casa há anos e tratada como membro da família.

Em sua juventude, Fred, como era chamado, tinha dois grandes amigos: Danilo e Tonico. E seu coração disparava por Jéssica.

Nesta época, havia dois fatos que o rapaz ignorava: o de que seu país estava sob o domínio da ditadura militar e o de que sua vida estava envolta numa grande mentira.

Mas, apesar de sua ignorância acerca dos acontecimentos que o rondavam, Frederico pressentia que algo não estava indo bem.

E, ao descobrir o segredo, por meio de conversas estranhas e portas entreabertas, se viu forçado a fazer mudanças radicais em sua vida, uma delas foi mudar-se para outro país, do qual só conhecia o idioma, na esperança de se livrar desta nova realidade insuportável, surgida após a revelação.

Mas o segredo foi seu único companheiro de viagem e, por um bom tempo, manteve Frederico aprisionado a sentimentos que só endureciam cada vez mais seu coração.

7 – Nós do Blog Caetano Barata – Queremos agradecer a gentileza de nos conceder esse papo.

Morgana Gazel – Quero aproveitar esse espaço para convidar a todos os soteropolitanos a estarem no CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação, no dia 25 de julho a partir das 14 horas. Onde estaremos comemorando o dia do Escritor. Num evento chamado Encontro com o Escritor no CEPA.

COMENTÁRIOS DE LEITORES

“Adquiri um exemplar do livro via internet, pouco tempo depois do lançamento, na livraria Asabeça… Fiquei fascinado com o livro. Nunca tinha lido algo do gênero: um romance onde se explora questões da psicologia. Você nem imagina o quanto aprendi sobre mim lendo as aventuras de Fred. Sobretudo, no momento em que ele nadava e quase perdeu a liderança na competição: eu me vi nadando no lugar dele…”

“Que delícia este livro, além dos valores realçados nas personagens, que cada dia se tornam mais difíceis de encontrar nas criaturas, adorei a forma suave de viajar pelo universo masculino, a cada nova página que lia, quando conseguia parar de ler, fazia reflexões sobre os meus cuidados de mãe, e com certeza, carregarei para o resto da vida esta mensagem tão importante que você transmitiu com tanta sabedoria. Fiquei com o gostinho de quero mais… Reli diversas vezes vários capítulos… Seu livro me fez parar, rever os valores, pensar muito… Acho que todas as mães deveriam ler este livro…”

“Quando soube do lançamento desta obra, eu me tomei de alegria e ansiedade para logo começar a leitura. E, no decorrer da leitura, não conseguia parar porque o suspense não me deixava. Nossa, que segredo seria o que cercava a vida de Fred? Morgana soube conduzir com eficiência de detalhes essa agradável história que nos traz uma grande lição. Algo para se refletir e tomar como exemplo para a vida… Identifiquei-me do começo ao fim. Então, amigos e amigas, posso recomendar a leitura do referido livro… Todos devem conhecê-lo!”

“Além de me manter o tempo todo envolvida, me emocionei muito, em muitos momentos… Mexeu muito comigo, talvez porque venha buscando me perceber e expressar mais os sentimentos. Senti não apenas pela sucessão dos acontecimentos, mas em cada um deles, é como se entrasse no sentimento da personagem e, depois, pude entender quanto o lidar bem ou não com essas questões interferiu na vida de cada um deles. Excelente!”

“Li o seu livro e adorei, aliás, devorei-o! Fantástica a sua forma de descrever as personagens e ambientes… Fiquei sonhando com aquele subúrbio, com a tranquilidade e beleza do local. Está de parabéns!”

“Fiquei um bom tempo no clima de Fred, na sua vida no subúrbio… que delicioso percurso fiz caminhando com ele. Foi interessante acompanhar e viver com ele os seus prazeres, alegrias, tristezas, decepções, reflexões, verdades da sua alma! Fiquei olhando quantas páginas faltavam… Tentando adivinhar o que ele ainda iria fazer com a própria vida… e as páginas eram poucas… queria mais! Adorei os movimentos do livro… Os altos que provocara com situações inesperadas que iam se deslanchando aos olhos de Fred. Pois é… O livro me deu vontade de ler mais! Fazia tempo que não me envolvia com um livro assim!”

“O livro é excelente, bem situado no tempo, ótimo clima de suspense, desde o título até as últimas páginas, excelente identificação com o leitor (a cada momento me identificava com um ou com outro personagem), poucos atores e bem trabalhados. A descrição da pensão quando Fred entra molhado, no 1º dia, parece uma fotografia”.

“Achei interessante segurar o leitor em torno de um personagem de bons princípios e bons valores morais, mas levado a cometer um grande erro de avaliação. Isto me lembra que todos cometem erros na vida e às vezes irreversíveis…”

UM POUCO MAIS SOBRE A AUTORA E A OBRA

Para ver outros comentários sobre a obra e conhecer um pouco mais a autora, entre no site de Morgana Gazel, clicando no link: www.mg.recantodasletras.com.br.

ONDE COMPRAR:

São Paulo

Livraria Asabeça: http://www.asabeca.com.br/home.php

Livraria Cultura:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp?tipo_pesq=titulo&pala

vra=enseada+do+segredo&topo=livro&sid=1891880171146382243908974&k5=314D1CE2&uid=&lastreg=&parceiro=104204

Salvador

Livraria Siciliano (Shoppings Barra e Iguatemi)

Livraria Saraiva (Salvador Shopping)

Livraria Jhana (Shopping Itaigara)

Livraria Aeroporto (Aeroporto)

Fortaleza

Livraria Lua Nova (Benfica)

Rio de Janeiro

Livraria Leonardo da Vinci (Avenida Rio Branco – Centro)

Livraria Museu da República (Rua do Catete, 153)

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Entrevista com Ailton Silva i Guerra

Publicado por Caetano Barata em 31/01/2009

Ailton Silva i Guerra – Artista Simõesfilhense

Nascido em 07/01/1978 em Salvador/BA, filho de um empreiteiro da construção civil e uma dona de casa, pai de Lara Mariá e Raul, reside em Simões Filho desde o nascimento. Desde a infância apresentou interesse pelas artes, aos 12 anos já era roadie de uma banda de rock do seu irmão mais velho.

- Blog do Barata: O que e quando influenciou a sua poesia e musicalidade?

- Ailton: Aos 14 anos despertou toda a minha inquietude juvenil a poesia das músicas de Raul Seixas, grande ídolo, nessa fase também devorava livros, entre os autores preferidos os brasileiros Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis; os escritores Edgar Allan Poe e William Blake. Descobri ainda na adolescência a força da palavra escrita e começei a escrever poesias e letras de música, nessa época como qualquer outro jovem poeta procura mostrar seus escritos a todos, um professor de filosofia perguntou-me se estava bebendo, usando a expressão: “você está “viajando” muito em suas poesias”.

- Blog do Barata: De onde surgiu o Ajuri Caua?

Ailton: Em 1997 conheci o antológico grupo de poetas soteropolitanos “Poetas na Praça”, (grupo de resistência cultural dos anos 70 em atividade até hoje), esse contato foi elemento essencial que contribuiu e influenciou o meu trabalho de poeta, as idas a recitais tornou-se frequente e em 1999 criei com mais alguns amigos o Movimento Cultural Ajuri Caua, que em 04 anos (1999 – 2002) levou arte para as ruas da cidade, participaram da Bienal do Livro representando Simões Filho, até que devido as buscas de cada um resolveram parar com os encontros.

- Blog do Barata: Simões Filho reconhece o valor do artista?

- Ailton: Podemos dizer que sim. Mas, é claro que não como deveria. Em 1999 fui homenageado como poeta da cidade, no Prêmio Jovem Talento, nessa mesma época publiquei poesias em folders e os vendia nos recitais.

Em 2006 recebi um prêmio de honra ao mérito da Prefeitura de Simões Filho, por serviços prestados na área da cultura, recitei escandalosamente uma poesia de agradecimento. Esse mesmo prêmio veio a ser devolvido um ano depois em forma de protesto devido a má condução da Secretaria de Cultura.Então não me interessa ganhar prêmios, pra quê? Para enfeitar minha estante?

Temos hoje na cidade mais de 50 bandas em atividade, uns 6 grupos de teatro, poetas, artistas plásticos, rendeiras, artesãos, mas nos falta uma política cultural definida não que nos dê “esmolas”, mas que nos capacite através de programas sérios, para que essa arte se transforme em renda. Devemos usar a arte como meio de transformação e arma contra a exclusão.

- Blog do Barata: Enfim, a musicalidade… Nos conte aí um pouco da história do Cangaço.

Ailton: Em 2002, criei com alguns amigos o grupo musical Cangaço Urbano, então passei dedicar-me exclusivamente a música. Em 2003 o Cangaço Urbano é selecionado entre cerca de 300 bandas da Bahia e toca no Garagem Rock, abrindo o show para a banda Nação Zumbi, o grupo passa a tocar regularmente em festivais por toda a região metropolitana, interior e Salvador, e em dezembro de 2007 lança um disco de forma independente. Em 2008 o Cangaço Urbano toca no Palco do Rock, o maior festival de rock (durante o carnaval) do Brasil e é premiado como a melhor banda do 1º dia do Festival.

- Blog do Barata:De onde saiu o Alternativo Geral?

Ailton: -Em 2006 participei da organização do Festival Alternativo Geral, um grande festival da música alternativa (rock, reggae, rap). Como o próprio nome já diz: surge da ausência de alternativa para ritmos não tão aceitos na Bahia. Como eu já afirmei nós temos inúmeros grupos de ritmos não tidos como comerciais na Bahia. E onde essas bandas e grupos se apresentam? Ensaiam, ensaiam e não tem espaço para apresentações.

- Blog do Barata: E o Espaço Dandhara?

Ailton: Entre março a junho de 2008, organizamos quinzenalmente saraus de poesia na sede da Cia. de Teatro Dandhara(???), com poetas da cidade e convidados de Salvador. Paralelo a todas as atividades e em todos os anos organizou com seus parceiros inúmeros festivais de rock em diversos cantos da cidade. Paralelo a essas atividades tínhamos regularmente inúmeros festivais de rock, reggae e hip hop naquele espaço, hoje devido a “picuinhhas” do mundo político fomos desalojados, expulsos daquele espaço, mas acredito que essa dificuldade só veio para nos fortalecer ainda mais, pois continuaremos com nossas atividades em espaços públicos, as ruas da cidade serão tomadas pela arte.

- Blog do Barata: Enfim, 2009. Projetos e suas perspectivas para o Governo Eduardo.

Ailton: Para o ano de 2009 lançarei um livro intitulado “Poesia Marginal a Preço de Banana”, que é na verdade uma antologia de meus anos como poeta. Ainda nesse trimestre faremos uma edição comemorativa de 10 anos do Ajuri Caua, que terá como parceiro o Fórum Permanente de Cultura, entre outros grupos culturais. O Cangaço Urbano prepara novo show e disco para o 2º semestre.

Quanto as minhas perspectivas sobre a nova administração: espero que correspondam aos anseios do povo e trabalhem muito; que revejam conceitos e não façam da perseguição política e autoritarismo a marca desse governo; apesar de não ser partidário do atual prefeito (nem de qualquer outro) desejo tudo de bom. Mas deixo um recado: é hora de acordarmos e construirmos outras opções, sair do feijão com arroz que comemos há 20 anos. Ah, mas não sou candidato…

Assim, nós terminamos a primeira entrevista do ano de 2009. Você artista que quer ter uma entrevista veiculada em nossa página, nos envie seu material e imagem que assim que pudermos publicaremos.

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Entrevista com o artista plástico, Raimundo dos Santos, Bida

Publicado por Caetano Barata em 17/06/2007

Raimundo Santos Bida, nascido em 1971, em Nazaré das Farinhas – Bahia. Começou a desenvolver seus dons artísticos ainda na infância. Com 10 anos, pintou o seu primeiro quadro. Atraído pelas artes plásticas, abandonou o curso de desenho arquitetônico para assumir-se como pintor. Através do artista plástico Gil Abelha, integra-se ao movimento artístico do centro histórico de Salvador (Pelourinho), conhecendo vários artistas que o incentivou, tais como: Totonho, Calixto Sales, Walba, Luis Lourenço, Edmundo Simas e o Marchand Evaldo Oliveira. Nesse mesmo ano filia-se na Associação de Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador (AAPCHS), participando durante uma gestão do quadro diretório. Em 1988, faz a sua primeira exposição coletiva, iniciando assim uma trajetória de várias exposições nacionais e internacionais. Suas temáticas são variadas configurando dentro de muitas paisagens e personagens regionais do nordeste brasileiro, introduzindo-os em um contexto sócio-político e cultural. de exercer a atividade de artista plástico, atua também como cantor, compositor e músico.

Entrevista

Caetano Barata – Quais as suas perspectivas de trabalho para o próximo semestre?

Bida – Para mim é terminar os 4 painés de 1,30 x 1,90.

Caetano Barata – Como a experiência com Arlete Marques marcou a sua carreira artística?

Bida – Dona Arlete Marque é uma artista plástica angolana, partiu dela o primeiro convite que recebi para expôr na Europa, o convite que abriu as portas de outros convites.

Caetano Barata – Qual príncipio fundamentou a sua técnica de pintar?

Bida – O príncipio da necessidade de aprender. Minhas técnicas são acrílico sob tela e aquarela aguada. O que me influenciou para trabalhar com essas técnicas foi uma alergia a tinta óleo que quase me matou.

Já que você é músico, compositor, letrista; com canções gravadas. Quais são as suas pretensões músicais?

Bida pegou o violão, tocou uma canção

Caetano Barata – Recentemente, houve uma discussão sobre o falar mal do Brasil pelso próprios brasileiros. Afinal, como é a recepção do artista plástico brasileiro em outros países?

Bida – Melhor do que no Brasil. Com muito respeito. O artista brasileiro é altamente respeitado na Europa.

Caetano Barata – Compondo temas regionais, nos quais, expressam os sentimentos das pessoas de uma região; a que você atribui o reconhecimento internacional do seu trabalho?

Bida – Atribuo a felicidade com que abordo o tema em torno da cultura do recôncavo baiano.

Fim da entrevista

Clique e Veja o Site de Bida!!!!!!!

Bida já expôs no Palácio Del Congresso Del Exposiciones – Córdoba – Espanha. No London Cultural Center – London – England, no Maximilian Universität -München-Alemanha, Em Madrid Espanha. No Prix Suisse et Prix Europe de Pinture Moderne-Galeria Pro Arte Kasper Morges – Suiça. No Inua Art Space Miami – Flórida – USA, no The African American Caribbean Cultural Center – Sunrise Boulevard – Plantation Flórida – USA. No the School Board of Broward County – Brodeard Flórida – USA.

No Pelourinho Popular Art From the Historic Heart do Brasil – USA and Canadá. No Siena Heights College, Michigan – USA; no Unique Images Gallery (Gallery by intersetion of grand and date) St. Paul – MN USA, no Thomas Charles Salon – Minneapólis – MN-USA, no UCLA – Universidade da Califórnia de Los Angeles – USA, no Brasilidade – Galeria Praça do Mar – Quartera – Loulé – Portugal – Galeria Nova Imagem – Lisboa – Portugal. Na Galeria da Câmara Municipal de Portimão Algarve – Portugal – Junho da Lusofonia – Biblioteca Municipal de Alenquer – Portugal.

Expôs ainda, no ano de 2001, nos Encontros do Sem Fim – Fortaleza de Sagres – Algarves, Portugal. No Brasilidade II – Parlement Européen, Bruxelles – Belgique, no Brasil 500 Anniin 11 Giorni, no Ex Palalido – Milano, Itália; no Museu Guggenheim, Bilbao – Espanha; na Galeria LCR -Sintra – Portugal.

Em 2006, na Exposião RE/CRIANDO REALIDADES, Atelier Galeria Geraldes da Silva, Porto

Contatos de Bida – raimundosbida@hotmail.com

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Entrevista com o professor e articulista Germano Machado

Publicado por Caetano Barata em 13/06/2007


Aproveitando os 56 anos do CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação, publicamos entrevista com seu fundador, Professor Germano Machado. O professor Germano Machado é membro da Academia de Artes e Letras Matter Salvatoris, Membro da Academia de Letras e Arte de Salvador (ALAS), professor aposentado da UCSAL e da UFBA, colaborador do Jornal Tribuna da Bahia.

Neste sábado (16/06/07) o professor estará palestrando sobre o tema: Os 56 anos do CEPA. A sede do CEPA fica na rua Souto Dalva, 98 – Barbalho, Salvador (um ponto de ônibus depois do CEFET). O que redundará numa ressaca (permitam-me a expressão) dos 81 anos do professor, comemorado no dia 28 de maio. Você é convidado especial! (71) 3242-0502 (entrada franca).

Entrevista

Caetano Barata – Professor, Não seria um contraste um cristão citando Nietzsche, como no seu livro Sintetismo: filosofia da Síntese? “O homem é um animal inacabado”. O homem feito a imagem e semelhança de Deus!?

Profº Germano Machado – Não há contrastes, porque no fundo, Nietzsche era um cristão de cunho pietista e que assim se frustrou. Nega Deus na aparência, se aprofundarmos veremos Deus. Basta ver Zaratustra que era Zoroastro, fundador do Zoroastrismo.

Caetano Barata – Como Cristianizar o Hegelianismo?

Profº Germano Machado – Hegel não teve tempo de fazer uma revisão porque o seu século era racionalista. Posteriormente, filósofos e teólogos das igrejas tradicionais (Católica, Luterana, Anglicana) refizeram Hegel.

Caetano Barata – Recentemente, o Srº leu a biografia de Calvino por Wilson de Castro Ferreira. Afinal, a predestinação tem sentido quando propõe a predestinação ao mal sem considerar o livre arbítrio?

Profº Germano Machado – Desde Agostinho, a predestinação “tentou” grandes cristãos. O próprio Agostinho desvia da predestinação com a Doutrina da Graça e por isso o seu título é Doutor da Graça. Calvino, baseou-se em textos bíblicos isolados o que não comprova a Doutrina. Pois, a Bíblia apenas diz? que Deus quer salvar o homem e que o homem deve querer se salvar. Não querer se salvar ou desesperar-se da salvação é um pecado contra o Espírito Santo.

Caetano Barata – O que o Senhor lembra de o Rosto Materno de Deus?

Profº Germano Machado – Leonardo Boff fez um livro altamente consolador, contra uma visão de Deus meramente patriarca. Quando Deus é doce, misericordioso. Diríamos até que Deus é mãe, é maternal.

Caetano Barata – O que o Senhor nos diria hoje sobre a Teologia sem Deus em Nietzsche e Marx?

Profº Germano Machado – Contribuíram para o aprofundamento das teologias protestantes e católicas. Sem os ataques de Nietzsche a teologia e sobre tudo a Escolástica Católica, as teologias teriam ficado empedradas.

Caetano Barata – O Senhor viu a geração coca-cola e a geração tudo bem. Qual a opinião do Senhor sobre a geração atual?

Profº Germano Machado – É o fruto das duas citadas, piorando pelos exemplos das corrupções das elites brasileiras nos três poderes.

Caetano Barata – O Senhor concorda com Graham Greene que disse que o tempo não lhe roubou as forças, pois se a energia física já não é a mesma, por outro lado o domínio sobre si próprio tornou-se mais amplo?

Profº Germano Machado – É uma felicidade pessoal do grande romancista que tinha ao mesmo tempo o inglês eivado de angústia.

Caetano Barata – Professor, meus agradecimentos. Breve continuaremos nosso bate papo, falando de política na época da repressão, dos tempos de Glauber Rocha no CEPA e da marcante presença de Graciela Santos no CEPA. Você que está em Salvador vá a comemoração dos 56 anos do CEPA. Você é meu convidado!

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