Pensando & Expressando Opinião: Caetano Barata

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Temos um jornalismo independente?

Publicado por Caetano Barata em 21/04/2012

Sim. Nós temos um jornalismo independente. Apesar de tantos pesares: assassinatos de jornalistas, perseguições violentas, demissões por interesses espúrios dos grupos ricos. A liberdade de um jornalismo independente hoje é usufruto das atividades políticas de Tiradentes – Herói Nacional com nome escrito no Livro de Aço do Panteão da Liberdade e da Liberdade Tancredo Neves em Brasília, capital do Brasil. Um exemplo de brasileiro a ser seguido por todos, não entregou seus companheiros à morte para deliciar-se dos sobejos da Coroa.

É imprescindível diferenciar a hierarquia da obediência promíscua e aviltante promovida nas circunstâncias onde gritam os interesses particulares ou de grupos em detrimento da verdade. Inconfidência significava traição aos interesses do Rei ou quebra da confiança obtida do Reino. Faltar com a verdade é a real inconfidência contra a sociedade, à qual, sempre credita aos textos, imagens e fatos elementos incontestáveis da verdade.

A liberdade de imprensa se fundamenta no caráter do profissional compromissado com a verdade e é depreciada quando o mau profissional se arvora a alimentar-se da carne dos que avilta com suas linhas envenenadas. Jornalismo independente emana do bom profissional de comunicação; é como o emanar da democracia do povo, sustentando a independência conquistada na força da virtude real dos heróis nacionais de Joaquim José da Silva Xavier a Tancredo Neves, entregaram suas vidas no exercício de defesa da opinião na qual batiam seus corações. Caetano Barata – 21 de Abril de 2012 – 220 anos após a Inconfidência brasileira em Minas.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

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O Preconceito cheira a ignorância

Publicado por Caetano Barata em 28/03/2012

“A história da escravidão africana na América é um abismo de degradação e miséria que se não pode sondar.” (Joaquim Nabuco)


No artigo, “Da Lei Áurea ao Estatuto da Igualdade Racial”, já destilei a saudade de uma princesa para assinar o Estatuto. São 300 anos de segregação e maldade de todos os tipos. É lamentável, ainda hoje, termos que nos deparar com mentes atrofiadas de cognição retrógrada (Kant), questionando o donativo de bolsas (não segundo o mérito da raça) mas, pelo conhecimento conceituado através do ENEM.

Consideremos que a educação pública é de má qualidade para todos os homens, por redundância: brancos, negros, índios e ameríndios. É necessária sim, antes, a intervenção imediata no sistema educacional público. A inexistência de cotas, por exemplo, concorre para a exclusão total da raça negra no ensino superior. Já que a educação de nível superior exige algum conhecimento e capacidade de raciocínio lógico-dedutivo é de se concluir que poucos conseguiriam ser aprovados num concurso para uma faculdade pública, sem ter o mínino de conhecimento técnico.

Em 1882, Rui Barbosa declarava no Parlamento que se não houvese abolição total da escravatura de logo, através da Lei do Ventre Livre, o Brasil chegaria ao século XX ainda com escravos. Após a República Rui Barbosa conceituava entre figuras políticas de importância que a Princesa Isabel merecia todo o louvor pelo ato, afinal alguém precisava assinar o documento do legal do Ato.

Nos idos, em que a liberdade do homem negro podia ser comprada nas mãos dos senhores de escravos, se o Governo Nacional brasileiro decidisse promover uma ajuda para a aquisição da liberdade de alguns negros, certamente, algumas vozes da nobreza diriam: “o que querem fazer com o futuro desse país?”
Questionariam o valor dos novos homens livres, contra o valor dos que morreram sem a liberdade comprada. Afinal, quem perde com a liberdade do homem negro? Quem perde quando o homem negro possui autonomia para montar seu próprio negócio?

Não cobraríamos das últimas gerações as dívidas com a raça negra. O incompreensível é o incômodo provocado com o pagamento das mensalidades de negros na faculdade. A qualidade da escola pública é a mesma para negros e brancos. Se a escola de nível superior é elitista, nós já estamos cientes que ela exclue negros e brancos pobres.
Assim, esperamos mais negros com autonomia para montar seu próprio negócio. É essa liberdade contrária à liberdade do homem branco? Não, por que motivo lógico?

Publicado no Jornal A Tarde, dia 26 de março de 2010

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

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Direitos autorais e a usura do ECAD

Publicado por Caetano Barata em 13/03/2012

O mito da caverna de Platão demonstra uma prática muito comum entre os homens. Quem possui um olho em terra de cego não é rei é morto. No caso do mito de Platão furaram a visão do homem vendo imagens fora da cavernas, homens, flores e frutos. Os cabeças pensantes do ECAD pensam que estão em terra de cegos. Querem por astúcia entrar numa seara vasta, mas não consideram que outros veem. O ECAD parece a CBF das artes, age no momento como um dos tentáculos da Justiça, promovendo grande burrice incitada pela usura.

É óbvio que se o gigante Google/Youtube já paga direitos autorais pelos vídeos veiculado em seu espaço, como alguém compartilhando, enviando via email ou divulgado o link do Youtube teria que pagar por este compartilhamento gratuito, divulgando a arte de um artista que já deve por direito receber do ECAD por isto? O que me parece LÓGICO é o ECAD ser investigado para os artistas e comunidade saber se o órgão está devolvendo a parte dos artistas em dia e com os valores corretamente ou aplicam no dólar, no ouro, ou onde e quanto tempo permanece este dinheiro que não pertence ao ECAD, mas ao artista?!?

O que nos dizem os técnicos

O iframe se trata de um recurso do HTML que faz com que uma página apareça dentro da outra. O Youtube usa desse recurso para quando alguém quiser compartilhar o vídeo em alguma página feita em HTML. Ora, se o iframe é o recurso de uma página aparecendo dentro da outra, não há sentido em cobrar direito autoral de vídeos do Youtube postado por blogueiros em seus próprios blogs.

Façam o seguinte teste:

1º – Entre no Youtube;
2º – Clique no link de um video qualquer;
3º – Clique no botão Compartilhar e, logo abaixo dele, em Incorporar;
4º – Copie o código gerado e cole no bloco de notas;
5º – No bloco de notas, copie o endereço contido entre aspas depois de src=;
6º – Cole o endereço no seu navegador e aperte Enter.

Veja que o vídeo aparece grande ocupando todo o espaço possível da tela. Esse é o endereço e tamanho real do vídeo. O que fazemos quando clicamos no botão Incorporar é apenas ajustar o tamanho vídeo para melhor se adequar ao espaço do nosso site ou blog. Com o uso do iframe, a execução do vídeo continua sendo do Youtube mesmo ele aparendo em outro local.

O foco está errado

A cobrança do Ecad, ao meu ver, seria válida se o blogueiro fizesse download, hospedasse o vídeo no seu próprio servidor e colocasse no seu blog. Nesse caso sim, a cobrança pode e deve ser feita. Já a cobrança de vídeos em iframes não faz sentido pois o vídeo está em numa página do Youtube. O Youtube já paga direitos autorais.

Não sei qual seria a visão de um advogado nessa questão, mas acredito que meu ponto de vista sobre iframes e direitos autorais não estão equivocados. Ao meu ver, no caso do blog Caligraffiti, o direitos autorais estão sendo cobrados em dobro pelo Ecad mudando apenas o devedor.

Eles recuaram? Temos que avançar para dentro das contas e responsabilidades do ECAD e saber se o dinheiro cai na conta do artista ou se o artista fica mendigando o favor de receber o que é seu por direito. A usura deste povo é doença… Não colou o barro na parede???

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

Opinião dos técnicos Marco Damaceno
http://www.designereffects.com.br/2012/03/ecad-cobra-taxas-de-videos-do-youtube.html#axzz1oxHFtzh0

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De Durkheim a nossos dias

Publicado por Caetano Barata em 04/02/2012

De todas as formas de violência existentes, a mais nociva e daninha é aquela em que o homem resguarda para outro dia, ao contrário dos animais; os animais não acumulam agressividade para outro momento, é o mesmo homem pode pronunciar palavras ásperas com voz doce e mansa, ao passo que guardam suas ações violentas e más para num outro dia executar uma ação violenta, calculada meticulosamente contra seu próximo.

As anomias sociais foram descritas por Durkheim quando este estava buscando descrever os comportamentos sociais. Relativamente, as esferas da sociedade, em sua base, usam a coercitividade como ferramenta de controle social. Utilizam as instituições para conservarem a essência de seus conceitos: família, escola, polícia ou qualquer outra, coordenadas pelo governo, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela ordem, conservação da paz e da manutenção de seus interesses financeiros.

Compreendendo as posições de Durkheim podemos estabelecer critérios de controles facilitadores da convivência entre homens, nações e tribos. Conseguintemente onde acontecer um lapso haverá ruptura na harmonia. O equilíbrio entre a obediência e as regras impostas pela sociedade estão dentro de um padrão claro: satisfação de interesses. Indivíduos sem seus interesses satisfeitos terão comportamentos adversos aos declarados nesta divisão de trabalho do controle social.

A conclusão estabelecida por Durkheim é que o indivíduo satisfeito se sentirá parte de um todo, no qual, este todo social, organizado com uma forma orgânica, interiorizada e não meramente mecanizada necessita dele e se transforma no que é devido a sua existência. Quando a violência se instala, seja ela oficial ou marginal, nada mais é do que efeito, reação da sociedade machucada, ferida, alijada de seus direitos, desrespeitada por seus administradores.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

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