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Deputados retiram assinaturas, e PEC do 3º mandato será devolvida ao autor

Publicado por Caetano Barata em 29/05/2009

Proposta possibilitaria 3º mandato a cargos do Executivo.
PEC ficou com 166 assinaturas, 5 a menos do que seria necessário.

Do G1, em São Paulo

A proposta de emenda à Constituição (PEC 367), que possibilitaria o terceiro mandato para o presidente da República, governadores e prefeitos será devolvida ao autor, deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), por falta do número mínimo de assinaturas necessárias para que ela tramite na Câmara.

Na tarde desta quinta-feira (28), o parlamentar protocolou a proposta na Casa com 183 assinaturas válidas, mas até a meia-noite, 17 deputados retiram os seus nomes. A PEC ficou com 166 assinaturas, numero abaixo das 171 necessárias para a tramitação da proposta.

Segundo Barreto, a intenção era permitir a candidatura a uma nova reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Mesmo assim, 15 deputados da oposição teriam assinado a proposta, de acordo com Barreto. “Os que assinaram sabiam o que estavam assinando, que é para o Lula. Dos partidos maiores, só não tem ninguém do PPS. Do DEM tem 11 deputados, enquanto do PSDB tem quatro que assinaram”, disse o peemedebista.

Barreto afirma que o momento político é favorável à tese de mais um mandato para o presidente. “Em política tudo depende do momento. Nós estamos vivendo um momento de crise, que não foi gerada no nosso país, mas para gerir esse momento é preciso de uma pessoa com uma grande força interna e externa para conduzir o país e esta pessoa é Lula.”

O deputado pretende encontrar Lula na próxima semana, quando estaria prevista a presença do presidente em um evento em Sergipe, terra do deputado. Barreto não tem medo de ser desautorizado pelo presidente. “Ele está no papel dele de negar o terceiro mandato, mas é o momento que vai dizer.”

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A lei da homofobia – Direito x Religião

Publicado por Caetano Barata em 13/12/2007

Desde o semestre passado está em discussão no Senado Federal brasileiro o projeto de «lei da homofobia» (PLC 122/2006). A proposta, iniciada na Câmara dos Deputados (PL 5003-B, de 2001), pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo. Segundo explica a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães, “Além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios”. “O homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso”, afirma. A advogada enfatiza ainda que “Os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos”, citando como exemplos alguns artigos da lei. “A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais (art. n.º 7)”, explica a jurista.

Em o Direito pressupõe Justiça afirmo: “A concepção humana do Direito sem justiça está intrinsecamente ligada a dissociação da Justiça do homem da Justiça de Deus. Mas, como é possível uma lei que era justa depois de certo tempo ser considerada injusta, e, como pode uma lei injusta passar a ser aceita pela sociedade? Na prática do livre arbítrio isso é possível porque Deus na sua Justiça não oprime o homem. Essa é a preocupação Agostiniana, a qual devemos adotar como necessária nesta efervescência de contra senso. De um lado a tentativa de legalização do aborto, a tentativa de legalização da Eutanásia, a tentativa de legalização do casamento civil homossexual e do outro uma preocupação histórica contrária a esses requerimentos.”

(…)

“A noção do Direito não pode ser dissociada de Justiça e o Direito se complementa com Justiça. Então, se o homem derrubar valores sedimentados através dos tempos pelas sociedades passadas e derrubá-los contrariando estatutos e mandamentos; discutidos por tantas eras. Como explicaremos que todos os antepassados que viveram em sociedade não admitiam certos comportamentos e de repente em pleno século XXI olharmos para trás e iniciarmos uma desconstrução de valores nos quais estão estribados a noção básica de sociedade, família, justiça, amor e de busca de eqüidade entre as pessoas?

A quebra desses valores representa uma contrariedade ao código divino, gerando um desequilíbrio ao atribuir a alguém um mérito ou algo que disto não é merecedor. Quando admitimos uma família civil representada por pessoas do mesmo sexo não está havendo distribuição do que é devido a cada um promovendo desequilíbrio e insensatez, ou melhor falta de sabedoria? Neste desequilíbrio surgirá a injustiça, a desordem e as paixões sobrepor-se-ão a razão; opondo-se os vícios as virtudes e os homens a Deus, como pensa Agostinho.”

A contestação a um ponto de vista é lícito e direito constituido por Deus e pela Constituição desde que este não fira a Constituição. Na nova concepção de família ou a nova inserção de estado civil não estaríamos quebrando esse paradigma? A lei da homofobia desconsidera a Bíblia e produz a idéia de que o Brasil é um país anti-Cristão, já que a lei é concludente no conceito: “A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo n.º 8, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”)”, explica Maria das Dores Dolly Guimarães . “A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. n.º 5).” O projeto, aprovado na Câmara em 23 de novembro de 2006, agora está em tramitação no Senado Federal, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A relatora, Senadora Fátima Cleide (PT/RO), deu parecer favorável à proposta no dia 7 de março passado. A presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida questiona a lei recordando que o Código Penal brasileiro já ampara quem se sentir alvejado em sua honra.

Caetano Barata

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Renan depõe para justificar dados de laudo

Publicado por Caetano Barata em 23/08/2007

Do G1, em São Paulo


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai prestar depoimento nesta quinta-feira (23), às 18h, aos relatores do processo que apura as suspeitas de que ele recebeu ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais.

O Conselho de Ética vai cobrar explicações do senador sobre as irregularidades apontadas pela perícia da Polícia Federal. O depoimento, segundo os relatores, será a portas fechadas.

Os relatores disseram ainda que decidiram apresentar na próxima quinta-feira (30) o relatório final sobre a investigação.

O depoimento de Renan e a entrega do relatório foram definidos em reunião entre o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), e a comissão de relatores, formada por Almeida Lima (PMDB-SE), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES).

Dinheiro do primo

Para justificar a sua renda em 2005, Renan disse que pegou empréstimos de quase R$ 700 mil. O dinheiro, que nunca foi declarado e nem pago, veio da empresa de seu primo, Tito Uchoa – sobre quem pesa a denúncia de ser um dos laranjas do senador.

Em 2005, a variação patrimonial de Renan não é compatível com os rendimentos declarados à Receita Federal. A conta não fecha: ficam faltando R$ 24.500, mesmo sem levar em conta gastos do dia-a-dia, como roupa e alimentação.

Renan, no entanto, comemorou o resultado em plenário, dizendo que a perícia nos documentos apresentados por ele sustentam sua defesa no processo que apura as suspeitas de que recebeu ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais.

“Quero informar ao plenário que o laudo sustenta minhas afirmações desde o inicio desse doloroso processo. Ou seja, todos os documentos contábeis são autênticos, eu possuí recursos para as despesas, o gado comercializado nas minhas fazendas foi e é vendido a preço de mercado e o dinheiro produzido por todas as vendas foi depositado na minha conta bancária”, disse Renan, num rápido discurso que durou cerca de um minuto.

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‘Ninguém vai obstruir o Brasil’, diz Renan

Publicado por Caetano Barata em 21/08/2007

Tiago Pariz

Do G1, em Brasília


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou a iniciativa da oposição de obstruir as votações enquanto ele estiver no comando da Casa.

“Ninguém vai obstruir o Brasil. Qualquer obstrução, que é regimental, terá de ser feita necessariamente pontualmente. Não pode ser uma obstrução pela obstrução porque será contra a democracia”, disse o senador após cerimônia no Palácio do Planalto.

A oposição ameaça obstruir os trabalhos do Senado enquanto Renan continuar na presidência. PSDB e Democratas (ex-PFL), que defedem a sua renúncia ao cargo de presidente, deram início à obstrução na semana passada. Nesta semana, no entanto, há uma Medida Provisória que trata de financiamento agrícola e foi articulada com o DEM.

Renan responde a três processos no Conselho de Ética do Senado. Um deles investiga se ele usou um lobista para pagar contas pessoais; o outro se ele beneficiou de uma empresa de bebidas em negociação com o governo. O terceiro apura se o senador usou “laranjas” para comprar emissoras de rádio em Alagoas.

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TSE concede liminar a Cássio Cunha Lima

Publicado por Caetano Barata em 02/08/2007

Em decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu uma liminar (decisão provisória) assegurando ao governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), o direito de permanecer no cargo até o julgamento final de seu caso pelo tribunal.

O mandato dele foi cassado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba na segunda-feira (30) por abuso de poder político. Não há prazo para a decisão final do TSE.

Os advogados do governador vão entrar com um recurso no TRE da Paraíba para que os juízes reconsiderem a decisão de cassar o mandato.

Perda de direitos e multa

Além da cassação, os juízes haviam determinado a perda dos direitos políticos de Cunha Lima até 2009 e o pagamento de uma multa de R$ 100 mil.

O TRE também havia decidido que o segundo colocado nas eleições de 2006, o senador José Maranhão (PMDB-PB), deveria assumir o governo após a publicação da decisão.

Acusação

Segundo o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que deu entrada no pedido de cassação, Cunha Lima teria distribuído cerca de 35 mil cheques da FAC (Fundação de Ação Comunitária) na campanha de 2006, quando concorria à reeleição ao governo do Estado.

A defesa alegou que os cheques foram distribuídos de forma legal, e que os recursos são do Fundo de Combate à Pobreza do governo do estado.

O corregedor eleitoral, Carlos Alberto Lisboa, do Ministério Público Eleitoral, disse que não houve critérios na concessão dos benefícios e que faltou amparo legal na distribuição dos cheques.

fonte:G1, em Brasília

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Defesa de Renan tem erros, diz Conselho

Publicado por Caetano Barata em 25/07/2007

G1, em São Paulo com informações do Jornal da Globo

Antes mesmo do início da perícia da Polícia Federal, exames feitos pelo Conselho de Ética do Senado apontam graves irregularidades na documentação apresentada como defesa pelo senador Renan Calheiros, acusado de ter gastos pessoais bancados pelo lobista de uma empreiteira.

Técnicos do Conselho de Ética que estiveram em Alagoas constataram que pelo menos duas empresas compradoras de gado de fazendas do senador são fantasmas.

Uma denúncia feita pelo Jornal Nacional no mês passado mostrou que estas mesmas empresas GF da Silva Costa e Carnal – Carnes de Alagoas, apesar de inexistentes, aparecem nos recibos entregues pelo senador ao Conselho de Ética.

Com a confirmação dos técnicos, um dos relatores do caso, o senador Renato Casagrande, disse que o conselho poderá pedir ao Plenário do Senado que quebre o sigilo destas empresas. E cobrou uma investigação imediata das autoridades fiscais.

“Essa constatação de empresa fantasma comprando gado em Alagoas é um trabalho que a própria Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas deve tomar providência para que verificar quem são os responsáveis pela utilização dessas empresas”, disse Casagrande.

O senador Renan Calheiros afirmou, nesta terça-feira (24), que “estamos pedindo que as empresas que compraram as carnes sejam investigadas”. Segundo ele, os cheques depositados na conta dele foram descontados normalmente.

O Conselho de Ética fez um pedido oficial para que quatro empresas e cinco pessoas que aparecem nos recibos colaborem com a investigação apresentando notas fiscais dos negócios com o senador. Até agora, apenas o deputado Olavo Calheiros, irmão de Renan, entregou comprovantes dos negócios.

A Polícia Federal enviou ofício ao Conselho de Ética informando que começará nesta quarta-feira (25) a perícia nos documentos da defesa de Renan. Ela tem o prazo de 20 dias para dizer se os papéis que o senador apresentou para comprovar sua renda agropecuária são autênticos ou não.

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