No dia 07 de setembro, enquanto alguns vão às ruas comemorar a liberdade conquistada em 1822, outros questionam essa liberdade. Esses outros consideram a liberdade e a independência que outrora foi conquistada a sangue, suor e lágrimas inexistente e condicional. Sem compreender o valor de um estado político soberano e democrático, no qual, é possível o exercício da comunicação e da liberdade de culto. Entendam que em outros países o governo tem a TV obrigatória e a religião comum a todos.
Precisamos ensinar aos brasileirinhos sobre o trabalho de Cipriano Barata, José Pedro de Alcântara, do Capitão João Ribeiro Neves, Maria Quitéria, do fundador de Salvador Tomé de Souza, da resistência da primeira mártir brasileira a Sóror Joana Angélica. Sem ter o conhecimento das dificuldades existentes em nosso país, sem observar o que representou o período da ditadura nos anos de 1964 com a instituição do AI-5; será impossível valorizar um estado de governo democrático iniciado durante as revoluções e resistências ao domínio português e culminado em 1985 e 1988 com a primeira eleição direta para Presidente, assumindo Fernando Collor em 1989.
Não temos o lazer que queremos, a educação que precisamos, a saúde que sonhamos, a segurança necessária, nem o trabalho bem remunerado para todos. Entretanto, sabemos que podemos melhorar a cada dia nossa realidade. A luta dos nossos antepassados se embasou na necessidade de impedirmos a saída dos nossos bens e do espólio do suor e da força de nossa gente para sustentar a Europa abastarda, burguesa, arrogante e presunçosa.
Salve os nossos heróis de ontem e de hoje que se opõe às traças e à ferrugem.
Caetano Barata




















