Filme narra história do Bahia pela paixão de sua torcida


Um dia antes de enfrentar o Avaí, em casa, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Bahia chegou a oito cinemas de Salvador e mais dois no interior do Estado numa produção independente sobre o clube e a paixão de sua torcida.

Nesta sexta-feira, com todas as primeiras sessões esgotadas segundo a rede Orient, empresa responsável pela venda antecipada de ingressos, houve a estreia de “Bahêa Minha Vida”, documentário com recursos diretos – inclusive sem lei de incentvo – que ainda passará por São Paulo e Rio e também pode chegar a Brasília e Aracaju.

A fita já vinha sendo preparada desde 2009 e foi lançada na esteira do retorno do time à elite do futebol nacional, após sete temporadas de tentativas frustradas, e aproveitando ainda o octogenário da equipe azul, vermelha e branca.

Nas arquibancadas, o Bahia era o segundo em média de público do Brasileiro-2011 até o fim de semana passado, com 21.060 pagantes por jogo, quando terminou ultrapassado pelo São Paulo –a liderança é do Corinthians.

Em 2007, mesmo na terceira divisão, emplacou 40.040 pessoas por confronto na hoje interditada Fonte Nova; melhor marca do país. A arena agora recebe obras da Copa-14.

E foi para “tentar explicar o porquê de tanto amor” que o diretor Marcio Cavalcante entrevistou 120 pessoas, percorreu sete cidades e transformou centenas de horas de gravação em 90 minutos em que, se não consegue alcançar uma resposta – ele afirma ser impossível–, ganha o espectador pela emoção.

Na melhor cena do longa, quatro campeões de 1959, em cima do Santos de Pelé, no Maracanã, voltam a se encontrar após anos e anos e chegam a não se reconhecer pelo decurso do tempo; clique e veja mais

O filme possui os últimos depoimentos de cinco personagens-chave: dois campeões brasileiros de 1959 (a primeira disputa da história), o torcedor-símbolo, o remanescente do primeiro time em 1931 e o único cartola ouvido, de breve passagem por uma das poucas diretorias sem ligação com o grupo que há décadas comanda a agremiação. (…)

A venda antecipada de entradas superou, em Salvador, à do oitavo e último “Harry Potter”, dono da maior bilheteria do ano no mundo. Foram cerca de mil ingresssos vendidos no maior shopping da cidade, contra em torno de 600 do filme estrangeiro.

“Só para ter ideia, colocamos o filme nas nossas duas maiores salas, a do shopping Iguatemi (323 lugares) e a do Paralela (313), inclusive com cópia digital, em 3D, e houve sucesso para todas as sessões ao longo do dia”, diz Hilmara Oliveira, diretora de marketing da rede Orient Cinemas, responsável pelo serviço. (Nelson Barros Neto, na Folha)

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