Justiça seja feita


Os esportes nacionais já sofrem há mais de duas décadas, não um desequilíbrio ou ausência de investimentos mas, o completo abandono por parte da administração pública e inércia ou quase inanição da iniciativa privada, salvo raríssimas iniciativas. Observando o fiasco da seleção masculina de futebol e da seleção brasileira de handebol no Pan de Guadalajara, soou o aviso de que a administração pública desportiva do Brasil não está em bons caminhos em seu planejamento. Salvo nos últimos 30 anos por abnegados empreendedores do desporto amador, o Brasil conseguiu desfrutar de louvável amenização da marginalização devido aos trabalhos feitos por estes anônimos professores de educação física, alguns com e outros sem nenhuma preparação e/ou condição acadêmica; o que não obliterou uma leva de diversos atletas todos amadores em vários polos nacionais.

A seleção brasileira de vôlei vencer a seleção cubana foi no mínimo injusto, quando transfere para o cenário internacional um resultado que não condiz com a realidade dos investimentos na estrutura do voleibol nacional. Nós todos sabemos que raríssimos atletas são bem pagos ou possuem algum contrato que garantam uma condição favorável e um futuro estável quando a idade e os ligamentos se superarem findada a juventude e a saúde.

O desporto nacional, estadual e municipal precisam urgentemente ser tratado não devido a condição política mas, dentro de um único eixo: planejamento, competência e formação. É um fato parafraseando Freire: “Ninguém produz autonomia de um conhecimento que não domina”. Enquanto, o desporto nacional, estadual ou municipal for encarado apenas como amador, nós não devemos nos surpreender com a perda de títulos e a eliminação em torneios na primeira fase.

Infelizmente, os administradores públicos pouco estão preocupados em alcançar o real vencedor neste empreendimento: formar cidadão e manter os jovens longe das drogas e das situações marginais do crime. Acredito que ainda é tempo de repensar o planejamento nacional, estadual e municipal e, se ainda, não o tiver, acreditamos que o país está cheio de mestres, doutores e especialistas no desporto. Aos que não são capacitados é primaz ou correr às faculdades ou contratar a assessoria de quem já alisou os bancos acadêmicos por humildade ou por necessidade. Afinal, quem não pode esperar é a juventude que está sendo escalada pelo crime nos seus jogos mortais.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

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