Não é a mídia marrom…


Se existe uma instituição ancorada em nossa sociedade é a do preconceito. Avaliamos sem bases, concluímos sem ouvir as partes, tomamos deliberações por outrem sem consultá-la como se a mesma fizesse parte de nossas vísceras. Não estão aptas a decidirem, são alijadas de fundamento inalienável na condição sublime da vida em Estado democrático: apresentação de defesa. Poderíamos falar de diversos temas, inclusive de avaliação, conselho de classe, recuperação, reprovação. Entretanto, a liberdade midiática no Brasil tem tomado uma condição repugnante.

Não é o foco da discussão o direito da liberdade de imprensa. Mas, a conduta inoportuna de alguns segmentos da imprensa brasileira. Infelizmente, algumas pessoas possuem sua reputação, vida privada, profissional e política destruída por uma manchete. Outras são expostas de uma forma ridicularizante, quando os mega empresários não o são. Naturalmente, é preconceito meu considerar que com o pagamento de fiança de 245 mil reais é liberto quem comete homicídio ao dirigir embriagado um automóvel.

É triste a compreensão de que todo fato jornalístico ele é a priori político. Quando queremos destruir um grupo a manchete é mais valorizada, e quando queremos abafar ou minorizar a gravidade das investigações revelando que este ou aquele organismo possui relacionamentos e preferências que demandam estas ações tidas como jornalísticas. Afinal, os patrões possuem interesses e precisam serem satisfeitos…

De forma que Cabral, o político que usufruiu da descoberta dos índios brasileiros, é o precursor destas ações jornalísticas a la “Caminha”. É uma dolorosa, mais real, sempre vai haver alguém interessado em obter informações privilegiadas para engendrar, acachapar, moldar, calar, massacrar ou simplesmente manipular alguém, um movimento, um organismo ou uma cidade inteira. Muitas vezes com “mentiras sinceras”, com verdades duvidosas e um brilho de quem não está tomando o sangue dos inocentes para usufruto de suas próprias satisfações prevaricadoras.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

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