Correio da Bahia

O impasse entre os gestores do Hospital Aristides Maltez (HAM) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tomou ontem contornos mais radicais. Sob a ameaça de ter que fechar o HAM porque os repasses feitos pela prefeitura não cobrem os custos, o presidente da Liga Bahiana Contra o Câncer (LBCC), Aristides Maltez Filho, disse que só vai assinar novo convênio com o município se houver aumento de R$ 950 mil por mês na verba da unidade, que chega do Ministério da Saúde (MS).

“O hospital não inventa câncer. Se o secretário quiser o paciente para casa, ele que vá ao hospital fazer isso. Mas, saiba que eu estarei lá para enfrentá-lo”, disse Maltez Filho, referindo-se aos pacientes que o hospital atende acima do teto estabelecido. “Vamos continuar cobrando R$ 12 milhões da prefeitura referentes a 2011 e 2010. Algumas contas estão na mesa do prefeito e o secretário disse que ele não quer pagar. Dizer que não há dívida é uma imbecilidade”, acrescentou Maltez.

O titular da SMS, Gilberto José, nega que tenha dito que o prefeito não queria fazer o pagamento e repudiou o que chamou de “agressões pessoais”. Segundo ele, não há dívidas com o HAM referentes a 2011 e o déficit da unidade se refere aos atendimentos acima do teto contratado. Gilberto José afirma que o repasse só aumentará se houver aumento na verba que chega do MS. (Correio)

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