Direitos autorais e a usura do ECAD


O mito da caverna de Platão demonstra uma prática muito comum entre os homens. Quem possui um olho em terra de cego não é rei é morto. No caso do mito de Platão furaram a visão do homem vendo imagens fora da cavernas, homens, flores e frutos. Os cabeças pensantes do ECAD pensam que estão em terra de cegos. Querem por astúcia entrar numa seara vasta, mas não consideram que outros veem. O ECAD parece a CBF das artes, age no momento como um dos tentáculos da Justiça, promovendo grande burrice incitada pela usura.

É óbvio que se o gigante Google/Youtube já paga direitos autorais pelos vídeos veiculado em seu espaço, como alguém compartilhando, enviando via email ou divulgado o link do Youtube teria que pagar por este compartilhamento gratuito, divulgando a arte de um artista que já deve por direito receber do ECAD por isto? O que me parece LÓGICO é o ECAD ser investigado para os artistas e comunidade saber se o órgão está devolvendo a parte dos artistas em dia e com os valores corretamente ou aplicam no dólar, no ouro, ou onde e quanto tempo permanece este dinheiro que não pertence ao ECAD, mas ao artista?!?

O que nos dizem os técnicos

O iframe se trata de um recurso do HTML que faz com que uma página apareça dentro da outra. O Youtube usa desse recurso para quando alguém quiser compartilhar o vídeo em alguma página feita em HTML. Ora, se o iframe é o recurso de uma página aparecendo dentro da outra, não há sentido em cobrar direito autoral de vídeos do Youtube postado por blogueiros em seus próprios blogs.

Façam o seguinte teste:

1º – Entre no Youtube;
2º – Clique no link de um video qualquer;
3º – Clique no botão Compartilhar e, logo abaixo dele, em Incorporar;
4º – Copie o código gerado e cole no bloco de notas;
5º – No bloco de notas, copie o endereço contido entre aspas depois de src=;
6º – Cole o endereço no seu navegador e aperte Enter.

Veja que o vídeo aparece grande ocupando todo o espaço possível da tela. Esse é o endereço e tamanho real do vídeo. O que fazemos quando clicamos no botão Incorporar é apenas ajustar o tamanho vídeo para melhor se adequar ao espaço do nosso site ou blog. Com o uso do iframe, a execução do vídeo continua sendo do Youtube mesmo ele aparendo em outro local.

O foco está errado

A cobrança do Ecad, ao meu ver, seria válida se o blogueiro fizesse download, hospedasse o vídeo no seu próprio servidor e colocasse no seu blog. Nesse caso sim, a cobrança pode e deve ser feita. Já a cobrança de vídeos em iframes não faz sentido pois o vídeo está em numa página do Youtube. O Youtube já paga direitos autorais.

Não sei qual seria a visão de um advogado nessa questão, mas acredito que meu ponto de vista sobre iframes e direitos autorais não estão equivocados. Ao meu ver, no caso do blog Caligraffiti, o direitos autorais estão sendo cobrados em dobro pelo Ecad mudando apenas o devedor.

Eles recuaram? Temos que avançar para dentro das contas e responsabilidades do ECAD e saber se o dinheiro cai na conta do artista ou se o artista fica mendigando o favor de receber o que é seu por direito. A usura deste povo é doença… Não colou o barro na parede???

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA

Opinião dos técnicos Marco Damaceno
http://www.designereffects.com.br/2012/03/ecad-cobra-taxas-de-videos-do-youtube.html#axzz1oxHFtzh0

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