Educação em avaliação


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A avaliação tem sido entendida como a mais difícil e contestada das etapas da educação. Muitas vezes, praticada, não raro, de forma equivocada, preconceituosa, improvisada, desestimuladora, desarticulada, simplificada, e, até mesmo negativa, por produzir e reforçar comportamentos indesejáveis, não somente no docente, com ferramentas coercitivas voltadas ao controle, e, mas, também no discente, quando não consegue estimula-lo o interesse e a autonomia. Infelizmente, o excesso de valorização de Provas escritas discursivas demanda, a priori, a livre responsabilidade para o docente de exercer subjetivamente a avaliação.

Sem a valorização do desenvolvimento da habilidade prática do exercício da pedagogia, como primeiro e essencial instrumento de avaliação redunda na crença de que o aluno estuda apenas, decora, para fazer a “prova”… O que constitui-se um equívoco pedagógico, equivalente ao professor que afirma: “Poucos não vão a minha final” ou “Para ser um docente igual a mim, vocês vão ter que estudar muito…”.

Nesse enfoque, a avaliação passa a ser o calcanhar de Aquiles, quando sua prática é apenas centrada em fazer provas, testes, trabalhos, exercícios, com o objetivo de atribuir notas. Infelizmente, esta avaliação, a qual Freire chamou de cartorial, não somente deve abolida, execrada, deve ser compreendida como preconceituosa, criminosa e daninha.

Sendo assim, é condição sine qua non,encontros avaliativos dos parâmetros de avaliação adotados no processo de ensino-aprendizagem e sua adequação com as exigências norteadas pela UNESCO e MEC. Afinal, Educação é a ferramenta essencial de formação humana, onde o mais importante é despertar as habilidades: iniciativa, criatividade, capacidade de resolver problemas, uso inteligente de informações diversificadas, comunicação eficaz, habilidade em trabalhar em grupo, visão crítica, capacidade interativa e analítica.

Para concluir, citarei Perrenoud: “A função principal da avaliação é ajudar o aluno a aprender e o professor, a ensinar”. Infelizmente, Einstein foi avaliado de forma exagerada, pelos aspectos burocráticos da época. Podemos dizer que estamos longe dos docentes que avaliaram o pequeno gênio?

Caetano Barata – Ativista cultural em Simões Filho, Poeta, Conselheiro do CEPA, Pedagogo.

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