Entre nós (do Caim de Saramago) a nós


inveja

Quando em 2009, José Saramago publicou o livro Caim, publicado no Brasil pela Companhia das Letras foi um grande alvoroço nas comunidades cristãs católicas. As críticas de Saramago a Deus e a Bíblia soaram estridentes aos ouvidos sensíveis dos clérigos da Eclesia. Questões como: “Por que Deus aceita o sacrifício de Abel e rejeita o de Caim quando ambos apresentam suas oferendas? Aí se criou a inveja, Caim se sentiu humilhado”, segundo Saramago. Usando a ironia como figura de linguagem, Em “Caim”, José Saramago reconta a história de Caim, filho de Adão e Eva.
Sobre a avalanche de críticas, Saramago disse não se importar. “Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa”. Saramago obteve resposta de Elieze du Martino, de Lisboa, dizendo que o escritor “faz leituras superficiais da Bíblia”. O prêmio Nobel, ácido em suas manifestações, disse que “não esperava reações dos católicos porque eles não leem nem a Bíblia”, e se perguntou: “Quem vai ler um livro desse tamanho?”.

Já me senti ateu, influenciado por antigo professor secundarista que afirmava: “Tanto os que negam a Deus e os que acreditam em Deus, utilizam a personalidade de Deus para depositório de suas frustrações, medos e fraquezas”. E, continuo tentado a concordar com o mesmo. Lamentavelmente para alguns é muitíssimo doloroso dar explicações contundentes das suas crenças. Creem seguindo a “tradição repetida” sem questiona-la, sem fazer-se partícipe, anui apenas sem nenhuma capacidade volitiva.

Enquanto aprendiz de Deus, não me arvoro a falar por Deus; costumo dizer sobre a verdade de fatos incompreensíveis: DEUS É PLENAMENTE PERFEITO, nós possuímos pouca capacidade de compreende-lo. Teríamos que esvaziar-nos de vaidade, orgulho, arrogância e inveja para estarmos perto desta plenitude. Não entro no mérito se é mito ou vida real. O ensinamento fundamental é olha o que o personagem Caim está disposto a fazer por “querer estar no lugar do outro”; “querer o brilho do outro”.

A inveja, esta degeneração múltipla dos sentimentos e valores essenciais ao caráter e a personalidade do homem, esta dor profunda em querer ser o outro, em querer destruir o outro. A inveja esta daninha e rastejante espécie crescente na flora humana, dentre alguns corações carcomidos, lamentavelmente, um câncer, ser silencioso, pode contaminar a todos os que estejam distante da ação caritatis do ágape. Não dou sermão, converso comigo mesmo.

Caetano Barata – Pedagogo formado pela UNIME – Lauro de Freitas, Poeta, ativista cultural em Simões Filho, Conselheiro do CEPA e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO Villas.

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