Entrevista com Amilcar Brunazo Filho especialista em Tecnologia da Informação


A seguir nossa entrevista com o Engenheiro Amilcar Brunazo Filho, este nos aborda o tema do voto eletrônico seguro. Não depende de nós. Mas, do governo e da tecnologia. Pessoalmente, nosso admin Caetano Barata, entende que é possível contagem automaticamente online e o uso das impressões digitais do polegar para inicialização do sistema no momento do voto. Depois disso, considera Caetano: “Ninguém vai reclamar que votaram antes de mim”.

Vejamos releitura de entrevista publicada em 2009, as respostas de Amilcar sobre esse tema que divide os brasileiros.

Nós do Blog do Barata – 1. Qual é a formação do senhor?

Responde Amilcar: Amilcar Brunazo Filho, engenheiro pela Escola Politécnica da USP especializado em segurança de dados e criptografia, Rrepresentante técnico de Partidos Políticos em processo sobre urnas eletrônicas desde 2000.

Nós do Blog do Barata – 2. Desde quando o senhor está entrincheirado neste combate as urnas eletrônicas?

Responde Amilcar:Primeiramente é muito importante esclarecer que NÃO SOU CONTRA AS URNAS ELETRÔNICAS.

Sou a favor de urnas eletrônicas cujo resultado possa ser conferido de forma independente do próprio software, com o recomendado pelos orgãos normativos dos países democraticamente e tecnologicamente mais desenvolvidos.

Estou nesta luta desde 1996, quando votei pela primeira vez nestas urnas brasileiras que não permitem auditoria contábil e real da apuração eletrônica dos votos.

Nós do Blog do Barata – 3. Quais são os seus argumentos neste embate?

É simples. Softwares de computador podem ser corrompidos. As urnas eletrônicas são computadores. Então é absolutamente necessário alguma forma de auditoria do resultado da apuração nas urnas eletrônicas que seja feito de forma independente do próprio software.

Esta forma (a única reconhecida no meio tecnológico de todo o mundo civilizado) é através do Voto Impresso Conferido pelo Eleitor e de uma Auditoria Automática Independente do Software da Apuração.

Nós do Blog do Barata – 4. É verdade que o senhor assinou relatório sobre as urnas das eleições da cidade de Simões Filho em 2008? O que o senhor pode nos dizer sobre esse relatório que não fira o Direito e o segredo de justiça?

Sim, fiz uma análise das urnas de Simões Filho em 2008 a pedido da coligação “CONSOLIDANDO A INDEPENDÊNCIA DE SIMÕES FILHO”, da coligação “IGUALDADE PARA TODOS” e da coligação “CONSOLIDANDO A LIBERDADE”.

Foram analisados documentos impressos, como atas das cerimônias oficiais e boletins de urna, e dados digitais de auditoria como Tabelas de Correspondências, Logs, Espelhos de BU e Registro Digitais dos Votos (RDV).

Por causa de problemas de natureza técnica devidamente explicados no relatório, a análise acabou sendo concentrada nos LOGS e nas Correspondências já que por falta de confiabilidade nos dados fornecidos, deixou-se de proceder análises dos seguintes procedimentos:

1- Registros Digital do Voto (RDV) – por terem sido fornecidos pelo administrador eleitroral em formato e conteúdo diferente dos originais produzidos pela urnas eletrônicas;

2- Verificação dos Resumos Digitais dos programas nas urnas – por se tratar de procedimento de auto-verificação feita sob controle do próprio software das urnas e não de um procedimento de auditoria independente autêntico sendo, desta forma, suscetível de dar resultado errado (falso-positivo ou falso-negativo).

Nos dados analisados encontrou-se algumas impropriedades como o teste de 174 urnas sem respeito aos procedimentos obrigatórios de segurança e arquivos de log com assinaturas erradas.

Devido a inexistência do uma forma de auditoria contábil e real da apuração nas urnas NÃO FOI POSSIVEL DETERMINAR SE AS IRREGULARIDADES AFETARAM O RESULTADO.

Nós do Blog do Barata – 5. Qual é a proposta do senhor para melhorar nosso sistema e dar maior segurança a este?

São as recomendações que se encontram na Cartilha do Voto-E feita pelos membros do Fórum do Voto-E que se encontra em: http://www.votoseguro.org/indice.htm#resumo

São as seguintes propostas para dar confiabilidade para as Urnas Eletrônicas brasileiras:

1. Adotar a tripartição dos poderes no processo eleitoral brasileiro, deixando ao TSE apenas a função judiciária.

2. Introduzir o voto em papel conferido pelo eleitor para permitir a conferência ou auditoria contábil da apuração.

3. Não identificar o eleitor na mesma máquina onde ele vota.

Nós do Blog do Barata – Senhor Amilcar, nossa comunidade o agradece pelas informações e possibilidades. Esperamos que as suas sugestões sejam acatadas e nossas eleições sejam as mais seguras do mundo. E que toda possibilidade de intervenção humana para distorcer os resultados seja as mínimas possíveis.

Salvador, 24 de julho de 2009

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