As histórias de Vó Guinésia


A comunicação é a principal ferramenta da diplomacia nas guerras. Às vezes, um simples gesto mal interpretado e está instalada a crise.

– Quando dois duros se encontram aí está o problema. – exclamou minha Vó Guinésia.

Todos se entreolharam. Vó Guinésia já tem mais de 90 anos e quando começa seus sermões todos se calam.

– O problema é a gaiatice. Vocês já ouviram alguma gargalhada que não fosse rindo da cara de alguém? Me digam!

Ninguém disse nada e Vó Guinésia mais uma vez tinha razão.

– Não me contaram, eu vi. Estava no balcão da farmácia e chegou um moço:

– Tem remédio pra piolho?

Começou a contar Vó Guinésia.

-Todos no balcão se viraram para o homem. Muito bem vestido, elegante que dava gosto olhar. O moço do outro lado do balcão da farmácia respondeu, perguntando:

– Piolho tá doente?

– Todos se partiram em alta gargalhada.

Nós que ouvíamos Vó Guinésia partimos a rir. Vó Guinésia continuou falando como se não tivesse gargalhado, também.

– Eu já vi várias vezes a carona que o diabo pega nos homens. E é por isso que concordo com Jesus: não deis lugar ao diabo. O que faltou para aquele homem sair de sua elegância e querer esmurrar o balconista?!

Vó Guinésia levantou-se de sua cadeira e entrou para o seu quarto. Enquanto nós nos acabavámos de rir.

“Entrou por uma porta e saiu por outra, quem quiser que conte outra.”

Caetano Barata

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