Gestão pública sem diálogo é pacote pronto


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A mais famosa definição de campanha política é: sem dinheiro não entre. Fatores não comuns podem transformar um candidato sem dinheiro em um eleito a mandato na Câmara ou no Senado. Podemos fazer inúmeras suposições, infindáveis elucubrações sem chegarmos a razão principal à qual, atualmente, um vereador se elege com 700 votos ou menos num Colegiado de 120 mil eleitores.

As mudanças acontecidas nos últimos pleitos e a possível execração dos políticos réus da disputa de 2008 consagrará um novo aprendizado eleitoral. Um colegiado mais bem informado é um elenco eleitoral mais difícil de ser corrompido. O grande lance dessa disputa é a aquisição dos municípios estratégicos à disputa dos governos municipais.

Muitos ainda afirmam: O candidato A vai se eleger porque é rico. O candidato B vai se eleger porque C que é rico está apoiando. O candidato D não se elege por que é pobre. Entretanto, sabemos que “riqueza não é tudo e beleza não põe mesa”. A verdade é que o assistencialismo praticante, o homem do dinheiro institucionalizado, o derramamento de dinheiro em algumas campanhas estas e aquelas. Antes, deveriam levar seus líderes a exibirem propostas concernentes a melhorias da realidade degradante em que ainda vivem nossos irmãos baianos.

A educação, na qual, é vergonhoso propor um ditado de palavras nas escolas atuais; nos consumiria todo o tempo da campanha até o dia do pleito discutindo as reformas necessárias para transformá-la numa ferramenta de real educação.

A segurança, quando o filme Tropa de Elite chegou aos nossos olhos foi como se tivéssemos um relance no silêncio ditatorial dos tempos do AI-5. A ausência de diálogo com a “ficção do filme” é uma demonstração clara de ausência de política pública de segurança.

A Saúde, calamidade pública. Inexistência de projetos de prevenção em comunidades carentes; seguidos de projetos sociais e de infraestrutura transformariam uma peça de terror urbano em remédio contra doenças que já deveriam ter sido extirpadas de nosso meio e que são efetivamente de países subdesenvolvidos.

Emprego, consequência da má formação educacional. Além de secretários e diretores incapazes de gerir setor fundamental de nossa sociedade.

Permanecemos entre o pior e o menos ruim, entre o decepcionante e a própria decepção! Permanecemos calados, afinal, à margem da prática da gestão pública de boa qualidade com ideias e ideais voltados a elevação da qualidade de vida da sociedade e do povo, prevalece a inércia, a incompetência, a preguiça e a incapacidade de fazer melhor do que já foi feito.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho, Conselheiro do CEPA, Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO.

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