Hamilton vence em Abu Dhabi e conquista o bicampeonato na F-1


Por O GLOBO
Com alma de um legítimo campeão, o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, conquistou neste domingo seu segundo título mundial na F-1, vencendo o GP de Abu Dhabi com ousadia e determinação. Ao perceber que seu colega de equipe e rival na disputa do campeonato, o alemão Nico Rosberg, não tinha mais condições de ameaçar sua conquista, Hamilton abandonou a cautela e passou a correr em ritmo de competição nas voltas finais para impedir a aproximação do brasileiro Felipe Massa, da Williams, e celebrar o bicampeonato com sua 33ª vitória na F-1, seis anos após a conquista de 2008.

Duas vezes terceiro colocado na temporada, Massa não ganhou a corrida mas conseguiu sua melhor posição em 2014, dando esperança de uma temporada competitiva em 2015. Seu colega na Williams, o finlandês Valtteri Bottas, chegou em terceiro, completando o pódio.

Rosberg, que precisava vencer e torcer para Hamilton não passar do terceiro lugar, ou pelo menos chegar entre os cinco, contando com posições ainda piores do inglês, teve problemas de motor e completou a prova apenas em 14º lugar, com sua Mercedes se arrastando na pista.

Lewis Hamilton (à esquerda) assume a liderança do GP de Abu Dhabi na largada, após erro do alemão Nico Rosberg, o pole position, que caiu para segundo – HAMAD I MOHAMMED / REUTERS

Já o campeão Hamilton começou sua festa ainda no carro, com direito a uma mensagem especial do Príncipe Harry pelo rádio da equipe. O piloto inglês, fã declarado do brasileiro tricampeão mundial Ayrton Senna, repetiu o gesto do ídolo, pegando com um comissário de pista uma bandeira da Grã-Bretanha para celebrar no carro.

– Parabéns, você conquistou a 11ª vitória na temporada, e é o primeiro piloto campeão pela Mercedes desde Juan Manuel Fangio – foi a mensagem da equipe alemã para o campeão mundial, pelo rádio, citando o argentino pentacampeão mundial, que ganhou em 1954 e 1955 com a escuderia.

Aos 29 anos, Hamilton é apenas o segundo bicampeão mundial da Inglaterra, repetindo Graham Hill (1962 e 1968). O país, agora, tem dez títulos na F-1, vencidos por oito pilotos diferentes, uma conquista a menos que a Alemanha do heptacampeão Michael Schumacher e do tetracampeão Sebastian Vettel.

Rosberg sofre com largada ruim e problemas

Logo na largada, Hamilton pulou de segundo no grid para a liderança, aproveitando uma saída ruim de Rosberg, que era o pole position. Felipe Massa saiu em quarto e assumiu a terceira colocação, já que seu companheiro na Williams, o finlandês Valtteri Bottas, teve péssima largada e caiu para oitavo.

Com pneus supermacios, os pilotos não demoraram a fazer o primeiro pit stop. O espanhol Fernando Alonso inaugurou as trocas de pneus, já na sexta volta. Outros o seguiram na sétima, como Jenson Button, da McLaren, Kimi Raikkonen, da Ferrari, e Daniil Kvyat, da STR.

Lá na frente, o líder Hamilton já tinha mais de dois segundos de vantagem sobre Rosberg quando fez sua troca de pneus, na 11ª volta – ótimo trabalho da equipe: 2s7 na troca. O alemão da Mercedes fez seu pit stop na volta seguinte, ainda melhor que Hamilton: 2s6. Massa, ainda com os pneus originais, assumiu a liderança, até fazer sua parada (2s9) na 14ª volta.

De volta à pista, novamente em terceiro, atrás de Hamilton e Rosberg, o brasileiro da Williams mantinha uma confortável vantagem para o australiano Daniel Ricciardo. Assim como o colega da RBR, o alemão Sebastian Vettel, Ricciardo largou dos boxes, porque os dois carros foram punidos por uma irregularidade na asa dianteira nos treinos classificatórios de sábado. Kevin Magnussen, da McLaren, também estendeu sua permanência na pista, fazendo o primeiro pit stop somente na 22ª volta, junto com Vettel, anunciando uma possível estratégia de apenas duas paradas. Ricciardo passou a ser o único na pista com os pneus originais, até parar na 28ª volta, exatamente quando Alonso, o primeiro a parar, inaugurava a segunda leva de pit stops.

Na 25ª volta, começou o drama Rosberg. Ele avisou aos boxes, pelo rádio, que sentia o carro perder potência, e a equipe confirmou que houve uma falha em um dos componentes do motor. O resultado foi uma volta três segundos mais lenta que Hamilton, e a aproximação de Felipe Massa, que fez a ultrapassagem na 27ª volta. A situação ficou ainda mais confortável para Hamilton, com mais de dez segundos de vantagem sobre Massa.

Com o título na mão, Hamilton percebeu que o líder Massa poderia estar planejando uma estratégia de uma só troca de pneus, e passou a acelerar a 12 voltas do fim, quando estava cerca de 12 segundos atrás do brasileiro. Imediatamente, a Williams chamou Massa para o segundo pit stop. Com uma parada de 3s3 segundos, o brasileiro voltou em segundo lugar, com pneus supermacios, para tentar alcançar o líder Hamilton até o fim da prova. A Williams número 19 passou a fazer seguidas voltas mais rápidas, encurtando a distância, mas o rendimento dos pneus caiu e ele não conseguiu evitar a vitória de Hamilton, chegando apenas 2s5 atrás.

A quatro voltas do fim, o carro de Rosberg ficou completamente sem rendimento, e passou a perder seguidas posições. Na penúltima vota, a equipe chamou o alemão para os boxes, para abandonar a corrida, mas Rosberg fez um pedido que mostrou sua grandeza como competidor: ‘Eu gostaria de ir até o final’. Após a prova, o alemão procurou Hamilton para lhe cumprimentar pelo título, antes da festa do pódio.

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