Um verso facebookiano para a Abolição da Escravatura


Feliz dia da Abolição da Escravatura! Foi a saudação escolhida para alcançar o coração dos meus contatos. O resultado uma avalanche de frases, algumas carregadas de emoção, outras lacônicas. A constatação é que na leitura de Edward Telles (O significado da raça na sociedade brasileira) o estado brasileiro conseguiu produzir o efeito de esquecimento. Uns nem sabem que existe o DIA DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – isto nos faz pensar que eles entendem que todos sempre foram livres e que a desigualdade social é fruto da preguiça de uns e da boa vontade de outros. Para alguns, os males sociais da atualidade não são compreendidos como um efeito da escravidão. Para outra parcela não existem motivos para comemorar. Para lembrança de todos nós, para rememora e alguns saber… No pelourinho em Salvador… O sangue dos nossos ancestrais escravos sangraram ali, para que hoje possamos dançar e sorrir, tomar cravinho e cantar ao som da música de Jah! No âmbito jurídico foi estabelecido, para que alguns não fiquem escrevendo e dizendo que a princesa assinou por força ou ímpeto momentâneo: Lei Eusébio de Queirós – 1850: aboliu-se o tráfico negreiro; a Lei do Ventre Livre – 1871: liberdade aos filhos de escravos (estes serviam ao senhor ate os 21 anos); Lei do Sexagenário – 1885:  liberdade para os escravos com mais de 60 anos de idade. E, por fim, conjuntamente com a presença de vários abolicionistas (Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Eusébio de Queirós) negros e brancos foi assinada a Lei Áurea – 1888. Com todo respeito a vocês que estudaram em escolas particulares, aprendi isto na escola pública: Escola Clarice Ferreira – Simões Filho – Bahia. O abolicionismo hoje é outro. Libertar deste aprisionamento mental, boa parte copia e cola; repete o que ouve, transcreve o que lê sem opinião crítica. Outros ainda continuam votando pela beleza do candidato. E aí? O problema está aí! E nessa hora, tenho que concordar: comemorar a liberdade de quem??? Caetano Barata​ in versos facebookianos de SEM ESSE PROCESSO, TERIA EU NASCIDO MAIS ESCRAVO (SEM VALOR) DO QUE JÁ PENSAM QUE HOJE SOU.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve em http://www.simoesfilhoemfoco.com.br

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