Educação: família e filhos


pais e passosNa minha palestra Educação Familiar: uma abordagem pedagógica, faço saliente a condição proposta de Rosseau: “Vosso filho nada deve obter porque pede, mas porque precisa, nem fazer nada por obediência, mas por necessidade”; não obstante, insta descrever algumas condições evidentes advindas dos pais. Assim, uma regra de compreensão da vida, os textos bíblicos, mesmo muitas vezes desprezada por alguns, se contextualiza em nossos dias, inefável: “Ensina a criança o caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho não se desviará dela…”. (PV. 22:6). Exceções, Exceções são sempre elencadas para distorcer a verdade ou encontrar caminhos justificáveis de torna-las corruptíveis. Obviamente, os filhos são reflexos dos pais e a mulher reflexo do marido. Sempre faço esta afirmação, sem nenhum constrangimento. Indiscutivelmente, filhos, cujos pais, vão ao cinema, também irão; filhos, cujos pais vão ao “Barradão”, não irão torcer pelo Bahia; filhos cujos pais são músicos, certamente, serão músicos; existe o elemento da visão sócio-histórica, muito presente na vida de cada um de nós.

Esposas, cujos maridos são “excelentes”, não ficarão caladas em meio aos abusos maritais da embriaguez. A libertação feminina para a eleição, para o trabalho, para domínio de sua própria sexualidade, amplia a perspectiva do progresso pessoal e a diminuição da aproximação entre mães e prole. E, também, a submissão a abusos, arbitrariedades e tirania do patriarcalismo tão presente infelizmente, ainda. Não basta ser o provedor de bens, é preciso amar e amar é bem mais que a atitude de ir às compras. Pois, algumas pessoas têm tudo e ainda não sentem amor.

Depois desta gestação de erguimento do equilíbrio de autoridade e poder da mulher dentro da organização, a família evolui para o estágio da vida. A vida prescinde de saúde, para guarda da saúde, esta luta firma-se interligada a construção emocional da família. Notavelmente, muitos filhos adoecem para existência de um momento de paz no reino marital. Alguns pais adoecem, não aguentam o peso e a pressão dos terrores desta vida e a aflição de espírito. Nestas circunstâncias, o conflito da existência volta-se para manutenção da vida dos filhos ou do cônjugue.

Frise-se, a existência dos três estágios da comunicação: Diálogo, discussão e briga. Dialogamos? Não, discutimos? Não. Quando soa o alarme de incêndio, muitas vezes, seríamos nós os primeiros socorristas…. Entretanto, infelizmente, muitos de nós já foi sucumbido pelas emoções negativas, pensamentos destrutivos ou concepções infundadas. Algumas vezes, nós somos capazes de encontrar um culpado. Raul Seixas e Paulo Coelho em Por quem os sinos dobram proclamam: “É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro…”. Você filho. Faça diferente. Você pai, esforce-se em fazer diferente. Afinal, mulher não é escrava, filhos não são idiotas. E a vida é bem mais do que pensamos.

 

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve em http://www.simoesfilhoemfoco.com.br e http://www.cepabrasilba.org.br

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