Saber controle e domínio


AControle-Social psicologia é confundida com conceitos do senso comum, embasada em concepções medievais; no mínimo uma coluna de ignorância, uma ponte para o inferno de Dante. Na atualidade, uma grande caça às bruxas é exercida em nome, não de Deus, mas, de uma capacidade arguitiva de entender o outro, o mundo e seus contextos com perguntas interjetivas, conjecturas elucubrações frívolas.

Evidentemente, procede-se assim, numa concepção cartesiana a partir de uma prática subjetiva da emoção, da cognição e da fruição íntima; nós já sabemos. Somos os novos carrascos: medimos, julgamos, decidimos e sem olvidar, execramos àqueles díspares de nossas exigências. Os outros, distantes de nossos padrões de nobreza, beleza e interesses, devem volver-se para nossos interesses e nos servir. Sempre lembrando “quem quer sorrir, tem que fazer sorrir…”. Ainda que se anulando, deve-se capitular e entrar no padrão automático: obedeça sem pensar; cumpra sem exigir.

O conjunto social, ao qual, fazemos parte, é nobre em exibir suas motivações para não conduzir esforços, investimentos na validação das práticas positivas. Nós sabemos, afinal, a nós nos entregaram as chaves, os poderes e a autoridade de decidir: quem vive e quem é banido, quem sai na foto ou quem é esquecido, perdido. O respeito ao outro é vilipendiado. As práticas dos outros não têm valor, quando os mesmos não seguem aos ditames das nossas orientações disciplinares, vide Corpos Dóceis –– Vigiar e Punir, M. Foucault (1987); ou seguem as nossas ordens ou nada feito.

O que pode ser afirmado sobre nossa humanidade, sem nos ferir, sem exibir as nossas vergonhas? O que pode ser conflitado com as necessidades do outro, às quais, as necessidades básicas não são saciadas. Onde se infere da leitura de Wallon, são as nossas necessidades básicas as limitadoras de nossos auspícios mais altos. E assim, não somos saciados nas nossas necessidades fisiológicas para não altearmos, via ego, às buscas mais altas dos lugares, nos quais, são dos donos, os quais, devem permanecer cativos aos que já detém os poderes.

A nós, nos resta, obedecer sem pensar.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve emhttp://www.simoesfilhoemfoco.com.br ehttp://www.cepabrasilba.org.br

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