Sou contra o Impeachment da Presidente Dilma


dilma-presidenteHá 8 anos eu dizia que não votaria no PT. Dizia por pesquisa, para saber o voto ideológico das pessoas ao meu redor. A resposta sempre era baseada nas ideias: “Um negro nordestino? Toma vergonha, você tem que votar no PT. Você tem PROUNI? Tem FIES?” Ouvi gente da educação gritar este discurso. Bradavam: “Fulano que vivia no aluguel hoje tem o cantinho dele”; “Beltrano que nunca ganhou bem, está em outro Estado”; “Sicrano que mal tinha dinheiro para comer está na faculdade”. E, até a ONU elogiava os avanços em detrimento da pobreza e a favor do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.

A força do poder da economia brasileira não é somente Americano do Sul, é Internacional. É um sistema complexo e dentro da conjuntura internacional, vai muito bem. Basta contemplarmos, além de Angela Merkel no Brasil, vide as estatísticas de vendas de smartphones. A política é antiga, mas, mais forte é a economia. O Brasil faz papel importante na economia internacional, a presença das empresas internacionais: TIM, Philips, Renault, Santander, Volkswagen e Peugeot; O Brasil utiliza boa parte do percentual de negócios da EU – União Europeia, ficando entre os 5 maiores do mundo. As estatísticas do início de 2015, enfatizaram a 9ª posição no ranking das exportações norte-americanas, perdendo apenas para Canadá, México e China, os maiores importadores de mercadorias dos Estados Unidos. No ranking dos exportadores, se posiciona no 17º lugar. Ruptura brusca de governo pode ter consequência catastróficas. Deixa como está para não piorar. Precisamos de outra guerra? As estatísticas já indicam que a vida nos Estados brasileiros mata mais que as guerras em curso. Esse governo é democrático, saiu das urnas e, o Impeachment juridicamente existe controvérsias. Estudar para construir um pensamento: Onde há ética na Justiça? Ou onde há Direito sem ética?

Quando Hegel no prefácio de Princípios da Filosofia do Direito, afirma: “O que há entre a razão com o espírito consciente e de si e a razão como realidade dada, o que separa a primeira da segunda e a impede de se realizar é o estar ela enleada na abstração sem que se liberte para atingir o conceito”, promove em nosso filosofar, continuar procurando a razão da fúria dos grupos políticos, no calor desta concepção pró impeachment e o saber/conhecer das estruturas de ônus e bônus deste os tempos do DNER.

Com a máxima data vênia, a mesma propositura filosófica deu-se na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual, os jornalistas aduziam de suas respostas, na qual, cravaram o emblemático: “nao sei de nada, nao vi nada e nao ouvi nada”. O Impeachment não virou fato. Em 2005, a minha analogia era: “Como um pai na sala de estar pode saber o que acontece na cozinha? E como um pai que vai trabalhar às 05:40 pode ser responsabilizado pelas ações do filho no futebol da escola as 16 horas?” Naquela conjuntura, estabeleceu-se pacífico a ausência de culpabilidade para o pedido de Impeachment do presidente Luiz Inácio. Pergunta-se, o que mudou da estrutura nacional de licitações de 2004 para 2015? É sabido existir no sistema de Ministérios no Brasil, um verdadeiro recorte de partidos oposicionistas, salvo raras, raríssimas exceções, os quais, não coadunam com a filosofia de ministeriar para compor.

Por outro lado, não lado, mas, no conglomerado das estruturas econômicas e seus participantes. Desde os bancos às grandes empresas. Vide compra do banco Pan-Americano pela Caixa, uma sociedade de economia mista a serviço da administração pública, isto em pleno governo Lula, e óbvio, as decisões deste porte são aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, tudo em pleno exercício jurídico e completa legalidade. Digo isto para ilustrar não a forma do negócio, mas, a extensão desta possibilidade a outras pequenas empresas brasileiras. A União socorre os mais fracos para não existir perda de muitos.

Percebe-se, assim, necessárias algumas perguntas: Quais os crimes de responsabilidade civil subjetiva e objetiva na administração do governo brasileiro neste momento? Eis que muitos acusam, mas, onde estão as provas? A voz de outros em processo? Assim, os citados por Delcídio Amaral, também têm que se explicar?! Qual a responsabilidade das instituições competentes de repressão, fiscalização e auditorias das empresas e órgãos públicos, referidamente dos crimes contra o patrimônio de empresa pública federal? Qual a validade das investigações administrativas ou policiais e seus desdobramentos processuais? E por fim, qual a vertente ética do processo de Impeachment contra a presidente Dilma?

Em tempo, pessoalmente, como brasileiro entendo existir uma crise moral. É o médico que burla o plantão; o motorista de serviço que passa direto no ponto e não conduz o assalariado ao trabalho; o eleitor que aceita pagamento de água, energia e remédio em troca de voto (isso é utopia); o condutor que aceita pagar propina ao policial para liberar o carro; é o cidadão apressado que fura a fila no banco. A política e o político são o reflexo de quem nós somos. E, aí, nessa inversão de valores, nós não decidimos escolher com sobriedade. Votamos em qualquer um? Não, nós escolhemos os melhores. Mas, na hora da posse, na hora de governar estão todos juntos.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve emhttp://www.simoesfilhoemfoco.com.br ehttp://www.cepabrasilba.org.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/30589-caixa-queria-acordo-porque-silvio-santos-era-dono-de-tv.shtml

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