Reflexões sobre a ditadura da beleza


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Às vezes, se compreende não existir, nada tão mesquinho quanto a ditadura nas relações interpessoais. Ivo Pitanguy (2007) já condenava a “imposição do marketing sobre o conceito de beleza”.

Quando uma mulher de partes plásticas bem definidas se afeiçoa a um homem sem as devidas compensações frente aquele “monumento”; alguns farão, seja por “brincadeira” ou “maldade”, vínculo entre a condição não aceita conceitualmente dos gordinhos e as outras possibilidades para estabelecimento desta relação.

Na atualidade, constantemente combatido como desconstrução a uma sociedade saudável ou a dicotomia Esparta versus Atenas, isto é, saber literário versus beleza física. É possível ser gordo e ter saúde?

Há uma ditadura do padrão preconizado pelo marketing como “bom”, eficaz aos efeitos visuais, sim. Existem conceituações a serviço de um planejamento estratégico voltado a satisfação da estrutura hegemônica. Seja ela da indústria de cosméticos ou de cirurgias plásticas.

O que não se conquistou, ainda, indiscutivelmente é respeito ao outro, não somente no padrão estético, contextualizado como beleza; como a valorização da pessoa, da autoestima, da personalidade, da ética e seus atributos morais, da vontade, da libido, do amor.

O comércio das virtudes humanas, a transformação da pessoa em mercado, a desvalorização da autoestima do outro em favor do custo benefício conquistado nestas relações, representam a bestialidade deste século.

É lamentável, ser o homem a engrenagem da estética e não a estética a favor do homem. E assim, a razão é sempre mesquinha, quando se coloca ao lado do verdadeiro sentimento, disse Honoré de Balzac. Afinal, amem-se como são. E, com a licença poética de Emicida, mais importantes não são as virtudes conquistadas via photoshop.

 Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve emhttp://www.simoesfilhoemfoco.com.br ehttp://www.cepabrasilba.org.br

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Uma consideração sobre “Reflexões sobre a ditadura da beleza”

  1. Inclui-se outro detalhe, a título de protesto: e essa ditadura ainda é branca, impondo a certas criancinhas, por exemplo, a excessiva utilização de cosméticos destinados ao alisamento e, passemo-nos, claramente de pelo. Deixa Jesus voltar, pois minhas críticas são como a fumaça que se dissipa no vento.

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