Transformação, mudança, focamos na resiliência


resilienciaEstamos todos dentro de um grande turbilhão de conflitos. São conflitos de classes, conflitos de gêneros, conflitos trabalhistas. São conflitos de domínios, conflitos econômicos, conflitos partidários diversos. Conflitos de fé, e, haja religiões e filosofias doutrinárias a tentar nos apontar um caminho. Conflitos, conflitos, conflitos. E hajam conflitos a agir contrários, concomitantes e insistentes.

Na leitura de José Tavares, in Resiliência e Educação encontramos a seguinte constatação: “É neste sentido que resiliência possibilita uma outra visão do mundo e implica e, em certa medida, exige formas de conhecer, aprender, de ser e estar nas sociedades atuais e futuras distintas em que a educação e a formação dos cidadãos terá que se processar em moldes diferentes. Resiliência poderá ser uma das chaves para nos abrir a esse grande desafio, fazendo apelo ao desenvolvimento equilibrado e progressivo de dimensões humanas que, embora se apliquem aos objetos físicos e biológicos, são próprias, sobretudo, das pessoas e das organizações, como a reflexibilidade, a flexibilidade, as capacidades de aprender e desaprender as coisas inúteis para empreender, agir e resistir, sem quebrar, no meio das mais diversas contrariedades, de ser, comunicar, saber estar, sobreviver”. (TAVARES, 2001, p.1).

Muitas vezes, nós afirmamos com palavras e ações a nossa desistência (resiliente) em mudar. Eventualmente, nós podemos até ter uma ligeira consciência da grande diferença entre mudança e transformação. Entretanto, nos negamos resilientemente, a ambos.

Evidenciando, inconscientemente a forçado do sentido etimológico de resiliência “como qualidade de um material ao choque, à tensão, à pressão que lhe permite não perder o equilíbrio”, talvez pudéssemos dizer que, o que se pretende ao tornar as pessoas mais resilientes na sociedade emergente, através da educação e da formação, é prepara-las para uma certa invulneralidade que lhes permita enfrentar com flexibilidade, “elasticidade”  e persistência, situações altamente adversas, agressivas e, até, desconcertantes e violentas que a vida certamente irá colocar. […] Antes, pelo contrário, tudo deve encaminhar-se no sentido de tornar a pessoa mais forte, mais equipada para poder intervir, de um modo mais eficaz e adequado, na transformação da própria sociedade em que vive e convive para que ela seja menos violenta, mais segura, mais justa, mais pacífica, mais razoável e tolerante. Mais uma vez em Tavares.

Concluindo, estamos num longo caminho a percorrer.

TAVARES, José (Org.). Resiliência e Educação. São Paulo: Cortez, 2001.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve emhttp://www.simoesfilhoemfoco.com.br ehttp://www.cepabrasilba.org.br

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