Me acostumei com você sempre reclamando da vida


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Óleo sobre tela. A pintura, a tela grossa antiga, foi reintelato e montado no frame nos últimos tempos. A pintura Naïf cretto e delimitar de forma limpa alegada datam da virada do século passado. Assinatura, não identificada, no canto inferior direito.

As pessoas estão queixosas, revoltosas e raivosas contra a lógica do últimos tempos: ‘Me acostumei com você sempre reclamando da vida’. De que se queixa o homem senão de seus próprios pecados? Nós temos que abraçar a ideia de que todos os dias somos levados como ovelhas mudas ao matadouro. Mesmo quando à nossa volta sejamos chamados a ilusão de que “com Jesus no barco tudo irá bem”.

Esta espera de bonança é maravilhosa e nos deixa mole para a exigência de confrontação do pecado na nossa casa, na igreja e na sociedade. A exigência de calarmos está acentuada a cada dia mais. Ações delituosas e ilícitas estão cada vez mais legitimada pela concepção de que os fatos da aceitação social deverão ser aceitas pelo Direito. Não é possível remarcar os limites estabelecidos anteriormente, sem sermos duramente rechaçados com acusações e afrontas.

É uma lógica simples, exigível apenas para poucos. Apesar de que muitos de nós já passamos por estas situações, não vivida por pouquíssimos. Quando vemos uma pessoa caída, não ajudamos, afinal, quando alguém chegar, poderá pensar: “Você a fez mal e agora está tentando a ajudar…”; Quando alguém grita por socorro, nós corremos para nos proteger sem darmos ouvido ao apelo de ajuda daquela pessoa… Afinal, alguém pode nos alvejar ou nos confundir com o alvejador.

“Me acostumei com você sempre reclamando da vida…”, canta Rita Lee em Doce Vampiro. Nós nos acostumamos; e, qualquer abordagem para nos retirarmos desta nossa jornada leve, morna, plástica por toda a vida, nos dá uma redundante sensação de que o outro não é responsabilidade nossa. Nós precisamos transformar a nossa própria vida, desta vidinha ridícula e simples em uma vida que muda a vida do outro e da sociedade do outro.

Nesta abordagem, encontramos nas escrituras bíblicas chamadas importantíssimas, às quais, nós nos alijamos da responsabilidade; passamos de largo e deixamos o moribundo sem ajuda. Exatamente, como acima exposto, pois, as despesas, o cuidado e a responsabilidade voltará para nós. Caminhamos mais adentro das Sagradas Escrituras e encontramos desde o próprio Jesus a João Batista; indo ao Velho Testamento nos fatos da vida de José do Egito para compreendermos que a visão das coisas espirituais não são apenas as tomadas pela nossa compreensão carnal; basta uma simples leitura para entendermos que a interpretação humana das condutas espirituais produzem reações infernais imediatas.

Numa analogia simples, quando não nos esquivamos de ajudar ao perdido a encontrar a própria libertação; do fraco encontrar força; do pecador abandonar ao pecado; do cansado sentir o refrigério; absolutamente e com plena certeza, a ação infernal enviará seus agentes para atuarem. Jesus encontrou uma mulher e a pediu água de beber (o que poderia ser interpretado como uma insinuação sexual: ‘satisfaz a minha necessidade’). Em seguida, Jesus a interpela: “Onde está seu marido?” O que poderia mais uma vez, ser interpretado como um apelo sexual. E a mesma respondeu: “Não tenho marido”; e Jesus observou: “Bem dissestes, pois já possuiu 5 homem e, o qual, possui agora não é seu”. A constatação da vida de prostituição da mulher colocava em risco a integridade de Jesus? Não, Jesus por certo estava cônscio de que a verdade que ilumina o perdido tem mais valor do que as condições de julgamentos humanos sempre fraudulentas e lastreadas de interpretações levianas e errôneas.

É bem como canta Edson Gomes: “Juventude toda perdida…” É uma constatação? É uma profecia? É uma ofensa? E nós, ficamos entre a cruz e a espada, se dissermos, se alertarmos seremos condenados, se nos calarmos. Quem nos livrará da angústia desta morte? Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve emhttp://www.simoesfilhoemfoco.com.br ehttp://www.cepabrasilba.org.br

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