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Um balanço anual

Quando o balanço anual de investigações, processos e sentenças terminar, a conclusão no rodapé será única: falta de educação. Enquanto na capital fortaleza basta se colocar os pés na faixa de pedestre para que os automotores parem, na Bahia se é atropelado em pleno semáforo apontando verde para o cidadão.

Naturalmente, não temos nenhum pudor em apontar a educação e suas mazelas como responsáveis por uma estrutura social corrompida e corrupta. Não obstante, é um erro lançar sobre o professorado a responsabilidade dos custos destes informes malsucedidos; seria mais coerente afirmar que a culpa é da família de onde vem o DNA da personalidade, do caráter e da ética ou não-ética. Complemente-se a este raciocínio: “Macieira não dará os frutos da videira”; cada um dará frutos segundo sua própria natureza.

Há alguns anos a abordagem das pessoas era contrária aos programas de bolsas estabelecidos no Brasil. Ideia de Antonio Carlos Magalhães, Fome Zero. Programa tão contestado pelas esquerdas do país brasileiro, hoje abraçado como salvação para retirar da miséria milhões de brasileiros. Entretanto, infelizmente, o que grassa o país é o exército de zumbis fomentados pelos narcotraficantes em pleno Estado Democrático, debaixo da inércia dos órgãos de prevenção e repressão.

Não é responsabilidade do professor responder pela formação sociohistórica do indivíduo em seu seio familiar e em demais relações sociais. Esta é responsabilidade da família, infelizmente, vivemos uma crise de laços familiares reais. Um verdadeiro simulacro de sentimentos e emoções. Ao Estado uma responsabilidade maior, este atua para desestabilizar a família e a escola quando programam a retirada de limites aos educandos. Eram estas instituições as mantenedoras dos limites e das tradições, infelizmente, no momento, temos uma grande crise sociourbana. Uma guerra civil não declarada e uma epidemia de narcóticos em plenas ruas do Brasil.

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho e Conselheiro do CEPA


Uma ESCOLA com letras maiúsculas

“Recentemente, com o neoliberalismo, é frequente o abandono da idéia do nacional brasileiro, com a sedução de um imaginário influenciado por forte apelo da técnica e aceitação tranquila da força totalitária dos fatores da globalização.” (Milton Santos)

Existem constatações simples: onde houver ausência do Estado haverá o caos gerando suas desordens e violências; onde houver ausência da família (pai, mãe, irmãos, tios, tias, avós) o mal chegará. As pessoas respeitam estruturas, se elas não respeitam as estruturas da sociedade em que estão inseridas, elas jamais estarão centradas. Assim, quando o homem não respeita o pai, a mãe e não respeita a polícia, a quem ele respeitará?

A ausência do Estado na educação básica, na estruturação social – a teoria do Dr. Milton Friedman, destacado economista internacional e detentor de um Nobel de Economia – propõem ausência do Estado nas questões precípuas da vida em sociedade. Nós conseguimos entrever quais as conseqüências conquistadas no Rio de Janeiro devido à incompetência do Estado em providenciar saúde, moradia, lazer, emprego e renda, escola, vida social e segurança. Um poder paralelo cresce na segurança devido à falência do Estado carioca em gerir a segurança dos seus congregados; os bailes funks patrocinados pelos líderes traficantes (sim, eles são líderes, seguidos, amados e protegidos pela vida de muitos), satisfazem a fome de evento não satisfeita pelo Estado.

Na década de 80, a Escola, (havia ESCOLA com letras maiúsculas), com professores comprometidos, famílias participantes, alunos interessados em construírem conhecimento e aptidão para estarem inseridos no mercado de trabalho. A Escola exercia e atuava num campo minado, no qual, a possibilidade de desvio era equilibrada com a relação de poder que a escola exercia sobre o indivíduo. A partir da década de 80, foi somente declínio, quando o Estado abandonou a Escola, não poderia a abandonar nas mãos de pessoas inescrupulosas, mesquinhas, egoístas. Quando abandonamos as estruturas da Educação, estamos fazendo-a sucumbir. E foi o que aconteceu.

Necessitamos hoje de uma escola-clube. Atrativa mais que o quarto com computador, violão e Home Theater. Uma escola que nos dê prazer chegarmos e desejarmos não irmos para casa. Com uma relação estabelecida entre professor/aluno sem terrorismos, sem compromissos de destilação dos ódios secretos, dos traumas passados. Sem reconstruirmos esse élan, jamais conseguiremos resgatar a escola com letras maiúsculas para o seu lugar em nossa sociedade, no lugar em que ela não deveria jamais sair.

Caetano Barata

Publicado no Jornal A Tarde de 19 de dezembro de 2010.



Ficha limpa para todos

Se a ficha não é limpa, está provado que a tal deusa da Justiça é cega realmente como a esfinge que a representa. O élan da justiça se desfaz e mais uma vez teremos que admitir: justiça somente a de Deus, porque a justiça dos homens é falha. Sabemos todos que quando a fraqueza é investigada, a punição é certa; e os cárceres estão cheios de José, manes e joãos sem instrução, sem presente, com péssimo passado e futuro continuado à margem dos direitos que deveriam valer para eles também.

Quando um pobre desempregado busca emprego, sua patroa pode lançar mão de pesquisa para saber de sua vida pregressa e abortar a assinatura na carteira. Esse mortal não tem direito a recurso, nem alegações, contra-argumentações, está condenado sumariamente: continuar desempregado.

Não sou incrédulo, mas quando o assunto é o direito constituído, considero necessário lembrar que a jurisprudência foi constituída para que justiça seja feita. É como a ludicidade: cada um tem um conceito, o lúdico para um não é lúdico para outro. Assim é feita a justiça nacional brasileira. A cada um o seu quinhão e não venham me dizer que isso é novidade. Já faz tempo que aquele que tem razão perde seus direitos, afinal, pode-se ter razões e direitos mas, pelo que vê o magistrado o outro lado tem mais razão.

Justiça seja feita, não há deveres para quem tem feito favores. É impossível parar essa engrenagem voraz, mordaz, cruel, sarcástica e vingativa. É bom que se diga: quem tem com que pagar, não deve nada à justiça. É de bom alvitre não se meter com a deusa de olhos vendados, sua parcimônia tem custo, paga-se com a liberdade ou descanso na morte.

Caetano Barata



Nós temos nossos ídolos

Os nossos ídolos são pessoas que se identificam com nossas histórias: abandonados pelos pais, mães fracas, vida difícil, escola tosca, condição rudimentar de construir um futuro sólido, digno e especialmente satisfatório comunicar aos outros: eu venci apesar de todas as minhas dificuldades… Esse é o sonho que nos alimenta. É certo que muitos dos nossos ídolos não são verdadeiros, são forjados no fogo das máscaras e das encenações teatrais “epopéicas”. Alguns não sentiram nada, viveram muito melhor do que a vida que teria de junto da mãe alcoólatra, pai viciado, desempregado, sem ter onde cair morto. É duro? Não, é a realidade construída por essa “máquina mortífera” ao longo dos tempos.

Os tais ídolos, venerados em muitas vezes, são filhos da nobreza, burguesa, capitalista, bem dotada de todas as regalias que a vida fácil pôde oferecer. A nossa miopia não consegue ver a diferença entre alguém que teve tudo: família, boa formação, dinheiro e foi formado para cultura, classe e poder. Os que aproveitaram tudo e desperdiçando tiveram que relutar erguendo seu império através de seus esforços, muitas vezes, não são seguidos porque tiveram tudo e jogaram fora. Os que nada tiveram e “venceram” na vida, isto é, conseguiram sustentar sua vida com respeito, dignidade e singeleza de coração deveriam ser os ídolos reais… Entretanto, estes são considerados esterco. Uma exceção diante da regra de derrota. Os pobres, os fracos, os da periferia, suburbanos são sempre visto como incapazes de alcançar condição de disputar com os ricos.

É difícil, quando consideramos ser possível sem conhecer uma pessoa termos condições de avaliar o caráter desta pessoa. É triplamente doloroso julgarmos alguém por nos arrepiarmos, por não irmos com a cara pessoa, não irmos com a cor da pele, não irmos com o cheiro, e também, não gostarmos de pessoas de determinadas regiões. Pessoas que pensam assim, não podem escolher seus ídolos corretamente, não podem ter amigos verdadeiros, não podem ter empregados efetivos nas suas empresas e por fim, terão dificuldades em serem felizes. Estarão sempre estribadas em avaliações equivocadas, obtusas e lamentavelmente antiquadas.

Caetano Barata


Com o rei na barriga

A elegância de alguns homens é impressionante. Muitos conseguem ser elegantes mesmo quando a situação é inequivocamente vexatória. Quando encontramos alguns homens vociferando ou “cuspindo as velhas vespas”, lembramos que o mais antigo dos provérbios populares diz: “O mundo dá muitas voltas”. Às vezes, quando estamos em posição de luxo, destaque, riqueza ou função superior incumbida pelo chefe, temos entre as nossas características a estupidez como virtude e o exagero como modéstia.

Usar a força, gritar: “Você sabe com quem está falando?”, “Se conhecesse minha família não falava assim…” Dentre outras pérolas da visão distorcida do “ser alguma coisa”. Podemos ver ou fazer de tudo. Entretanto, quais elementos nos fazem agir assim? Vai saber como isso se dá. Quem vai se meter? O melhor é pedir desculpas e não repetir o esbarrão no sujeito. Ego ferido é o mais lamentável das doenças da mente.

Pessoas que fazem tempestade num pequeno copo precisam de cuidado especial. A ignorante explosão pode redundar num crime impensado. Lamentavelmente um pouco de mordacidade nem sempre é bom, mas para sobrevivermos não faz mal examinarmos se no passado a vida foi dura com essas pessoas e se elas não aceitam terem sido a pessoa que foram. Algumas têm orgulho do tempo de vender rolete, picolé, pamonha, de vender balas; outras repudiam o tempo de dificuldade, a vida passada de fome, sofrimento ou angústia.

Sob o signo da compreensão, tolerância e muito equilíbrio é que a paz entre os homens se estabelecerá. Queremos paz? Sim, nós queremos. Difícil é estarmos atentos quando o espírito guerreiro faz força para vencer a disposição para a paz. Infelizmente, por alguns segundos de irreflexão… muitos estão mortos e outros estão presos.

Caetano Barata


Àfrica Colônia cultural brasileira

Do aeroporto ao hotel, o ônibus da Seleção de futebol da Coréia do Norte foi escoltado por policiais. No local da concentração, 20 homens faziam a segurança. De camisa amarela, da seleção sul-africana, as recepcionistas deram as boas vindas. Enquanto isso, as caixas de som tocavam “Parapapapapapapapapa / Paparapaparapapara clack bum / Parapapapapapapapapa / Morro do Dendê é ruim de invadir / Nós, com os Alemão, vâmo se divertir“.

O tema do filme Tropa de Elite é bastante popular no país da Copa. A música é executada em festas, em danceterias e até mesmo na comemoração da final do Super14, principal torneio de rúgbi do mundo, que foi disputado no último sábado e vencido pelo Blue Bulls, time de Pretória.

Podemos chamar essa influência na música africana de colonização cultural. Aprendemos isso da culturização e influência americana em nossa elite. É uma demonstração clara da colonização intelectual que os americanos fizeram na década de 80 no Brasil. Raras músicas brasileiras eram executadas em nossas rádios, os brasileiros estavam embriagados com a cultura USA. Até as inspirações existentes tinham o timbre da família americana, citarei alguns nomes de grupos musicais da década de 80: The Fevers, Kid Abelha, Blitz, Fausto Fawcett, Gang 90 e as Absurdettes, Celso Blues Boy, Rádio Táxi e os Engenheiros do Hawaii cantando a famosa Infinita Highway.

À época condenamos tanto a colonização cultural, entretanto ela é inevitável. Nossas rádios estavam impregnadas de música americana. No final da década de 80 aconteceu o boom do axé music (olha outra influência) conquistando maior espaço nas mídias (tv e rádio). Enquanto a África vai aproveitando o que há de melhor, nós brasileiros vamos descartando a influência negativa da intelectualidade americana.

Caetano Barata


Entre a incoerência e a lucidez

Algumas das bandeiras preferidas pelos novos e velhos politicólogos são em sua maioria decorrência dos gregos, principalmente os ideais políticos modernos como justiça, a liberdade e o governo constitucional, foram criação dos gregos antigos. Foi a Grécia a pioneira a lançar as sementes da idéia democrática. Certamente, não é essa conservada pelos filósofos modernos e, talvez os gregos antigos não nos considerassem democráticos, porque presos ao formalismos desse regime.

Se pressupomos democracia onde a liberdade expressão é tolhida, condicionada, castrada e punida com suspensão, banimentos e execração. Precisamos nominar o conceito exarado na Carta Magna do Brasil. Se um Estado que se pretende democrático relega a liberdade de expressão sem considerá-lo um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático, qual será o conceito de democracia dos nossos futuros brasileiros?

O artigo V da Constituição de 1988, afirma: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”; qual será a ferramenta que garantirá a não vulnerabilidade e até mesmo a anulação do valor desta declaração? A postura e a postulação de “alguns grupos” não podem ser respaldadas nem pelo Direito Legal, nem pela opinião pública e muito menos pelos meios de comunicação que conhecem muito bem as consequências, quando o direito da liberdade de expressão é excluído da condição inicial do cidadão.

A postura da Comissão de Ética do PT, quando suspende os Parlamentares deputado federal Henrique Afonso (PT/AC) e Luiz Bassuma (PT/BA) que foram outorgados pelo voto direto do povo para representá-lo com sua voz, capacidade e principalmente consonância, consuma a ilegitimidade de retirar um Direito emanado do povo para os Parlamentares. E ainda, mais óbvio, basta analisarmos se o povo brasileiro é em sua maioria contrário ao aborto. Se assim, o é, onde está a ética dos que contrariam a opinião pública?

Há muito tempo a política convida os homens à tolerância. Ao diálogo, ao bom senso, ao consenso. E lamentavelmente, em pleno século XXI, num Estado que se diz democrático tivemos que expectar e sem acreditar, mais uma vez, com os próprios olhos vermos a incoerência tornar-se exemplo e a lucidez ser considerada loucura.

Caetano Barata

A sublime relação de Deus com os homens

Acreditando que a concepção e a maternidade é um dos momentos mais sublimes na relação entre Deus e a obra prima da sua criação: o ser humano. Questiono qual o fator preponderante para a causa mortis de tantas mulheres no Brasil no momento da parturição.

A ciência da estatística é uma das ferramentas mais importantes de aferição social. Estima-se que o número de abortos realizados no país passe de um milhão ao ano, resultando em 220 mil complicações hospitalares. Além disso, constitui-se como uma das principais causas de mortalidade materna.

Todos sabem que o provável resultado de uma relação sexual é a gravidez. Quando alguém argumenta sobre o Direito existente da mulher sobre o próprio corpo, consequentemente nós sabemos que já é assistido pela legislação, quando ela o usou para relacionar-se sexualmente tomando as medidas para evitar a fecundação ou aceitando a possibilidade de engravidar. É óbvio que aborto não pode nunca ser considerado método contraceptivo, objeto de impedimento da gravidez.

Quanto ao Direito de viver do ser humano em formação? Quem é responsável em defender? É precípua a luta em impedir a banalização do aborto, quando é dever do Estado proteger o cidadão nascituro.

Meus respeitos e consideração ao Deputado Federal Luiz Bassuma, pela força, destemor e coragem com os quais tem se posicionado, sem utilizar-se de artíficios para ficar sobre o muro. O ato abortivo não é apenas uma questão de aspecto religioso ou moral, é também, uma questão de saúde pública e deve ser visto antes como crime hediondo, um crime contra um ser humano indefeso.

Caetano Barata
(Publicado no Jornal A Tarde no dia 08 de Setembro de 2009.)


O eufemismo na Economia, na Saúde e na Segurança Pública

Talvez seja muito normal quando temos a incumbência de dar uma notícia de morte, nós usarmos uma palavra mais branda ou buscarmos uma expressão mais suave para conduzirmos o outro à dura notícia da morte de um ente querido.

Entretanto, na condução do poder público, na administração das causas do povo brasileiro a utilização de diminutivo, numa tentativa grotesca de minimizar a preocupação, o desgate; em detrimento da necessária necessidade do conhecimento por parte de toda a população, o uso do eufemismo é no mínimo irresponsável.

Dizermos não haver violência, nem crise econômica ou rejeitarmos a existência clara de uma pandemia internacional do H1N1 é no mínimo improbidade administrativa.
Estamos num Estado democrático quando há a rejeição das necessidades do povo, quando o grito que vêm das ruas: “Socorro! Eu não quero morrer” e o temor natural quando alguém espirra ou o susto durante a ida aos mercados nacionais causando dor em ver seu trabalho não corresponder à exigência dos preços?

Enquanto isso, alguns dizem na mídia que há uma “marolinha”. Não seria estúpida a relação: não há violência, não há crise e não há gripe, quando alguém argumenta ser necessários óbitos para o desenvolvimento de uma vacina eficaz?

A implementação de um Estado verdadeiramente democrático pressupõe a existência de conhecimentos necessários para a própria defesa de cada um e dos administradores uma consciência, não essa sempre culpada; mas a consciência limpa, satisfeita apesar de não ter podido ter feito mais, ter feito o melhor possível.

Caetano Barata


Reconhecendo a Síndrome de Peter Pan – o Homem menino

O psicólogo americano Dan Kiley, na década de 80, escreveu um dos maiores sucessos na linha de livros de auto-ajuda, A Síndrome de Peter Pan. A idéia principal da história do romance é o menino que se recusa a crescer e envelhecer e vive no mundo encantado da Terra do Nunca.

Peter Pan é um personagem criado por J. M. Barrie para sua notória peça de teatro intitulada Peter and Wendy. O nome provém de duas fontes: Peter Llewelyn Davies, o mais novo dos rapazes naquela época e de Pan, o malévolo deus grego das florestas.

A principal dificuldade do homem com a Síndrome de Peter Pan é a transformação dos sentimentos, vontades e quereres em ação, execução e conclusão. As exigências da vida em tomar uma atitude (ação); promover uma ideia cabível e naturalmente preemente (execução) e retonar com resultados satisfatórios (conclusão); são as responsabilidades em deixar o homem com a Síndrome de Peter sempre na terra do não alcançei (A Terra do Nunca).

Em sua maioria são homens que não conseguem finalizar a dependência materna. E quando conseguem, eles transferem para suas conjuguês a ação, execução (planejamento); conclusão (eficácia da ação e da execução). Quando estão no limite de assumirem suas próprias vidas resistem ao casamento e a independência da relação materna.

Essa é a visão psicológica dos autores na época. Entretanto, a psicologia sempre está avançando e na procura de soluções ou de menos agravamento. É o que se espera. Ampliarei esse assunto em outro momento.

Caetano Barata


Ronaldo Fenômeno Autoestima Corinthians

No século XIX, dizíamos: o homem influencia o meio e o meio influencia o homem. Um exemplo bem característico desta influência é a presença de Ronaldo, o fenômeno, no elenco do Corinthians.

Ronaldo tem um dos melhores históricos dentre os vários jogadores em atividade no mundo. No PSV Eindhoven, da Holanda, Ronaldo destacou-se como artilheiro, tendo marcado 67 gols em 71 partidas oficiais. Em seguida foi transferido para o Barcelona por US$ 20 milhões. Apesar de ter disputado apenas uma temporada pelo time catalão, Ronaldo deixou sua marca: foi o artilheiro do Campeonato Espanhol, com 34 gols em 37 partidas. O reconhecimento veio sob a forma do prêmio de melhor jogador do ano da Fifa. Em meados de 1997, o atacante conseguiu uma complicada transferência para a Internazionale, da Itália, por US$ 28 milhões, quando ainda tinha 21 anos de idade. Marcou 25 gols em sua primeira temporada e ganhou o apelido de “Fenômeno”. De quebra, foi reeleito o melhor do mundo pela FIFA.

Tudo isso serve como plataforma para a qualidade de auto-estima de todo o grupo do Corinthians . A auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A existência de auto-estima demasiadamente elevada pode levar ao narcisismo, e baixa, pode estagnar a ação do indivíduo junto ao meio.

É necessária a formação de líderes com boa qualidade de auto-estima nas famílias, nas escolas, nas associações e em todos os segmentos da nossa sociedade. Exemplos como o de Ronaldo e o Corinthians servem para entendermos como podemos mudar o meio e como o meio nos atinge promovendo transformações muitas vezes positivas e a nós só nos interessa o melhor para nossa sociedade.

Caetano Barata


Desagregação Familiar

Em primeiro lugar, observando os novos costumes, lembrei dos meus tempos de criança: primo não namorava com prima, menino não brincava com menina, calça era usada acima do umbigo, jovem não fumava e não tomava bebida alcoólica, namorados não namoravam dentro de casa e nem dormiam, igualmente.

É uma história fictícia? Não, é real na vida de muitos brasileiros. Filhos e filhas com seus namorados à porta, já não se atém mais apenas ao namoro. E quem apenas namora nos dias de hoje? Namoros escandalosos eram vistos como desrespeito, hoje é visto como natural. Nos meus tempos de menino era comum uma moça virgem, hoje nem se pensa na palavra e nem no seu significado.

Estamos, portanto, na desagregaçao da família, a família está desagregada. A censura tão desvalida, destruída e estigmatizada pelos anais da história; na sua ausência destrói a principal coluna da família. Como diria um filosófo: “A família é a célula mater da sociedade”. Observamos que a má formação dos jovens de hoje redunda nesta sociedade sem valores, sem principios éticos; a começar das chamadas clases altas, médias e até as favelas e subúrbios assim se estabelece, infelizmente.

Vimos no ano passado em São Paulo e Rio denúncias de que jovens rapazes e moças de classe média alta praticavam tráfico de drogas. Onde estavam suas famílias? O que perceberam seus pais? Qual a responsabilidade das escolas e dos educadores? Por que esses jovens não são abarcados pelas comunidades religiosas e não as frequentam, quase sempre? Como esses jovens se perderam?

E, assim, os problemas nacionais e comunitários são devidos ao que chamamos e repetimos: desagregação familiar.

São tudo reflexões de quem pela idade ainda é jovem, não se trata de um ancião. Portanto, estou falando diante da modernidade a que eu pertenço também.

Caetano Barata


Ninguém é melhor do que ninguém

É lamentável, ainda com o passar dos anos, diante das epístolas de Paulo termos nos meios eclesiásticos que repetir as anuências de Paulo e Jesus sobre o julgamento temerário. Estaria eu cometendo juízo temerário agora em que escrevo essas linhas? Não estaria, estou apenas relembrando as palavras do Santo de Israel e do grande fundador das bases doutrinárias do Evangelho.

Não devemos julgar pela aparência.
Devemos obedecer ao outro.
Devemos considerar o outro superior a nós.

Infelizmente, nós nem saudamos a alguns por que nos consideramos mais puros, mais santos, mais limpos e essa saudação vai nos contaminar. Assim, nós nos dizemos seguidores de Cristo. Nós nos consideramos melhores do que muitos, enquanto o evangelho não é pregado. E se nós não formos pregar, quem irá?

Não foi nesse evangelho que eu nasci. Mas, é nesse evangelho que estou sendo criado e mal formado. Onde alguns pobres não se deram conta de que nada possuem e tudo em que está estribado, principalmente seu conhecimento pertence ao Pai das Luzes, segundo Tiago. Não adianta repetir que é a ausência de conhecimento. Todos sabem os remédios e os momentos em que devem tomar, mas, o comodismo nos impede de uma atitude de fé e ação evangelizadora. Afinal, educar exige um esforço, um sofrimento e uma alavanca para mudar aquilo que não está em conformidade com a Palavra de Deus.

Caetano Barata


Passado, exemplo para o presente e futuro

Com muito custo consideramos a história, os fatos passados como possível motivação para ações no presente. Mesmo sendo remota essa possibilidade, tentamos de todas as formas impedirmos análise acurada das idéias, princípios e organização dos grupos.

Ainda restam na America Latina resquícios destas células responsáveis pela reação da política ditatorial existente no Brasil na década de 60 a 80. Podemos considerar, apesar da “incontível” incapacidade do Estado em salvaguardar direitos primários do cidadão: saúde, moradia, segurança; ainda, não foi atingido o deflagrador da insatisfação das Autoridades Militares.

No presente momento, estão sendo liberadas para consulta no site do Arquivo Nacional as atas das reuniões do Conselho de Segurança Nacional demonstrando as idéias e as preocupações com jornalistas, estudantes, clérigos e intelectuais acusados de seguir às ordens cubanas para derrubar o militarismo e implantação do comunismo no Brasil.

Sabemos quão dolorosa foi, e é a perseguição política (de ideal), o terrorismo contra a idéia (censura); o estabelecimento do pânico generalizado. Analisemos a história, seus fatos passados e tenhamos coragem de evitar os motivos deflagradores do estopim da discórdia entre o poder estabelecido e o poder da necessidade do povo.

Caetano Barata


O Obreiro mal formado

Vivemos uma revolução dogmática, substituímos a letra da Palavra pela falta de visão dos ungidos precipitadamente. Será que existem ungidos precipitados? Será que os Velhos, Patriarcas, Anciãos ungiriam alguém que não está apto ou alguém que não foi chamado por Deus? Consideramos que todas as coisas cooperam para o bem; e quando consideramos que Samuel equivocadamente “viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido” (I Sm 16:6). Deus em seguida respondeu a Samuel doce e calmamente: “Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”. (I Sm 16:7)

Isto significa se fizermos precipitadamente escolhas insensatas estaremos incorrendo no erro de oferecermos a Deus não o nosso melhor. E todos sabem que para Deus deve-se oferecer o melhor que se tem como o povo de Israel antes o fazia: “Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao SENHOR teu Deus em Gilgal(I Sm 15:21). Quando escolhemos para nossos ministérios administrativos e/ou espirituais pessoas que não estão aptas a desenvolver o serviço, nós estamos fazendo a obra do SENHOR relaxadamente. Inúmeras vezes como o próprio Jesus afirmou: “Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.”(Mt 15:14)

Na revolução da nova dogmática os obreiros não precisam estudar, não precisam crescer no conhecimento. Infelizmente, uma minoria de ignorantes acha que o conhecimento contradiz a unção do Espírito e incorrem no mesmo erro condenado na carta de Judas: “dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.” (Jd 1:10). Afirmam categóricos que são Bispos, Presbíteros, Pastores mas não precisam saber ensinar, e assim negam o ensinamento de Paulo a Tímoteo por duas vezes, demonstrando claramente que haveria resistência a obrigação de quem ensina não ensinar erradamente, guiando os cegos conjuntamente para o abismo. Muitos não sabem e a própria Palavra de Deus já denuncia o povo era por falta de conhecimento e muitos dirão: está escrito isso na Bíblia?

Confiram, leiam e estudem. Brasileiro não é muito chegado a leitura, apenas usa a Bíblia como um amuleto aberto no Salmo 91.

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. (1 Tm 3:2)
“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor”. (2 Tm 2:24)

Caetano Barata


Filhos de político estudar em escola pública não é a solução dos problemas da escola brasileira

Circula um email sobre proposta enviada ao Congresso Nacional pelo Senador Critovam Buarque no qual os artigos primeiro e segundo dizem:

Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.

Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.

Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

Se é verdade ou não nos faz pensar. Na semana passada, estava conversando com uma amiga do interior que teve seu filho reprovado, a professora do filho dela não era a favor do mesmo candidato a prefeito que minha amiga. Essa pessoa é presidente de um partido político. E agora que o candidato que ela apoiou perdeu… a perseguição vai ser direcionada a ela, na pessoa dela nas suas funções como funcionária do Estado. Enfim… lamento muito que o Senhor Senador Critovam Buarque acredite que os filhos dos políticos podem mudar alguma coisa em Brasília. Se isso resolver, o problema da educação no Brasil está resolvido. Suponho que os filhos de Critovam e neto devam estudar em Londres ou na América. Ou ele mesmo deva ter alguma especialização fora do Brasil. É lamentável tamanha bobagem, enquanto medidas mais sérias deveriam ser tomadas e levadas a discussão dos inteligentes do Brasil.

É um fato inegável, sempre há um motivo maior por trás de determinadas discussões. Se há quero saber quais são. A prioridade na educação brasileira deveria ser a valorização do professor; e depois a construção de uma escola cidadã com uma estrutura de um clube-escola; na qual o aluno tenha prazer em participar e a integração dos alunos em equipes (e não em facções criminosas) de forma que estando inseridos em uma equipe esportiva tenha consciência da sua importância para a sociedade e atue como cidadão exemplar. É óbvio que não haverá escola organizada com família desestruturada sustentada na incidência marginal e nas disposições anti-sociais, dentre elas: o álcool, maconha, cocaína e o crack. Assim, uma boa escola começa pela qualidade de vida que o Estado propõe e dispõe aos pais quanto aos quesistos: saúde básica, trabalho e renda, equilíbrio espiritual e segurança.

É responsabilidade do Estado construir uma sociedade equilibrada, atentando as precípuas necessidades de uma Nação sadia. Entretanto, quando há ausência de bom senso, cabe às instituições organizadas dentro da lei, da seriedade e do respeito atuar com disposição de forma a propor ações importantes para dirimir as dificuldades e solucionar as problemáticas da conjuntura da nação. Isto é mais sério do que se pensa ou se envia email.

Caetano Barata


Não há pás, somente vassouras e tapetes.

O mundo não havia mudado de ano e já demonstrava que seria muito diferente a partir de 2008. Não somente o fato de um negro, jovem tornar-se, sabe-se lá Deus como, Presidente da maior potência do século XXI com expressiva votação de brancos, num mundo onde sabemos que a aparência da tez pesa. O ano de 2009 nem tinha chegado e uma mulher de 70 anos deu a luz o seu primeiro filho; as surpresas continuam e pais negros tiveram um filho branco de olhos azuis causando o maior desconforto familiar diante do nascimento de uma criança inocentemente mais que inocente.

O mes de Janeiro chegou de forma surpreendente a ponto de subjugada ao conceito o mundo trata melhor quem se veste bem e ainda a imagem é tudo. Pretensa candidata fez plástica, certamente atenta ao eleitorado “cara-pintada”; eleitores expressivos do ex-presidente. Bonito, simpático; contrário de antipático e não o eufemismo de feio. O pior Presidente eleito em todos os tempos da democracia pela idéia de que a beleza pressupõe algum carater. Lembro-me bem que a raiva do irmão diante das manobras malignas do mano foi tanta que lhe nasceu 4 coágulos no cérebro. Pelo poder alguns fazem tudo.

É 2009, sei que ainda nos revelará muitas surpresas agradáveis e outras nem tão agradáveis. Mas, sejamos felizes. Afinal, contentemos com o que temos. E quanto ao nariz do político, rugas; nós estamos precisando de outras plásticas. Enfim, esperança de respeito a nossa inteligência se exauriu. Não há nenhuma justiça aqui embaixo mesmo. De sorte, nos restará a alegria de que a desgraça não nos alcançou ainda. Enquanto o abacaxi de Bush e a ilusão de mudanças vão parar nas mãos ou no colo de um humano sem poderes super especiais para acabar com o tráfico de órgãos, de armas, de drogas. Não há pás, somente vassouras e tapetes.

Caetano Barata


Distorção doutrinária e teológica

Diante do acidente ocorrido no templo da Igreja Renascer em São Paulo alguns brasileiros estão, sem saber, emitindo a teoria de Elifaz. A teoria de Elifaz em si, em seu discurso deixa claro que se Jó servisse a DEUS com integridade e lhe adorasse, nunca lhe aconteceria nada de ruim. Todos sabemos que fatalidades acontecem. O sol nasce para bons e maus, justos e injustos.

É bem comum em situações técnicas ouvirmos ignorantes fazerem afirmações absurdas. Lembro-me bem no caso de acidentes com aviões brasileirinhos que nunca entraram em aviões entenderem de manete, trem de pouso, reverso e ainda falarem de aerodinâmica com uma disposição de físico. Neste momento percebemos engenheiros civis sem credencias emitirem laudo perícial sem qualificação… faz parte da alma do brasileiro: se sentir capacitado em toda a ciência. Perdemos tempo de ficarmos calados diantes de nossa própria ignorância.

Por fim, encontramos os teólogos. É o PECADO DA RENASCER. Ignorância das Escrituras. É apenas necessário pensarmos, se Deus for agir conosco segundo nossos pecados já teríamos sido consumidos ou destruídos como Sodoma e Gomorra. Ou como em Dotã o chão se abriu e engoliu metade de um arraial. Quando pensarmos no Deus do Antigo Testamento devemos sempre lembrar: não aguentamos a ação do Deus do Velho Testamento um único minuto; Graças a Deus estamos no tempo da Graça. Jesus veio para derramar sua Graça em nossas vidas e assim o faz para todo aquele que nele crer. As fatalidades e acidentes, infelizmente todos estamos sujeitos a elas.

Caetano Barata


Os Reis da rua da TV e os nossos reis da rua

Os Reis da Rua (Street Kings, 2008) o filme tem “O ganhador do Oscar Forest Whitaker”, “O Duas Vezes Ganhador do Globo de Ouro Hugh Laurie” e é “Baseado em uma história do mesmo criador de Los Angeles – Cidade Proibida”, eles preferem frizar que o longa é “Dirigido pelo Roteirista de O Dia de Treinamento David Ayer”. O filme conta ainda com Cedric – The Entertainer, o Tocha-Humana Chris Evans e o sempre criticado Keanu Reeves no papel principal, o filme nao tem nada de novo. É uma história criada por James Ellroy concluindo em mais um previsível jogo envolvendo policiais corruptos, outros ainda mais corruptos, traficantes e Tom Ludlow (Reeves), uma alma perdida no meio de tudo isso.

O filme tem a proposta de demonstrar que os três poderes são interligados e subservientes aos desígnios malignos engendrados para fazer frente as instituições criminosas, principalmente utilizando-se dos mesmos artifícios do crime; não considerando a Lei, o Direito e a Justiça. Tornando todos que não se adequam aos seus interesses em fora da lei.

Às vezes temo com a exibição desses filmes o mesmo que aconteceu após a exibição de Rambo I (Stallone), alguns policiais saíram atirando a esmo. No enredo de Os Reis da Rua está incutido (claramente) um mundo paralelo de julgamentos, sentenças e execuções lamentavelmente sugerindo (se é que já não existe) um submundo organizado dentro das forças da lei em Los Angeles. Com Leis, Direito e Justiças paralelos.

Existem inúmeras opiniões e correlações sobre o número de mortos (digo, assassinatos) na Bahia e o número de mortos nas guerras no Oriente Médio. Naturalmente, sou contrário a execução sumária. Se há uma predileção na nossa sociedade por matar pessoas, consideremos a existência da Pena de Morte. Imediatamente, surgirão as controvérsias: Justiça no Brasil somente funciona para negros, pobres e outros. A falência do Estado em Segurança Pública é geral e generalizada. Não há culpados, nem inocentes. As políticas públicas de Segurança são ineficazes em sua maioria. Todos sabemos que o narcotráfico está melhor aparatado em armamento do que nossos bravos soldados que tem muito a perder.

Caetano Barata


Condenamos os outros e temos em nós os mesmos elementos

O BBB9 está no ar. E o que há de importante nisso? Simples. Os afetados e metidos a besta, acham-se melhores e desejam se sentir e se exibir como melhor do que os outros. Quanto a isto é um fato indiscutível. Ouço inúmeros comentários a respeito do nível intelectual e moral relativos aos outros BBB. Entretanto, ora tenho dito: o que é a vida senão um BBB.

Dissimulações em gestos e palavras; seguidas de outras sinônimas: hipocrisia, corrupção, maldade, leviandade. Sinônimo do esgoto existente nas profundezas dos seres humanos. Negar-se a existência desses esgotos em nós é muito fácil pórem não é honesto. E honestidade ou desonestidade é outro sinônimo. Quanto a ingenuidade ou pureza é sempre compreendida como maligna e a serviço de oculta maledicência a ser descoberta.

Não somos afeitos a fidelidade ao que nós somos: usamos máscaras e maquiagens. Sempre foi e sempre será assim. Não é de se surpreender quando descobrimos… fulano, tanto se dizendo meu amigo me abandonou na última ceia; beltrano, tanto desfrutando dos meus bons momentos na hora em que perdi a posição, no entremeado da apuração pulou para o outro lado; alguns, são fiéis até a morte, não por dignidade ou honradez, mas por medo e covardia.

Assim, por hum milhão de reais não é de se espantar: escamoteamento, inveja, ódio, vingança são apenas alguns dos elementos da natureza humana evidente na vida real. Se por um mês, condenamos isso em outras pessoas, pode vir a ser que tenhamos tanta ojeriza do que sabemos que ridiculamente esses elementos existem tambem dentro de nós.

Caetano Barata


Como as coisas mudam

Há oito anos quando alguém obtinha uma notícia nova e até mesmo escabrosamente inacreditável logo se afirmava tratar-se de “notícia da internet”. Numa clara demonstração de que a reputação da internet era baixa. A possibilidade de uma “inverdade” surgir na www era tida como certa. Hoje a credibilidade da internet é notável em mais de 80%. Todos buscam a verdade na rede, todos buscam afirmativas e argumentos para embasar seus textos a partir da opinião dos sites e blog de jornalistas renomados.

A máxima de que o uso do cachimbo deixa a boca torta nos faz compreender mais uma vez: O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende. (Pascal). A atual credibilidade da internet nos faz formular a seguinte pergunta: tudo que lemos na internet é verdadeiro? ou até quanto tudo que lemos na internet está baseada na verdade.

Ao passo que a internet fez mudar nossos hábitos de trabalho, lazer e estudo; nos levando a ouvir mp3, baixar filmes, lermos cdbooks, EAD, vídeos conferências e outras mais recentes atividades ligadas a internet, sabemos conscientemente que a nossa essência humana e física tem sido transformada em parte coadjuvante entre a cadeira e o teclado. Os nossos futuros bebês já nao crescem ao balbuciar palavras mas nas habilidades com o celular e são a alegria da família quando teclam as primeiras letras do internetequês.

Caetano Barata


Dias novos exigem novas pessoas

O ano de 2009 chegou enfim, ultrapassamos os 365 dias de 2008. É claro que os dias continuam os mesmos, as semanas iguais. Vivemos esses momentos sem sabermos qual é realmente a importância dessas coisas; de toda essa turbulência, todos esses rituais: vestir branco, comer uvas, lentilhas para dar sorte e há alguns que pulam sete ondas para receber o ano novo.

Lamentavelmente, nada desses rituais podem realmente influenciar a qualidade dos futuros 365 sem uma mudança particular. A mudança pessoal de cada indivíduo. Hoje é apenas o quinto dia do ano e somando-se todos os que já morreram diríamos que seria bom que 2009 não tivesse começado. Quantos se perderam nessa transloucada mudança de endereço momentâneo?! Enfim, sem uma consciência plena de que não haverá bons momentos sem a valorização da vida do nosso próximo é inevitável a lamentação de um ano difícil.

Ano melhor, dias melhores inequivocamente necessita de pessoas melhores; pensando positivo e vibrando em sintonia com ondas de qualidade. Este é o desafio do momento: nos melhorarmos, nos tornarmos pessoas que se alegram com a alegria, sucesso e competência dos outros. Sem isso, será inútil mudar os calendários, pular ondinhas, comer lentilhas, tomar vinho, queimar fogos, vestir branco ou passar a noite orando por dias melhores.

Pense nisso, feliz mudança!

Caetano Barata


Entre a água momentânea e a seca permanente: a solidariedade

Sei que é odioso ficar criticando a vida dos outros e ainda quando, pelo pior dos fatos não temos capacidade de fazer nada, ou alguma coisa melhor. Entretanto, ao ler em um busdoor: vamos secar o sofrimento de nosso irmãos de Santa Catarina, atravessou-me um relâmpago, uma idéia repugnante de criticar aquele adesivo e mais ainda criticar os idealizadores desse movimento de “seca”.

O meu desafio é catalogar quantos munícipios do sertão brasileiro estão morrendo à míngua de fome e sede e os “brasileiros” que derramam esperança sobre a vida de tantos outros brasileiros não fazem movimentos permanentes de ajuda para estes também irmãos brasileiros. Lamentamos muito a fraqueza daqueles que estão ali para ajudar e levam para suas residências uns míseros quilos de feijão e açúcar e viram manchete, cada um sabe de si é verdade.

O fato real e consumado é que nós brasileiros, viramos as costas para o sofrimento de inúmeros nordestinos. Não sem antes creditarmos ao louvável FOME ZERO, idéia de ACM em princípio, a culpa de viciar brasileiros; pouco importa a opinião destes brasileiros (em sua maioria intelectuais não conhecem a pobreza e nunca viu a cara da fome).

Esperamos uma consciência total e plena dos ricos; e dos pobres uma nobreza valiosa dignificante.

Caetano Barata


É assim, a lei não abre precedentes para uns…

A jovem Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, obteve nesta quinta-feira (18) a liberdade provisória após ter passado 53 dias presa em São Paulo por pichar as instalações da Bienal. A decisão foi da 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconsiderou a liminar em habeas corpus. O recurso para libertá-la havia sido negado na quarta-feira (17).

Costumo dizer que com o advento da educação à distância não é mais necessário ficar preso para aprender a arrombar e ligar um carro sem ter direito a propriedade do veículo. Infelizmente, as delegacias e os presídios não recuperam, não reabilitam ninguém para o convívio com a sociedade. No caso de Caroline a lei é isso, está escrito. Comprovada a culpabilidade tem que se cumprir. Nestes momentos os de Toga não pensam: “E se fosse minha filha?”. Friamente, recomendam a prisão temporária, preventiva e vão formando o currículo de mais um delinqüente.

Para avaliar um “crime hediondo” como a pixação de muros o Estado usa o aparato de Desembargadores, Desembargadores Relatores; não sem deixar de citar: soldados, delegados, carcereiros. Todos a serviço da nação e da ordem pública. A jovem ficou 53 dias presa, não aprendendo crochê, nem bordado. Enquanto o filho do traficante está aprendendo como administra a BOCA S/A o Estado investe toda a sua força e gasta os impostos e contribuições de brasileiros que trabalham desde antes das 04:00 da manhã em retirar das ruas uma jovem por não ter capacidade de dirigir a força criativa desta e de tantos outros jovens em favor do próprio Estado.

É assim…

Caetano Barata

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL928613-5605,00-JUSTICA+CONCEDE+LIBERDADE+PARA+PICHADORA+DA+BIENAL.html


Não, não adianta dizer o que não sabe

Observando a mídia televisiva, observei que não está sendo mais dado o devido grandioso sensacionalismo diante da prisão de alguns expoentes de setores importantíssimos de nossa elite pela Polícia Federal (único órgão em nosso país a receber louvores, quem observa entende o porque). Comparando o caso Lindemberg com outros obviamente mais importante notamos que “Liso” foi em sua ação criminosa mais valorizado pela mídia.

Naturalmente, a badalação da vida alheia, o fuxico, o buxixo da vizinhança pobre e da família destruída repercute mais em nosso país. Psicológos, dentre outros que não resolvem seus próprios problemas dispararam soluções e possíveis remédios para outras Eloás não surgir em nossos brasis; somos muitas nações dentro de um grande Brasil descoberto pelos índios há anos. O mais retórico é: faltaram-se “nãos” a “Liso” e Eloá a única que lhe disse: “Não, eu não quero namorar com você”, levou um tiro na cara.

Dentro das propostas aos vivos está: não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Aí não entendo como renomados, catedráticos dizem uma barbaridade dessas e ainda fazem com que outros numa epidemia disparem via emails esses conceitos obtusos e até homicida. O que os pais devem dizer aos filhos é: Não, você não deve usar maconha, nem cocaína. Não precisa de complemento. Não precisa de Lei, nem polícia para executar um filho educado pelos pais. Muitos dirão é a idade, é a época. Não, é a educação, é a formação.

Enfim, a nossa disposição sensacionalista ateve-se ao fato de que mais uma pobre patricinha entrou numa fria. Enquanto no topo da pirâmide, damos uma notinha e o habbeas Corpus corre solto. Certamente, já assinado e não-prescrito. Enquanto a polícia no caso Eloá mais parece parte de um filme cômico: Corra deu a louca na polícia; no alto escalão, a polícia trabalha certo e o filme é: Os intocavéis corrupção sem medidas.

Entretenimento e sensacionalismo.

Caetano Barata


Exemplo para outros clubes brasileiros

A soma de esforços contróem a competência, fomenta o trabalho, transforma a unidade em conjunto com o marketing de uma marca num empreendimento bem sucedido. São esses ingredientes responsáveis pela conquista do São Paulo Futebol Clube no seu 6º título de campeão brasileiro de futebol. Investimento sério, com planejamento austero, profissionais de auto nível.

Nestes empreendimentos temos que ressaltar as pessoas que construiram as bases. Citando apenas, Telê Santana, de quem Muricy Ramalho foi assistente em 1994, 1995 e 1996. É óbvio que a auto-estima e o sentimento de grandeza necessário para os atletas atuais depende da história construída pelos seus antecessores moderno: Danilo, Kaká, Breno dentre tantos outros.

Estádio de alto nível, Centro de Treinamento de primeiro mundo e sócio torcedor completam a estrutura de um grande clube sem não antes citarmos Diretoria comprometida com a qualidade ética. Apesar de que a venda de um jogador brasileiro de qualidade para o exterior, não pese tanto nas contas de um clube rico. Num clube pobre a mínima proposta é aceita quando as contas já estão atrasadas.

Planejamento, Estrutura e Pessoal é a tríade que faz um clube prosperar. Tomem como exemplos.

Caetano Barata


Velho mundo, novas idéias

Por Duras penas e sofrimentos de muitos a minha geração tem vencido o preconceito e a discriminação racial em algumas formas. Seja no ônibus, na família, na igreja, na rua. A próxima vitória tem a bandeira de aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. O Estatuto já se forma com polêmicas, veias abertas pelos códigos racistas em suas variações fecundas, caudalosas e diria até inequivocamente infindável.

O bacharéu em Direito dentre outros cursos ao sair formado pela cota já é discriminado antes de concluir seu curso e o será depois. Entretanto, em contra-argumentação já existe o mesmo preconceito pela qualidade da faculdade, à qual, o brasileirinho seja ele negro ou não, está a concluir seu curso. Inclusive, posso afirmar que alguns alunos negros contestam a qualidade dos bacharéus em Direito em faculdades com conceito B, o que também é preconceito.

O preconceito racial é uma das nossas instituições. É sim, um clássico. Lembro-me e é assim que vitoriosamente, apesar de ainda não ter sido aprovado o Estatuto, comemorará vitória sobre uma outra matiz do preconceito racista do Brasil: igualdade de oportunidade. Há não mais de 25 anos atrás no momento que se abria uma vaga de emprego, podia-se ler em último requisito para a disputa daquela vaga o quesito: boa aparência. Não se sabe como a sociedade racista baiana e brasileira superou isso. O fato é que slogan como: o mundo trata melhor quem se veste bem, foi substituido por imagem não é tudo.

Caetano Barata


Dêem-nos um Hyde Park

Amo as letras desde meus tempos de menino. Apesar de ter lido poucos gibis, li muitos bolsilivros de faroeste. Romances que contavam estórias de vidas nos estados Louisiana, Mississippi, Kentucky, Tennessee, Alabama… Invasões nas vilas por homens desalmados, acostumados a passar noites montados num cavalo de alta estirpe preparando seus ataques e contra-ataques.

Vilas condenadas pelo extremo exercício da violência, sociedade usurpada do direito a liberdade de pensamento, educação, saúde, moradia. Onde os lucros vão para os que fomentam a violência, a doença, a ignorância. Uma desolação total numa sociedade desregrada e indiferente às consequências deste caudaloso coquetel preparado por forças ocultas, vistas apenas por alguns que preferem deter-se de participar, calar-se, esconder-se e sem nenhuma vergonha afirmar: não quero sofrer as consequências.

Um Hyde Park daria àqueles que consicentes da repressão, temerosos de serem marcados por pensar contrariamente a coragem e o exercício da liberdade de pensar e se expressar protegidos pela áurea da democracia real. Quando tememos a repressão, a emboscada, o ataque do mal denunciamos a inexistência de fidedignidade democrática dos membros da sociedade em que vivemos. Não somente como a imoralidade e o respeito ao principal princípio de uma sociedade democrática: liberdade de expressão.

É assim necessário um Hyde Park.

Caetano Barata


Os milagres e a fé

O conceito que temos como pessoas naturais sobre o milagre é o de raridade, fato ou situação incomum e de difícil repetição. Entretanto, nas minhas meditações sobre como e quando incondicionalmente acontece um milagre, percebi que diante mão o firme fundamento das coisas que não se vê e a certeza das coisas que se espera (Hb. 11:1) seria preponderante para a deflagração do milagre afinal está escrito: sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6).

Entretanto, a acusação da falta de fé diante da ausência dos milagres soaria leviano ao pobre de espírito a quem está escrito que é dele o Reino dos céus; poderia também ser considerado um subterfúgio colocar a culpa no próprio fiel em formação e muitas vezes sem raízes profundas na rocha, mas necessitado do milagre.

Muitos acreditam que os milagres cessaram. Mas, e o milagre do sol nascer para dar luz e calor as plantas e humanos; o milagre da transformação do sólido em líquido e o milagre da fissão nuclear, o milagre do amor. O milagre do encontro entre gametas e tantos outros milagres?

O milagre na verdade não é um fato raro. O milagre é toda ação sobrenatural da vontade de Deus. E essa vontade divina não se materializa pela valoração da matéria sobre o espiritual; causada pela visão natural em evidência nos dias atuais. Demonstrada na carta do apóstolo Tiago: Pedis e não recebeis porque pedis mal, para gastar em vosso próprio deleite. (tg. 4:3) O maior milagre é crer que o milagre já aconteceu.

Caetano Barata


Deleites do Racismo

Domingo tive um raro momento de deleite racista. Naturalmente, vou atuar neste momento como dificilmente faço. Como um blogueiro nato. Fazer considerações preliminares, para evitar o pré-conceito enraizado na ignorância ancestral humana: julgar sem conhecer.

O blog é um espaço incialmente formado para ser um diário eletrônico. Todos podem perceber que alguns desviaram desse propósito, como eu tenho tentado fazer… raras vezes, não me controlo e ajo escrevendo como se estivesse fazendo um desabafo em meu diário (não possuo diário).

Entretanto, voltando ao meu deleite racista…

Domingo tive um raro momento de deleite racista. Observem que naturalmente as palavras terminadas com ismo, servem para identificar uma conduta, uma idéia e para muitos positiva. Exemplos para não haver refutações, sem que me deixem concluir: Cristianismo, capitalismo, islamismo. Assim sendo, o que o sistema racismo me oportuniza? Não me oportuniza, me tira o direito de praticar racismo. Isto é, defender e ter orgulho de ser negro. E como tenho prazer em sê-lo e me divirto muito com o preconceito natural das pessoas (pobres almas).

No meu deleite, é a minha particular satisfação de ver um negro ( o primeiro e único) Lewis Hamilton campeão de F1. Mas, de onde vem esse prazer? Dei-nos oportunidade. Não nos bloqueim, não nos sabotem. Saiam de nossa frente. Alguns zombaram de mim antes da última curva. O necessário, foi o bastante para meus olhos se encherem de lágrimas como no ano passado quando perdemos o campeonato na última corrida pelos erros do mesmo Hamilton.

No ano passado, nada disse sobre as palavras de narrador brasileiro afirmando a raça do piloto negro (raça aqui, não é garra, nem disposiçao de vencer). Hoje, enquanto Obama pode vir a ser Presidente da maior potência mundial, ainda ouço alguns perguntarem: Quem ele pensa que é? E lembro-me das minhas dificuldades de jovem estudante: um negro tem que se superar e ser melhor do que todos para ter oportunidade. Obama e Hamilton são pequenos exemplos de que o homem negro quando tem oportunidade é o que podemos ver.

E a você que pensa em decidir pelo branco porque é doutor, rico e branco sinto muito pela sua incapacidade de ver, ouvir e pensar. E essas questões vão além e muito além de nós. A América não tem mais de 50 anos que tenta aceitar um negro junto com um branco em ônibus e restaurantes. Claramente odeiam-se pela pigmentação da cor. Enquanto nós (brasileiros e baianos, principalmente), apesar de nosso falso discurso nos odiamos sub-liminarmente mesmo sabendo que quando cairmos com um enfarto qualquer negro fétido pode nos salvar a vida (é assim que a maioria nos vêem) ou nos deixar morrer.

Caetano Barata


Estamos longe do sonho nacional, vivemos um pesadelo

Passei boa parte deste ano analisando a necessidade urgente da reforma política em nosso país. Sempre lembrando do que já dizia minha Vó: não se meta no que não foi chamado, corda só arrebenta no lado mais fraco; meu filho, isso é conversa de branco. Atravessei e concluí, não embasbacado, a falência da instituição nacional no quesito fazer valer.

Os milicianos não elegeram ninguém, não houve transferência de votos, não houve compra de votos, não houve ameaças de demissões, não houve ameaças de perseguições, nem votos fotografados… Entretanto, o mais inocente dos brasileiros sabe que enquanto secretários e mesários que não sabem encontrar um “josé” no livro de eleitores do TRE em menos de 30 segundos é um semi-analfabeto com poder de mandar prender e infelizmente facilmente manipulado.

A lisura da eleição ainda é um enigma. O transferimento livre de domicílio eleitoral é no mínimo risível. Exibição de contagem no Excell, resíduo de eleitores que não compareceram dão margens a “mentes” maquiavélicas arquitetarem coisas.

Quando o título de eleitor se transformar em um cartão magnético de uso exclusivo no dia do pleito com possibilidade de apenas duas operações e o registro do andamento online, acessível por qualquer brasileiro em qualquer instância darei-me por confiante neste espectro funesto que se transformou o pleito no Brasil.

As autoridades do Judiciário deveriam olhar a publicidade online (na internet) nos Estados Unidos como um modelo a ser seguido no Brasil, ao invés de excluir o material deveriam fazer a lei valer diantes de situações inequívocas, incabíveis. Talvez você não saiba do que eu estou falando e queira me entender.

Veja as resolução do TSE – http://www.tre-sc.gov.br/site/legislacao-e-jurisprudencia/normas-eleitorais/eleicoes/eleicoes-2008/resolucao-tse-n-227122008/index.html

E veja também

http://blog.orkut.com/2008/09/poltica-no-brasil-e-no-orkut.html

Se tem preguiça de ler. Mude sua atitude agora e se esforce e leia. Alguns tem equipes de assessores, lendo e pensando por eles, nós temos que ler e pensar por nós mesmos. Enquanto é tempo.

Caetano Barata


O sábio ganha almas e não se escandaliza

Quem lida com a palavra escrita ou falada tem que aprender a conviver com as diferenças, para não virar um totalitário e ter opinião formada coerente para não parecer uma peteca, para lá e para cá. As discussões da existência do diálogo e inclusive acordo político entre cristãos de diferentes denominações me faz pensar sobre a pergunta de Paulo: Está Cristo por ventura dividido?

A postura intolerante e inclusive alguns desafetos nos faria – se fôssemos como peteca – pensar na divisão do Corpo de Cristo. Apesar de alguns considerarem uma forma de ecumenismo, uma forma de automática aceitação dos pontos de vista contrários a Sã Doutrina Bíblica e um alijar-se da função apologética do Corpo de Cristo; devemos compreender que no mundo contemporâneo não cabe mais radicalismos brutais e/ou queima de livros, nem lançamento de pessoas à fogueira.

Quando alguns que se dizem cristãos e fazem propostas de destruição do diálogo é uma demonstração clara do não entendimento do caráter de Deus. É óbvio que Deus poderia destruir satanás e todas as coisas permaneceriam limpas. Entretanto, Deus-Soberano permite a Lúcifer ter a opinião contrária, isto implica que Deus a nós e aos nossos outros irmãos efetivamente deixa uma demonstração clara da liberdade a qual podemos fazer uso.

É pena vermos alguns irmãos considerarem-se Deus e sem fazer o que Deus pede, querem fazer o que Deus não manda, julga aos outros e pior, muitas vezes limitados por uma ignorância de alta casca grossa. Enfim, obedeçamos a Deus: seja o nosso propósito não por trôpeço ou escândalo ao irmão.

Se o irmão protestante para ser seu Vice escolheu um católico – Glória a Deus; se o irmão Católico escolheu um protestante, não se escandalize, seja sábio e ore para que o nome de Deus seja glorificado. E por fim vamos buscar as ovelhas perdidas, pois quer ser sábio orientou Salomão: ganhe almas.

Caetano Barata


Inversão de valores: dois pesos, duas medidas

No estudo dominical sobre Inversão de Valores da revista produzida pela Editora Patmos da Assembléia de Deus, durante os valores invertidos na família abordamos o assunto divórcio. Hoje o casamento virou uma virose ou um pacote produzido por programa de computador: de tempos em tempos é necessário renovar a vacina ou fazer um upgrade.

Sem analisar apuradamente as palavras, concluímos que Jesus autoriza o divórcio em consonância com os fariseus quando responde: Moisés mandou dar carta de divórcio por causa da dureza dos vossos corações. Entretanto, todos os cristãos devem entender que o Evangelho é a harmonia de inúmeros ensinamentos. Quem ama, perdoa; quem perdoa não mata; nem pensa: eu perdôo, mas, isolo.

Enfim, olhando o amor de Deus para com Israel; podemos entender simplesmente como Deus renova toda manhã a misericórdia sobre nós. Olhando o perdão de Jesus no momento do apedrejamento da mulher adúltera podemos, se nos colocarmos no lugar de Israel e da mulher pega em adultério, ver o quanto hoje Deus tem nos amado e nos perdoado cada vez que erramos contra a sua vontade.

Alguns irmãos argumentam impossível permanecer com a mulher adúltera, entretanto estão em aliança com ímpios numa clara desobediência a Deus. Se nós não perdoarmos a aquele encontrado em pecado, quando este é nosso cônjuge (o amor tudo suporta), como podemos dar mãos aos ímpios e nos submetermos aos seus interesses mundanos em detrimento da Palavra de Deus claramente contrária afirmando: como andarão dois juntos se não estão de acordo? Como pode as trevas andar com a luz?

Pense nisso!!!

Caetano Barata


Coisas de Preconceituosos

A educação de uma sociedade é feita em detalhes, muitas vezes considerados ínfimos. Temos um rótulo de sermos desmemoriados, esquecidos e tal, esses conceitos negativos e pejorativos para demonstrar que desvalorizamos grandes ou pequenas coisas como se elas não tivessem acontecido ou não obtivessem ao longo de sua jornada em nossas vidas alguma importância.

Utilizo a idéia como função de objeto. O que baianos vestidos com camisa do Vasco conseguiriam numa briga numa praça esportiva em salvador, a não ser a perda do mando de campo? É mórbida a idéia de que por trás dessa função exista um objetivo, um organismo vivo tentando prejudicar ao futebol baiano.

Bem como não associo a qual propósito, quando um árbitro baiano está arbitrando uma partida de futebol inúmeras vezes os narradores e comentaristas ficam frisando que o árbitro é baiano e quando a arbitragem não está bem ou o clube não está jogando bem os narradores seguidamente ficam frisando que o clube é da Bahia.

Ainda temos que suportar quando uma das equipes baianas vence: a notícia é a derrota do outro clube, numa insuportável demonstração de má vontade com o futebol baiano. Ainda deixando claro que a vitória dos clubes baianos foi em decorrência dos erros dos atletas do outro clube e algumas vezes são baianos. Enquanto eles se juntam para ridicularizar nosso futebol nós nos desunimos para eles terem o gosto de nos colocar em rede nacional atacando nós desportistas.

Caetano Barata


Paternidade afetiva


Paternidade afetiva é um conceito jurídico que visa ao estabelecimento da relação de parternidade com base em outros fatos além da relação genética, tais como a convivência e a afetividade existente entre o pai e filho. Essa abordagem ainda é muito discutida. Entretanto, pelas notícias recorrentes em nossos noticiários ela volta à tona com muita força.

A idéia de um pai assassinar um filho e/ou contratar um pistoleiro para o fazê-lo me faz pensar nos inúmeros casos de pais que não legalizam a parternidade de filhos gerados fora do casamento.

Em seguida, conceber que a perda de bens para este filho existente; é justificativa, não me ajuda a entender o que motiva realmente um genitor a cometer este ato atroz e de repercussão em todas as camadas da sociedade. O pensamento egoísta, materialista e maligno de destruir uma vida para que esta não venha a usufruir de uma herança, produz a idéia de primitivismo do sentimento afetivo paternal.

É muito importante todos pensarem que o sentimento de um filho por seus pais é de fundamental importância para a formação do carater do homem. Naturalmente, quando todos entenderem o valor da família na formção do indíviduo em todos os momentos de sua vida, haverá uma valoração mais preponderante da célula mater da sociedade.

Caetano Barata


Votando de acordo a vontade de Deus


Como pode haver comunhão das trevas com a luz? É com base nesse parâmetro que nesse momento político justifico diante da pergunta: quem vai se eleger prefeito em Simões Filho?

Infelizmente, algumas pessoas querem considerar a inerrância da Bíblia e deixando a sua vontade prevalecer decidir apoiar ou votar em um candidato que não comunga com a palavra de Deus.

Desde a minha meninice aprendi que quem não confessa Jesus como Salvador não está em consonância com a vontade do Pai e não tem parte no banquete de Jesus. Querem dissociar virtudes que fazem parte do Reino de Deus, querem distorcer interpretações da palavra de Deus às quais estão fincadas o Evangelho. Podemos vender nossas almas, trocando-o por interesses mesquinhos e humanos; mas não podemos desvalorizar o sacrifício de Jesus.

A sociedade brasileira corre o risco de ver os tais excluídos fazerem valer suas vontades abomináveis para Deus, e ainda perfazerem um número capaz de eleger pessoas descompromissadas com a palavra de Deus. Enquanto o mal vai engendrando alguns salvos para os fazer opositores da Palavra de Deus.

Tenho temido Deus entregar o governo nas mãos de homens ímpios para corrigir, ensinar e em suma demonstrar seu amor aos homens de boa vontade.

Caetano Barata


Entre a ficção e a realidade II (Tropa de Elite, o filme)

O cenário nacional político, judiciário, penal e naturalmente civil nos remete às discussões propostas pelo filme Tropa de Elite, de José Padilha. No filme, numa sala de universidade de ricos, os alunos admitem que a violência da polícia seja a priori contra os de baixa renda. Entretanto, em dado momento lembram que ela (a violência) também se estende a eles (classe média e média alta). No quadro está escrito: VIGIAR E PUNIR – UMA ANÁLISE DO SISTEMA PENAL BRASILEIRO – absorvendo um pensamento do filósofo Frances Foucault. A discussão em classe redunda da idéia, vinda do ideário já referido, polícia atira primeiro para depois perguntar quem é. A aluna Maria faz exposição das conclusões do grupo – concluindo afirma: “as relações de poder moldam instituições perversas” – por fim o professor pede um exemplo dessas instituições: a polícia.

Fora do filme, entre amigos sempre é comum (a idéia de um lado corrompido dentro da polícia é proposta ao longo do filme) sempre é comum a citação de blitz formada por homens armados, vestidos com uniformes próprios das polícias brasileiras anunciando roubo de carro e pertences dos civis.

Não é de bom alvitre generalizar e é o artifício mais bem usado por autoridades e leigos diante da necessidade de explicitar um culpado. A dificuldade em encontrar responsáveis pela degeneração e/ou corrupção de uma mente torna mais difícil a limpeza do ideário macabro e aterrorizante do inconsciente coletivo brasileiro. O mau uso das estatísticas é uma das principais críticas do filme às autoridades policiais.

Seria natural que discordássemos dessas opiniões se não nos saltassem aos olhos todos os dias o assassinato num bar como um reality show de pessoas trabalhadoras, empregadas, com residência fixa; e me pergunto sempre o que elas faziam num bar altas horas?! Entretanto, é direito delas e dever do Estado nos dar segurança para irmos e virmos de onde quisermos à hora que quisermos.

Não atônito, nem incrédulo tenho que concordar com o personagem real de Tropa de Elite: o Estado está inoperante no quesito segurança. “A paz no RJ depende de um equilíbrio delicado entre a munição de bandidos e a corrupção de policiais”. O sistema vai bem. Policial também tem família, policial também tem medo de morrer. Só há duas opções: ou se corrompe, ou se omite ou vai pra guerra. O arrego é sempre pago fielmente, para não haver guerra. E nesse fogo cruzado, não tenho lembrança do final do filme e nem como essa guerra vai acabar. Entretanto, é no mínimo irresponsável a generalização de que a maioria das mortes é motivada por disputa de pontos de tráfico. E quando morre uma senhora de bem, parada educadamente num semáforo e uma criança no banco traseiro do carro de sua mãe?! Não sabemos mais o que é realidade ou ficção.

Caetano Barata


A mulher no evangelismo

A presença das mulheres na evangelização de Jesus e de Paulo indica uma visão prática e doutrinária do evangelho primitivo, que, em assim fazendo demonstrou que não fazia exclusão de gênero no seu missionamento. Empregava Paulo a doutrina, igualmente a verificação da importância da mulher na cristianização e igualmente prova que Paulo não era como tantos afirmam um misógino, antes apreciava a presença e a importância da mulher para o seu próprio trabalho evangelizador, iniciando-as assim também no mesmo objetivo.

Jesus foi o único líder religioso no oriente e no ocidente que teve mulheres acompanhando seu trabalho, algumas até prostitutas como foi o caso de Madalena e se afinou durante a sua vida apostólica com mulheres. Ver o caso daquela mulher que tinha um fluxo de sangue há muitos anos e que no meio da multidão o tocou fazendo-o questionar com os discípulos: quem me tocou? Deixando os discípulos admirados pela multidão que havia em seu redor. A mulher humildemente se apresenta como aquela que sofria de um fluxo de sangue e ele diz: a tua fé te salvou; e ela foi curada e em paz.

Infelizmente, nos dias atuais há discriminação em alguns setores cristãos, que, no entanto a luz da palavra elas também freqüentam essas diversas comunidades, apoiando, trabalhando e servindo eficazmente. Lembre-se de que Jesus não deixou abandonada a mulher samaritana que além de ter vários maridos era de religião contrária a judia e Jesus lhe mostrou que o que importa é adorar a Deus em espírito e em verdade. Daí em diante ela converteu-se, transformou-se e foi um bom exemplo para os samaritanos que vieram a admirar o Senhor Jesus.

Continua…

Caetano Barata


Ah! Nos arranjem um culpado

Não é um sistema de educação à distância. Atônito percebo que os bicho-papões da educação passada foram ultrapassados com velocidade máxima. Droga e sexo já não são mais as dificuldades que pais e filhos tem que juntos driblar nesse mundo caótico, mas belo, excitante, maravilhosamente sedutor.

Os filhos que não foram educados dos meses aos 4 anos estão irremediavelmente perdidos para o mau modo, a brutalidade, a ignorância. Alguns chegam a bater na face de seus pais, outros xingam todos mostrando a genitália enquanto os adultos riem e contemplam a genética do avô estampada nos desmandos do futuro problemático da família.

Enquanto alguns culpam os pais separados por distúbios dos maus elementos; temos a inglória notícia de que filhos providos de absolutamente – tudo, inclusive pais casados, estruturados financeiramente e socialmente: sucumbem diante de uma fuga estúpida, deixando pais, irmãos e amigos preocupados. Quando estes delinquentes sociais não se tornam criminosos de fato e de direito são tipificados, por favor, na contravenção penal.

Arranjaram um novo bode expiatório: a internet e seus canais de comunicação e informação, lugar antes da televisão que perdeu a força e a capacidade de mal formar em violência em todas as gamas: do ódio à vingança; do amor não correspondido ao estupro ou assassinato; da pobreza ao sequestro ou assalto a banco. A pobre televisão foi satanizada e, ainda é em parte, por alguns segmentos.

De válvulas, instalada na sala, ela mentoreava a todos da família enquanto se ouvia: “Menino, desliga isso e vai dormir. Já é tarde. Desliga essa ferramenta de satanás”. A pobre televisão perdeu a estima do mal e agora, não é mais contestada com tanta força, perdeu o status para outra tela com uma caixa a seus pés – o computador herdou a fama malfazeja de explorar e deflorar a inocência de novos e velhos.

Assim continuamos procurando culpados

Caetano Barata


É a ausência de Amor

Vivemos numa grande rede de intriga. Muitos dirão que isso é fora da realidade. Entretanto, são colegas de trabalho que planejam e encomendam o assassinato do colega de trabalho para ficar com o posto de chefia; são filhos que projetam e assistem a morte dos pais para ficarem com a herança; são companheiros infiltrados para delatar as iniciativas e propostas do grupo para miná-lo. Enfim, temos um sem número de exemplos digno de um novelário.

Com as palavras proféticas de Jesus sobre a inexistência da fé no momento da sua vinda, desdobra-se muitas outras ausências. Lc. 18:8 – A principal e mais patente é a ausência do amor ao próximo e seus frutos. A principal fundamentação para o embasamento do evangelho em todas as doutrinas que se intitulem Cristãs. Fora disso, agindo ao contrário do fundamento da fé e do amor; o evangelho tem um inimigo oculto, não declarado; ali, ao lado de Cristo se dizendo amigo, mas torcendo para que nada dê certo.

Só nos resta entendermos a misericórdia de Deus para com essas vidas e sobre nós. Em outros tempos longínquos pelo coração mau e pelo erro de um pagavam com a vida todos da família. Alguns, não olham seu próprio coração e acham que Deus deveria voltar a agir assim. Sabemos que pela palavra de Pedro, Ananias e Safira caíram mortos por ter mentido ao Espírito Santo; atitude muito comum nos nossos dias.

Perguntam-me: por que aquele irmão que com sentimento faccioso tenta colocar um outro contra mim, também não cai morto? A explicação é a Graça, é o sacrifício de Jesus na cruz. A nós cabe ter o mesmo sentimento de Jesus e a sua atitude de oração: Pai! Perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Isso é amor, amor puro e genuíno que deve abundar daquele que está indo ver a face de Deus!

Caetano Barata


A África está na Bahia

Sabemos que uma idéia precisa para vencer seus opositores de idealistas que a sustente com palavras e se preciso for até com a vida, como feito por Tiradentes. A monarquia brasileira não criou seus ícones, nao viu projetada a defesa de suas perspectivas ao enlance mortal como sucedeu com os ideais republicanos, a ausência de mártires é um dos pilares do declínio monárquico.

Afirmo esse contexto histórico para contrapor os ideais indígenas e questionar o extermínio dos índios brasileiros. O pouco sincretismo entre índios e brancos fragilizou as diversas tribos que compunha essa imensa nação.

O mesmo não se deu com as tribos nagos, bantos, geges, ketu e sudanesas. Elas utilizando-se de um artíficio muito comum – não pode com seu inimigo, junte-se a ele; os negrumes alcançaram uma simbiose e mescla com a força dos portugueses. Entendam por que o senhor do engenho admitia os batuques do camdomble à noite toda?! Estamos cultuando Santa Bárbara, certamente era o argumento das lideranças negras.

A estratégia negra não os destruiu, não os dominaram escravizando-os, não se livraram da escravidão com seus aspectos de horror nazista; entretanto, formaram organizadamente um espelho de suas origens, a ponto de Pierre Verger afirmar: a África está na Bahia.

Caetano Barata


Crônica do Século XX em Simões Filho

Nos idos de 1987, iniciou-se a campanha para mudança da forma de governo no Brasil: Parlamentarismo, Democracia ou Monarquia. Lembro-me exatamente o discurso dos democratas: vamos deixar como está porque doutor fulano vai entrar e vai estabilizar nosso grupo. Indignava-me este discurso mesquinho e insano. Foi uma luta marcada pelo surgimento dos filhos da terra exigindo a retirada dos estrangeiros e buscando a oportunização dos munícipes contestando a máxima de que os cidadãos simõesfilhenses não tinham capacidade de assumir os postos de direção ou secretaria numa escola e muito menos o governo do poder público municipal.

Foi seguida uma década de participação cultural ativa. Surgindo movimentos livres e organizações: Ajuricauá, Aruanã, Associação Cultural Mahatma e Banda. Todas formadas por pessoas residentes e sem o comando de um homem estrangeiro, todas dignas e sem a força do poder público e financeiro.

Dentre tantos ativistas culturais e políticos quero citar Pepito com suas poesias políticas, utilizando a ironia socrática como método de fazer o público pensar. Pepito morreu. Entretanto, a alegria e o destemor com que Pepito confrontava seus interlocutores criam em mim a recusa a admitir que Pepito – SUI: matar-se a si mesmo.

Do passado eu sei. Fazíamos caminhadas em defesa das nascentes dágua, defendíamos áreas ainda arborizadas da cidade; remanejávamos árvores, abraçávamos árvores, plantávamos outras; fazíamos recitais e cantávamos nas praças. E hoje, o que temos feito? Ou também estamos no sono profundo?

Caetano Barata


Quem ama, ama. Não espanca, nem mata.

Foi sancionada uma lei aumentando a pena na responsabilização do autor de crime contra a mulher. Infelizmente, aumento de restrições não intimida a ação de crime algum para indivíduos com a mente cauterizada. Toda violência deve ser condenada e contra a mulher é algo inconcebível. É Contumaz transferir a responsabilidade para a mulher. Ela não é culpada por apanhar. Sem querer defender o fim do casamento. O que é necessário é a utilização da comunicação para que o violentador entenda que a mulher é um ser humano e merece respeito. Mas, por que algumas mulheres se sujeitam a tanto? Muitos dirão que se deve ao poder econômico do marido sobre a mulher. Entretanto, sabemos de muitos casos, nos quais, as vítimas trabalham, possuem estrutura familiar paterna equilibrada e independem do marido violento e permanecem sendo violentadas. Alguns desses homens necessitam de trabalho psicológico urgente. Quem ama, ama. Não espanca e nem mata.

Sem querer minorar a violência física existente no mundo contra a mulher existem outras formas de violência. Uma delas é o terrorismo psicológico pautado na idéia de que uma ameaça velada é mais aterradora do que a prática. Ainda existe a lei do silêncio imposta por outros, transformando a pessoa da mulher em apenas um expectador das decisões tomadas pelos homens; um exercício daquilo que nós chamamos de pirraça. Da existência dessas duas ferramentas de geração de violência partem a violência física.

Comportamentos se aprendem. Ensino isso e algumas pessoas não gostam. Há muito tempo fui espectador de uma cena entre um menino de aproximadamente dez anos e uma menina de aproximadamente nove anos. Ele batia nela e o meu pai interferiu dizendo a ele: homem não bate em mulher! Ao que o menino respondeu sem pensar: E como o meu pai bate na minha mãe! Não estou querendo ser simplista em afirmar que o homem é apenas produto do meio. Afinal, nem todos que vêem seu pai… praticam a mesma coisa.

Caetano Barata


Evidências demasiadas, provas de menos

Partiu-se de um filme de ação policial para um filme de terror. Nas minhas elucubrações mentais divisava a inteligência dos encarregados de averiguar, descobrir, apontar os culpados; aceitando a possibilidade descabível de manter vítimas como culpados à tentativa de fazer valer os ditados criminalisticos das novelas: o bandido sempre retorna ao local do crime.

Entrementes, as evidências gritavam: há pisadas na cama, há marcas da tela na camisa do principal suspeito, tudo está tão claro, afirmam. Diante de mim mesmo como pai perguntei, quem pára diante de uma idéia em sua própria residência e reflete sobre as marcas deixadas na cama, sobre as marcas deixadas na camisa; quem em sua própria casa age como um criminoso, tentando ocultar seus próprios passos. É claro, um pai que busca seu filho sobre uma cama e não a encontra vai subir na cama pelo meio mais rápido para chegar até à janela e vai enfiar a cabeça no buraco deixado na tela de proteção da janela para ver o que se supõe.

Assim como não é fácil achar um culpado e provar a sua culpabilidade aceitar as evidências é mais prudente num mar de gente e numa selva de pistas, conclui-se que há evidências demais, provas de menos. Enfim, creio eu ainda que num acidente, num ato impessado a vida de um ente querido sofresse algum dano, o pai certamente iria buscar um meio de manter aquela vida; é-me inadmissível pensar que um pai dá marcha-ré e passa por cima do filho para terminar o que uma fatalidade começou; e/ou pior ainda jogá-lo do sexto andar abaixo.

Desculpem o uso da primeira pessoa, não me contive.

Caetano Barata


Da América do Sul a do Norte

Ratzinger do Arcebispado ao Papado tem demonstrado temperança e buscado estabelecer aliança com as nações mundiais (quantidade). Após destilar simpatia dentre os jovens carismáticos do Brasil, volta-se para a América do Norte alcançando apoio para questões imprescíndiveis dentro da apologética (discurso de defesa de doutrinas) da Igreja.

Não tem havido homens na atualidade para levantar voz em defesa de pontos fundamentais da doutrina bíblica. É claro, há um gemido aqui, outro gemido ali. Mas, questionar adulterações dos conceitos bíblicos como o casamento homossexual, o aborto, a eutanásia; o Reverendo Ratzinger tem nos surpreendido por não ficar apenas celebrando missas suntuosas nos palácios bordados a ouro e sangue negro.

Ainda assim, devemos considerar a necessidade, não somente de discussão. Mas, principalmente de resolução sobre o casamento dos Sacerdotes Católicos e das Freiras. É óbvio, todos que almejam o Episcopado Católico sabem do voto celibatório, não considero aceitável um servo após sete anos de noviciado concluir que não consegue se conter. É certo que o Reverendo Ratzinger tenha uma carta na manga.

Caetano Barata



Do interesse particular para o público

As críticas de John Mccain ao posicionamento do governo W. Bush me fez pensar em como um estadista de coragem procede. Em outro país, ficaríamos de ante-mão preocupado em como aconteriam sérias restrições às empresas e aos amigos de Mccain devido as declarações principalmente sobre a manutenção da prisão de Guantánamo.

Nos últimos anos se tornou o centro de uma polêmica entre EUA, União Européia, ONU e defensores de direitos humanos. A América utiliza Guantánamo desde janeiro de 2002 para deter prisioneiros da operação militar que derrubou o regime Talebã no Afeganistão, e suspeitos de integrar a rede terrorista Al Qaeda.

A discussão se torna forte devido ao governo americano não considerar os direitos garantidos aos presos pela Convenção de Genebra. Os americanos utilizam o argumento de que não são “prisioneiros de guerra” e, sim, “combatentes inimigos” – uma definição que não existe no mundo jurídico mas que, na prática, colocou os presos num limbo fora das leis internacionais. Guantánamo foi o destino de 158 prisioneiros da Al-Qaeda e do Talebã presos pelas tropas americanas no Afeganistão.

Partindo destas ações raras, gostaria de ver a transformação das discussões políticas no meu país e na minha cidade sair do campo pessoal para o campo da coletividade; e de busca da melhora de vida do cidadão e não do aumento da herança familiar particular como em muitos feudos políticos que deixam heranças de desgosto e pobreza para os brasileiros e para seus familiares riqueza.

Caetano Barata


A Religião versus a pesquisa

A palavra do leitor do dia 16 de janeiro de 2008 do jornal Correio da Bahia, trouxe a opinião de Carlos Souza entitulado Religião em baixa na Bahia. O texto de Carlos Souza expõe a opinião de teólogos baianos contrária a pesquisa. A pesquisa concluiu que Salvador é a capital com o maior número de pessoas sem religião.

Sem querer depreciar o trabalho de estatística por amostragem suponho haver erros graves na estrutura das pesquisas na Bahia; nas últimas eleições as pesquisas erraram de maneira estupenda. Inacreditavelmente os resultados das intenções de votos e por fim as pesquisas de boca de urna desembocaram e mais desconexões entre as pesquisas e os resultados.

Normalmente, nós afirmamos que nunca fomos entrevistados nas pesquisas. Afinal, como é que se pesquisa? O fato é que é preciso deixar a pesquisa de pequenos grupos para fazer um censo com qualidade e responsabilidade sem intenção leviana de defender esse ou aquele conceito. Uma coisa é certa somos um país de maioria cristã e a Bahia certamente não é um estado de pessoas sem religião, disso temos certeza. Mais uma vez as pesquisas não acertam o resultado oficial na Bahia. Com a palavra as empresas de pesquisa.

Caetano Barata


Diga não ao adultério espiritual

O ensinamento autoritário, manipulador nos prepara para pensarmos que dos pastores vem a vontade de Deus e o que eles dizem se cumpre porque eles são inspirados por Deus. Como Davi não arrancou a cabeça de Saul porque havia uma ordenança de Deus na vida de Saul; já que ninguém chega a Rei sem o consentimento de Deus e nem uma folha cai sem o consentimento de Deus; algumas vezes seguimos o errado e no final descobrimos que veio da boca de eleitos pelos homens.

No texto Resistir faz parte, utilizei um versículo do livro de Oséias. É uma reflexão pessoa a pessoa faltando a reflexão instituição a instituição. No livro de Oséias, Deus usa um meio de demonstrar a infidelidade do crente que se entrega aos seus amantes e as vontades carnais de poder, fama, dinheiro e sucesso. Pensar que a igreja precisa do governo dos homens é uma forma clara de adultério; por que o Dono da Igreja é Deus e pode a sustentar sem precisar de telha, bloco, brita, cimento, combustível e qualquer outra coisa do governo dos homens.

Dentre tantas possibilidades de linha de pensamento a principal no momento é sobre a palavra de Deus na boca dos homens. Existem muitos dizendo que Deus mandou dizer e no tempo daquela palavra não acontece nada. Ora, como não aconteceu nada se Deus vela pela sua palavra para a cumprir. Infelizmente, tem muitos profetas que ainda não entenderam que o princípio para ser utilizado por Deus é o de repetir da própria palavra de Deus. Se alguém quer se usado por Deus é somente repetir um versículo da Bíblia, já está sendo usado por Deus.

Entretanto, muitos saem por aí dizendo o que Deus não disse e envergonhando o evangelho. Nesse momento pré-eleições, sei que muitos homens se dizendo de Deus vai sair por aí de congregação em congregação dizendo que este ou aquele é o candidato de Deus. O governo que Deus prefere é o teocrático – Deus no poder. Deus não comunga com as práticas humanas e o homem não quer ser dirigido por Deus na sua totalidade para que seja um Atalaia verdadeiro sem ter do que se envergonhar.

Os homens levam a igreja instituição aos cartórios de protestos, aos sistemas de proteção ao crédito, praticam mentiras coletivas, enganam seu próximos, negam auxílio ao necessitado, fazem acordos enganosos, dão a palavra e não as cumpre. Tudo isso numa clara declaração de desconfiança de que o dono da obra é Deus e não precisa usar esses artifícios para fazer a sua Obra prosperar. Adultério espiritual – fique atento quando ele se apresentar. Não troque Deus por um amante.

Caetano Barata


O impróprio para consumo

No começo do mês um dos nossos eméritos Magistrados impetraram uma ação contra alguns games e dentre eles estava o CS – ‘Counter-Strike’ – um jogo de dar tiro, um game com idéias estratégicas mais bem elaboradas; mas, apenas mais um game de dar tiro em pessoas e policiais como outro dos inúmeros que existem.

O que me chama a atenção é o fato do Magistrado usar como argumento a expressão impróprio para consumo. Ora, o que nos condenaria a passarmos o resto de nossas vidas como consumidores a irmos aos tribunais pela infinidade de “legalidade imprópria” para nós e nossos filhos.

Não tem sido impróprio o álcool e outras imundícies? Tem sim. Será que o CS não paga seus impostos para serem comercializados? Em que o CS tem sido responsabilizado realmente? É o CS quem faz um automóvel rodar e antes de finalizar o capotamento atingir outros carros tirando a vida de inúmeros brasileiros durante todo o ano? Tem sido o CS causador de inúmeros enfizemas?

Novamente, volto a repetir sobre os inúmeros processos com vários volumes inseridos e a ausência de Magistrados para despacharem deferimentos e indeferimentos contrapondo ao número de cidadãos brasileiros que morrem sem verem suas questões julgadas.

Caetano Barata


Reforma do Judiciário, fim das filas de Processos

A Justiça Federal multou em R$ 50 mil o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), informou nesta sexta-feira (18) o Tribunal Regional Federal da 4ª região.

Segundo informações do site do TRF4, o governador descumpriu uma decisão do desembargador Edgard Lippmann Júnior que o proibia de fazer promoção pessoal durante o programa “Escola de Governo”, transmitido semanalmente pela rede de TV pública do Paraná. O desembargador entendeu que Requião desrespeitou a Justiça.

Além disso, Lippman Júnior determinou que a Rádio e TV Educativa do estado (RTVE) divulgue uma nota de desagravo emitida pela Associação dos Juízes Federais.

Às vezes, sinto um ranço no ar dos tempos ditatoriais. Se olharmos pela égide da letra da lei as polícias da Ditadura estavam legalmente amparadas; entretanto, no Direito é pautado ao cidadão um Estado que o protege e não um Estado que legitima a ilegalidade dada a má-fé e/ou incompetência promovida pela incapacidade de entendimento hermenêutico, muitas vezes gerando caos jurisprudencial.

A Reforma do Sistema Judiciário não acontecerá com medidas provisórias e/ou decretos leis e novos incisos e parágrafos. Será necessário a consciência das prioridades do Sistema Judiciário. Apesar de estar longe, muito longe dos Tribunais e das causas litigiosas cidadão contra cidadão e cidadãos contra as diversas esferas do Governo é óbvio a existência de volumes e mais volumes de agravos de arregimentação e agravo de instrumento a serem julgados e a inexistência de Juízes e Juízas para julgarem os mesmos.

É vexatório para um país exemplo internacional em alguns setores, possuir na sua lista de crimes contra o Direito Humano apenados que já concluíram suas penas e não estão em liberdade pela inexistência de Meretíssimos para assinar o alvará de soltura; ainda completa a lista a detenção ou prisão de menores com adultos e mulheres com homens. Em que diferencia o atual Estado Democrático do Estado de Governo Ditatorial, no qual, saímos para trabalhar e não temos certeza se voltaremos para casa devido as milícias criminosas atuando em condições operacionais melhores do que a Polícia legal?

Não estamos julgando o mérito, não sabemos dos fatos. Estamos apreciando o contexto da história do Judiciário Nacional brasileiro que não está dissociado do contexto educacional e cultural dos projetos de governabilidade que orçam milhões para construção de presídios e/ou penitenciárias e migalhas para a construção de quadras esportivas; numa demonstração clara onde hospedam as suas esperanças.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL265885-5601,00-JUSTICA+MULTA+REQUIAO+EM+R+MIL.html – G1, São Paulo
Caetano Barata


Diferenças Contundentes

Diante das críticas (não reconheço a existência de crítica construtiva), dos estímulos, dos elogios até encontro a mais dolorosa de todas as conclusões: a de não ter capacidade (em reais) de implementar determinados projetos. Quando comecei a escrever neste sistema, observei que outras pessoas já o faziam e com certa elegância, entretanto o tema era o dia-a-dia e a consecução das suas atividades e projetos.

Hoje, lembrei-me da diferença entre o programa Bolsa Família do nosso país e o Bolsa Família de Nova York copiado da idéia do Governo brasileiro. Esta comparação é o mais duro e cruel retrato entre a nossa capacidade e as nossas possibilidades.
Veja os números e a diferença:

Diferenças entre NOVA YORK (EUA) e MANARI (PE)

Valor máximo do benefício em Nova York – US$ 420, no Brasil – R$ 95 por mês

Número de famílias benficiadas em Nova York 3.500 famílias – Em Manari 2.489 famílias

Condição para entrar no programa: Receber menos de US$ 420,00 por mês, a linha oficial da pobreza nos EUA; no Brasil – Ter renda familiar per capita abaixo de R$ 120,00.

Contrapartida em Nova York – Não abandonar o emprego, manter as crianças na escola, melhorar as notas escolares, ir às reuniões de pais e fazer cursos profissionalizantes.

Contrapartida em Manari – Manter os filhos na escola e a vacinação em dia. No caso de mulheres grávidas, fazer o pré-natal.

Prazos de permanência em Nova York – Dois anos, no máximo.

Prazos de permanência em Manari – As pessoas ficam no programa até que saiam da condição de extrema pobreza.

Investimento em Nova York – US$ 17,5 milhões por ano.
Investimento em Manari – R$ 2,093 milhões /2007.

Quem investe em Nova York – Instituições privadas.

Em Manari – O Governo Federal.

O que afinal tem haver com a vida de cada um de nós? Muitas vezes, alguns tem tudo que precisa para fazer o que quiser e implementar o projeto que pensar e outros apesar da boa idéia, da boa vontade, não encontra meios efetiva e eficazmente de por em atividade.

O último, quando encontra parceiros, tem que seguir as exigências da parceria e muitas vezes tem que ser forte para se sustentar: Somos parceiros, você está com a perna quebrada; então, quando você conseguir sair desse buraco eu lhe passo a CONTRAPARTIDA da nossa parceria.

fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG77896-6001-476,00.html

Caetano Barata


Os Artistas X Cultura e Poder

A Cultura e seus seguimentos em séculos passados obteve total controle do Estado e das Dinastias com seus reinos e papados. A arte sempre foi acusada de influenciar a elite e a sua ausência nas camadas inferiores demontrava a desqualificação dos incultos. A indústria da arte viria a propor a necessidade de apoio e valoração aos artífices; na verdade, a este apoio surge a censura (isto é controle) e a marginalização de outros artistas considerados de menor valor.

A arte também necessita gerar lucro e está baseada na lei da oferta e da procura, em si, ela deve sustentar-se e satisfazer aos auspícios dos que a fomenta. Em 2007, alguns artistas me questionaram a autoridade do Estado para gerir a Cultura e em quais segmentos deveria haver investimento e a qualidade da gestão da cultura no Estado, em todas as 3 esferas.

Repetitivo é o meu argumento, baseado na Tropicália. O Estado dos anos tropicalista não investia em ativista cultural. A arte era vista como movimento esquerdista e contrário ao estado tirânico, no artista podia estar escondido um anti-patriótico. O artista não ia ao Governo pedir palco, som, iluminação para os eventos. E nós hoje, apesar dessa herança, ficamos deitados em berço não-esplêndido esperando que o Governo organize o movimento, conclame o povo a ouvir hinos de libertade e gritos de júbilo.

A organização dos artistas com quotas definidas para todos os segmentos é contrário ao princípio de governabilidade reinante; quanto mais desorganizado mais fácil a perpetuação dos mesmos líderes, quanto menos artistas detêm o conhecimento mais cômodo é conduzir as políticas culturais. Exceto uns poucos, verdadeiramente, estão realmente interessados em promover a Cultura de forma organizada.

É ainda necessário discutir a conceituação de cultura para decidirmos se na Bahia precisa ser mudado. Essas tais “lavagens” que servem apenas para fomentar a briga de rua e o assassinato, geram em seguida o mascaramento das estatísticas de violência; além de com suas danças sensuais colocar fogo na psicopatia de alguns.

Enfim, sem conseguirmos despertar o interesse capitalista dos que possuem o poder financeiro de investir na Cultura, continuamos com textos para teatro na gaveta; continuamos compondo canções para irem ao túmulo após nosso sepultamento; assim, a esperança governamentista morre quando os estadistas não tem visão do valor da Cultura para a qualificação e re-qualificação de uma sociedade e pior quando eles ainda se cercam de brutos ignorantes que usurpam o poder da democracia para si e conduzem a Gestão de Política Cultural como se fosse desnecessária, insignificante e dispendiosa.

Caetano Barata


Não era para ser assim

Às vezes, sei que parece chato ficarmos repetindo os mesmos princípios. Entretanto, as pessoas querem conviver e viver segundo alguns princípios que apesar de não parecer foram criado por Deus e declarados ao homem pela Bíblia. Muitas pessoas não buscam, nem clamam a Deus, mas, seguem a princípios bíblicos. Quando alguém busca o direito de possuir uma família está querendo viver debaixo de princípios criados por Deus. Sei que muitos vão dizer que os princípios foram usados para controlar os homens, mas estamos falando de regras de condutas sociais. E essa verdade, tem sido distorcida.

Na leitura de Mateus 19 dos versos 4 a 11, podemos encontrar o diálogo de Jesus com os fariseus. Os fariseus queriam com suas perguntas fazer com que Jesus emitisse opiniões contrárias a Lei (o Pentateuco). “E lhe perguntaram os fariseus: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele (Jesus), porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido (no Pentateuco) que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes Jesus: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aquele a quem foi concedido.”

Existe um distanciamento neste aspecto nos dias atuais. O casamento virou uma grande festa, apenas uma encenação, e a separação está banalizada. Não existindo o respeito a quem o instituiu (Deus) como pode haver respeito a uma instituição espiritual fundada pelo próprio Deus (o casamento, a família)? E os que ensinam a palavra de Deus tem que instruir as pessoas sobre as conseqüências do casamento e que a submissão a um casamento é obediência a um princípio divino e não pode estar submisso a nossa própria vontade (a vontade humana).

Caetano Barata


Entre a tecnologia e a fome

Não quero ser taxado de retrógrado pelas linhas que digito agora. Estudei mecânica, assim me considero um ser tecnológico, entendo de máquinas e valorizo-as em suas compleitudes sobre o progresso gerado por elas para a roda gigante dos mundos: os que habitamos e os não habitados por pobres.

Sou categoricamente contra a idéia de comprar tecnologia para celular, para computador, para televisão digital. Não acredito haver argumentos em nenhum lugar do mundo para provar que entre alimentar uma manada e colocar uma porteira eletrônica no curral, é preferível colocar a porteira.

Analiso com surpresa o custo de vida na Bahia. Uma lata de leite, alimento imprescindível quase ultrapassar a soma dos R$ 10,00 e 1 kg de feijão quase ultrapassar a R$ 5,00. Avalio a cultura de prioridade do Estado brasileiro valorizando a classe média alta e desvalindo o pobre beirando a um genocídio institucionalizado. É possível encontrar TV de tela LCD, à venda, por R$ 4.000,00 em quase todos os lugares; enquanto o pobre vive a se “virar” para adquirir algumas latas de leite para alimentar a sua prole.

É uma grande infelicidade para mim concluir: a equipe administrativa não olha o preço que já não fica mais no produto; também não vai ao mercado, envia um empregado. E temos, atônitos de ouvir, ler e repetir com ar de surpresa: A economia está bem, o país está bem. Sendo assim, está na hora de começarmos a repetir: nós não estamos de bem com os preços das mercadorias. E, a propósito, não chegou até nós a TV da antena parabólica, a TV a cabo, não temos computador a preços acessíveis e querem fazer o mesmo com o feijão e o leite; como remuneração digna também não tem nos alcançado é bom dizer: somos maioria em lan house.

Chega dessa mania de grandeza para gringo pensar.

Caetano Barata


Nós e nossos vizinhos

É no mínimo lamentável a estratégia de Hugo Chávez na tentativa de tornar soberano e instituir o modelo ditatorial no seu país. Não fomos chamados a opinar sobre a vida dos venezuelanos, eles que se preocupem com suas vidas que nós já temos os nossos problemas e não são poucos.

Sabemos o custo de uma democracia, sabemos o prejuízo do sistema ditatorial seja ele civil ou militar. Temos que permanecer atentos e organizados na defesa da democracia. Ainda que estejamos distantes da democracia ideal e de sermos uma nação modelo, ou de meter inveja para europeu.

Essa proposta de terceiro mandato para o Presidente brasileiro é estranha, infundada e escabrosa, um retrocesso à ditadura e uma ofensa ao princípio da democracia. Vejamos abaixo algumas idéias da reforma a Constituição venezuelana:

– o mandato presidencial passa de seis para sete anos, sem limite para reeleição. Chávez poderia então se perpetuar no poder;

– o executivo passa a ter poderes para nomear administradores locais. O prefeito da capital Caracas, por exemplo, deixaria de ser eleito pelo povo; (fim do voto, um direito democrático, legado do cidadão)

– bens podem ser expropriados em nome do chamado “interesse coletivo”, sem direito à reclamação judicial; (desrespeito ao bem particular)

– acaba a autonomia do Banco Central. Na prática, o presidente passa a mandar na política monetária; (confundimos essas estruturas)

– Chávez pode decretar estado de exceção, que autoriza a prisão de cidadãos sem acusação formal, e a censura aos meios de comunicação; (fim do respeito aos direitos humanos)

Enfim, o tempo transformou, Luis Inácio, nosso Presidente, num contraste entre os seus discursos juvenis de militância grevista, num estadista que merece nosso respeito quando consegue equilibrar as forças internas e externas das opiniões contrárias. O que nos deixa à vontade para não acreditar no provérbio: Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem tu és.

Caetano Barata


O Caso Kelly Samara

Somos todos produtos do meio em que convivemos. Essa premissa não é infálivel. Entretanto, a personalidade criminosa proponho eu seja ela doentia. Não incurável, mas formada por elos: escola, família, amigos.

Naturalmente, todos nós já fomos ludibriados por algum infeliz que se interpôs em nosso caminho com uma cara bonita, um sorriso perfeito e um élan inebriador, nos iludiu, nos enganou com a sua conversa de bom moço ou boa moça e nos deixou como idiotas, lesados na consciência ou em nossos bens materiais.

Essas anomalias da personalidade humana nos serve para não julgarmos as pessoas pela aparência, para não julgarmos as pessoas pela sua herança genética, nem pela sua herança social (os pobres herdam a pobreza), não se herda os frutos do caráter (personalidade honesta, moral, ética) porque estes são construídos ao logo do tempo, na vida e nas experiências positivas e negativas ao curso da vida na sociedade.

Enfim, temos que tomar cuidado com as personalidades destruitivas que não querem largar a sua arrogância, petulância e vivem arrotando manias de grandeza e fazem qualquer coisa para constituir patrimônio de bens materiais sem o mínino de honestidade: enganando um ali, defraudando outro acolá sem ter nenhum escrúpulo.

Caetano Barata


A fórmula do leite

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A Polícia Federal brasileira nos últimos anos do Governo Lula tem se mostrado capacitada e em atividade. Transformando a minha resignação em alento de me sentir um brasileiro que pode dar crédito a Justiça neste país que tantas vezes foi bêrço das mais deslavadas depreciações.

Os comentários do apagão do Leite dão conta de ter sido encontrados: Farelo de osso, cal, resto de cimento, soda caústica e alguns outros elementos colocados no leite. Acredito que estes crimes caem na condição de crimes hediondos. Certamente, em um país sério e de pessoas sérias esses crimes seriam punidos com pena de morte e no mínimo com algumas poucas condescendências prisão perpétua.

Não é preciso ser mestre em química para entender o prejuízo a constituição do organismo humano esses elementos na corrente sangüinêa. Agora se entende o aumento no preço da fórmula do leite. Só nos resta perguntar se essas pessoas irresponsáveis ficarão sem o devido castigo?

Caetano Barata


No país das maravilhas

O caos aéreo saiu da mídia. É inacreditável tal consequência ser possível com a mudança de um comando, diminuição de uma pista e outras e outras necessidades não concluídas, necessárias mudanças que não aconteceram e de repente, tão de repente os vôos saem nos horários e pousam com atrasos aceitáveis.

Espera-se as mesmas medidas no caos da saúde pública, da sensação de insegurança pública, do desemprego público. Exigir, questionar a ética uns dos outros como fizeram os Ministros do STF, somente deplora a nossa falta de ética; desnuda-a na luta de Renan para permanecer Presidente, deplora a moral da maioria que aceita a sua permanência diante de tantas acusações e torna leviano o caráter daqueles que exigem a saída de um próbo; degrada-a mais a ainda (a moral) polícia que sequestra delinquente e lhe exige resgate…

Não há crise, nunca na história desse país houve crise: são processos democráticos, degraus da instalação da democracia, acomodamento as novas estruturas. Sou mais um brasileiro que passou a acreditar que neste país existe lei, respeito a elas, moralidade e que às vezes precisamos sair ao país das maravilhas e viver um pouco desse faz de conta.

Caetano Barata


O vídeo imita a vida – Tropa de Elite

A discussão proposta pelo filme, Tropa de Elite, produzido por José Padilha causou um reboliço nas autoridades inseridas no contexto de combate ao crime e cumprimento da lei. Não é de se espantar que há uma leve degeneração das instituições nacionais; nada grave, alarmante, ainda conseguimos conviver com essas instituições.

O fato é que o filme não enfatiza nada de novo. A sociedade sabe que as polícias são ineptas diante das instituições marginais armadas de FAL, HK, UZI como se estivessem numa guerra. Não devemos entender o filme como apologia ao crime institucionalizado, se é que ele acontece; entretanto, muitos jovens da sociedade civil estão sendo tragados pelos produtos que fomentam essas organizações: exctasi, anfetaminas, cocaína, maconha, álcool.

Atribuir ao filme um olhar fascista é imputar ao cinema uma culpa e isentar-se da responsabilidade social do Estado. Passador, fogueteiro, polícia corrupta, sociedade oprimida e consumidora dos produtos comercializados ilegalmente são elementos do filme, se eles não existem na realidade há um grande equívoco nas estatísticas das nossas instituições reais. O vídeo imita a vida e não podemos interferir no roteiro do cinema sem mudarmos nossa rotina e educarmos nossos filhos.

Caetano Barata


Entre a Verdade e o Direito

É certo que o homem estabeleceu contratos, certidões de casamentos e outras documentações como forma de legitimar acordos entre pessoas. Há certo tempo as pessoas aprenderam com a força da jurisprudência (que é o acervo do conjunto das respostas as questões jurídicas) a existência de brechas para burlar os acordos. Apesar de acordado quando se deseja quebrar o acordo existe a multa, pagando a multa estar-se livre do acordo ou da obrigação assumida. Outro é assumir a conseqüência de não cumprir o acordo. Até se possível for, sendo preso.

Vivemos numa sociedade que banalizou o acordo verbal e transformou o acordo documental numa balela. Onde tanto faz assinar um documento e respeita-lo ou assina-lo e rasga-lo no outro dia. Conseguimos sempre uma sutileza para demonstrar juridicamente que não era nossa obrigação falar ou cumprir. Sobre o direito de ficar calado. Já que falando se incrimina. Onde está o réu confesso? Está fora da lei. No momento em que necessitamos da efetiva demonstração de desobstrução da justiça e um momento para legitimação do processo de democratização dos Direitos. A jurisprudência propõe o direito de fazer silêncio e acordos, nos quais uns alcançam perdões e penas leves porque “entregam” os outros.

A esse conjunto de idéias chamado Direito não cabe réplica. Basta apenas cumprir e respeitar. Quando comparamos o homem de ontem com o de hoje. Vemos que muitos homens do passado cumpriram suas palavras independentemente do que acontecessem. O homem moderno não tem dado valor a nenhuma linha do que diz. Seja no comício político, seja na propaganda política, seja na rua, seja na Igreja durante um casamento, seja no clube, seja não respeitando o sinal do semáforo. Por incrível que pareça: um homem habilitado fez um acordo de que respeitaria os sinais do trânsito, se ele não respeita os sinais, não quer ter o direito de possuir a habilitação.

Caetano Barata


A força do hábito

Na velha aliança para entrar na presença de Deus era necessário após solenidades sacrificiais, o sacerdote em seus trajes sem máculas adentrar ao Santo dos Santos. O sacerdote entrava no Santo dos Santos com uma corda com guizos presa ao tronco. Estes guizos serviam para advertir que o Sacerdote morreu por ter entrado no Santo dos Santos em más condições espirituais.

A infinita Graça de Deus conciliatória no Sangue de Jesus é o diferencial entre a Velha Aliança e a Nova Aliança. Temos utilizado mal o hábito em nossas negociatas pessoais; ensinando que Deus não precisa fazer parte da nossa vida material, profissional, em família, diária. Deus deixa de ser Senhor de tudo para ser Senhor apenas dos poucos dias que estamos dentro de um templo.

Os lábios que Salomão disse que falava o que o coração estava cheio, Jesus disse que o louvava com falsidade e sem sinceridade de coração.(Mt. 15:7) Na Nova Aliança, temos a liberdade da Graça de Deus e temos incorrido no erro de considerarmos o livre arbítrio com a associação de Deus aos pecados humanos. Deus não se deixa escarnecer, todos devemos saber.

Caetano Barata


Vergonha Nacional

Noticias chegam do grande Brasil que há trabalhos com a ausência de remuneração. Não há argumento plausível para aceitar uma desgraça dessas. Não somente é uma desonra a democracia brasileira como descamba na incapacidade dos governos de sustentarem os áureos direitos constitucionais.

Estes focos de desumanidade devem produzir nas pessoas de bom senso, não um falso sentimento de repulsa, mas um momento para avaliar o quanto, também elas tem sido injusta e imoral; quando contrata uma empregada e conclui que o salário “justo” é o meio mínimo que “paga” e o sabonete, o almoço, a tv e o sofá; sem ainda levar em consideração os direitos de FGTS, férias e 13º salário.

A indefesa pessoa humana que tem seus direitos cerceados pelos mais fortes (podem demitir, tolher suas perspectivas de progresso); não encontra neste imenso “matagal” que é o Brasil mecanismos verdadeiros e eficientemente capacitados para garantirem seus direitos: trabalho, saúde, educação, moradia digna, segurança.

A reação dos parlamentares comprometidos com os escravagistas é uma demonstração clara de que o povo não tem o governo que merece. Na lei, tudo é possível de forjamento: forjam-se provas (cartões de ponto, recibos de pagamento, carteiras assinadas). Quem vai questionar a data de admissão se todos temem ser demitidos? Nós vamos aceitando; pior é estarmos no “olho da rua” e sem ter com quer manter a família.

Caetano Barata


É a ausência de amor

Vivemos numa grande rede de intriga. Muitos dirão que isso é fora da realidade. Entretanto, são colegas de trabalho que planejam e encomendam o assassinato do colega de trabalho para ficar com o posto de chefia; são filhos que projetam e assistem a morte dos pais para ficarem com a herança; são companheiros infiltrados para delatar as iniciativas e propostas do grupo para miná-lo. Enfim, temos um sem número de exemplos digno de um novelário.

Com as palavras proféticas de Jesus sobre a inexistência da fé no momento da sua vinda, desdobra-se muitas outras ausências. (Lc. 18:8) A principal e mais patente é a ausência do amor ao próximo e seus frutos. A principal fundamentação para o embasamento do evangelho em todas as doutrinas que se intitulem Cristãs. Fora disso, agindo ao contrário do fundamento da fé e do amor; o evangelho tem um inimigo oculto, não declarado; ali, ao lado de Cristo se dizendo amigo, mas torcendo para que nada dê certo.

Só nos resta entendermos a misericórdia de Deus para com essas vidas e sobre nós. Em tempos longínquos, pelo coração mau e pelo erro de um, pagavam com a vida todos da família. Alguns, não olham seu próprio coração e acham que Deus deveria voltar a agir assim. Sabemos que pela palavra de Pedro, Ananias e Safira caíram mortos por ter mentido ao Espírito Santo; atitude muito comum nos nossos dias.

Perguntam-me: por que aquele irmão que com sentimento faccioso tenta colocar um outro contra mim, também não cai morto? A explicação é a Graça, é o sacrifício de Jesus na cruz. A nós cabe ter o mesmo sentimento de Jesus e a sua atitude de oração: Pai! Perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Isso é amor, amor puro e genuíno que deve abundar daquele que está indo ver a face de Deus!

Pense nisso!

Caetano Barata


Os aposentados estão de volta

A crise de emprego no Brasil continua em processo acelerado. Os conceitos de rendimento empregatício variam muito entre os consultores e empresários. Agora está em alta a contratação de pessoas aposentadas. Infelizmente, não há em nosso país jurisprudência sobre o assunto.

Os aposentados estão ocupando cada vez mais o espaço dos jovens nas frentes de trabalho. O governo brasileiro precisa rever o que é legal na empregabilidade dos aposentados. Apoiando o trabalho voluntário dos aposentados e não aceitando o exercício de funções públicas ou a prestação de trabalhos remunerados; ainda que em regime de contrato de tarefa ou de avença “(Avença – Do latim, advenentia. Contrato, ajuste, convenção, acordo entre litigantes. O mesmo que aveniência. Seu oposto, já se percebe, é a des-avença).

No passado, o termo denominava a convenção pela qual os contribuintes de impostos indiretos concordavam em pagar, às autoridades arrecadadoras, as quantias fixadas em razão do valor das vendas prováveis, no período em que o imposto era exigível, em quaisquer serviços do Estado; junto as pessoas jurídicas coletivas públicas ou empresas públicas”, salvo por “razões de interesse público excepcional”.

Diante de tantos fenômenos sociais acontecendo temos que ver o Congresso e a Câmara discutindo como vai terminar o julgamento dos mensaleiros. Enquanto isso, somos obrigados a ver os jovens sem ter oportunidade e os velhos que já gozam de salários, voltarem ao trabalho, ocupando o campo de trabalho de um jovem brasileiro.

Caetano Barata

fonte:wikipedia



Zelo espiritual é diferente de ódio religioso

O desafio de Osama Bin Laden a hegemonia dos USA foi um grande divisor de águas nas relações diplomáticas e no entendimento das ações de guerra. Teologicamente, não há respaldo para as ações de Osama e como quis dizer Ratzinger, ninguém de boa mente (LOGOS), isto é utilizando a razão, vai atribuir a Deus a aprovação do morticínio de inocentes.

Entretanto, o fato discrepante para os vivos é a aprovação das atitudes de guerras e invasões de territórios estrangeiros, por cidadãos americanos, dos seus governos. Faltava uma peça desse quebra-cabeça encontrada recentemente: quem são esses soldados que vão a esses confrontos? Imagina-se que se fossem filhos dos ricos americanos já haveria um grande canglor das ruas nova-iorquinas para por fim a esses assassinatos de americanos e estrangeiros. Mas, são pobres, filhos de pobres que entregaram suas vidas (afinal, qual a visão que eles tinham do futuro?).

Do outro lado. Osama consegue alistar diante da fidelidade aos princípios da fé. Por que sem essa fidelidade seria impossível a consecução de nenhum atentado. O que não é de nos surpreender que o próprio Osama esteja também, imbuído, com essa disposição de sacrifício. Seria bem mais louvável usar todo ouro que Osama possui para re-erguer as nações destruídas pela nação do Norte. No entanto, vale a pena dizer: zelo espiritual é diferente de ódio religioso, Osama.

Caetano Barata



Das vacas ao bode expiatório

Esse grito de dignidade, honestidade, credibilidade diante da cassação do Presidente do Senado Renan Calheiros não significa muito pelo histórico nacional de escândalos. Os acusados de sanguessuga foram re-eleitos pelo povo. A máxima de que todo povo tem o governo que merece mais uma vez se torna evidente.

Não é novo que aqueles que vociferam e tem o estômago embrulhado quando a desonestidade pula aos noticiários; não poucas vezes, aceitam propina, pagam um “cafezinho” e de quatro em quatro anos fazem acordo para digitar o sufrágio universal na urna e não reclamar depois, tendo em troca: brita, cimento e telha.

São os mesmos que gritam: investiguem a minha vida e quero ver se encontram rastro meu. Nestas horas encontro Jesus agachado e mandando aquele que não tem pecado atirar a primeira pedra. Ainda citando o exemplo do Mestre dos mestres, muitos dirão: está encobrindo, deve ser porque cometem as mesmas transgressões.

Enfim, não acredito que cassar um resolve. O que precisamos é de uma operação “Mãos limpas” como aconteceu na Itália alguns anos atrás. Aí sim, depois dessa assépcia seria provável que os limpos expurgassem um tumor. Ainda, como bom brasileiro espero que a extirpação não venha a respingar nas partes saudáveis a idéia de que o crime compensa. Isto é, quando poucos podem ser defensores da bandeira da honestidade é positivo colocar a culpa em alguém e continuar a vida com a consciência tranqüila.

Caetano Barata


Ditadura da Mídia

A Suprema Corte da República brasileira promoveu a maior demonstração de equilíbrio e respeitabilidade a proposta da democracia: imparcialidade. Tentaram de todas as formas desestabilizar o momento quando propuseram ser aquele ato pura e simplesmente uma formalidade. Naturalmente, não seria formalidade política se o Supremo Tribunal transformasse o relatório em papel passado, caduco e arquivado.

Esse desrespeito deslavado ao STF foi rechaçado de forma elegante pelo Ministro Marco Aurélio de Mello. É pena que as interpretações dada as frases do Ministro Ricardo Lewandowsky tentaram, sem no entanto conseguir, denegrir a autoridade de toda a Suprema Corte.

Não é a ditadura da mídia. É a força da verdade, a coersão autoritária implícita sobre todos que estão a serviço da democracia e seus valores: imprensa livre, direitos humanos, responsabilidade do Governo. A Soberania de um país que se diga democrata é refletida nos seus Poderes na legitimidade das suas decisões.

Caetano Barata


Direito de defesa e legítima defesa

Tenho o mais alto respeito aos profissionais de jornalismo do meu país. E é me valendo desse respeito que muitas vezes sorrio vorazmente quando ouço os comentários de âncoras do rádio e da TV.

Não obrigo os queridos a entenderem de Direito Civil, Penal, Administrativo ou Constitucional. Entretanto, é no mínimo necessário o básico para se entrevistar um advogado de defesa ou um promotor sentado na cadeira dos réus. O que mesmo sendo possuidor desses conhecimentos não justificaria a presença de bom senso.

É óbvio que princípios e fatos são imprescindíveis para um conceito e uma sentença. Olhando por ângulo invertido vemos um homem acuado em sua masculinidade por jovens “malhados”. Fato que não constitui crime prescrito por lei, mas acontece. O certo era o Promotor sair daquela situação humilhado e ir a um Departamento de Polícia prestar queixa. Vivemos numa sociedade machista e todos sabem que ele seria ridicularizado até a alma, além de ser tratado friamente (isso não é tão comum, mas quem mandou sair com uma “mulher assim”…

No final da história não uma brecha da lei, mas jurisprudência: legítima defesa da honra. E uma lição para os que estão vivos: não tenha dúvida, é melhor respeitar a mulher de qualquer sujeito “franzininho”, porque ele pode conhecer seus direitos e não fazer petição, entrar com uma ação de execução e depois sofrer o dano.

Caetano Barata


Crer contra a esperança

Assim que o Reverendo Ratzinger assumiu, fez um discurso na Universidade de Regensburg, citando o imperador bizantino Manuel II, num diálogo com um persa sobre Cristianismo e Islã. Esta citação gerou protestos dos nossos irmãos do Islã. Naturalmente, não era esse o principal tema do Santo Padre. Bento XVI utilizou um slogan bastante sugestivo: não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus. Ora, é óbvio que numa discussão entre as várias cátedras em algum momento seremos obrigados a pedir atenção ao Logos. Entretanto, quando se trata de Teologia não poderemos trazê-lo (o logos) como princípio fundamental do nosso argumento.

Mas, por que não podemos fazer do logos o fundamento principal do argumento teológico? A própria Palavra de Deus é clara em afirmar que a sabedoria de Deus é loucura para os homens. O que significa dizer: ausência do Logos e Ratio. Naturalmente, fides et ratio não é verdadeiro.

A fé não é razão. Porque foge ao entendimento humano puramente racionalista. E equivoca-se quem considera necessário a presença de racionalidade na ação de Deus. Ou o fundamento das coisas que não se vê e certeza das coisas que se esperam é razão. Não é razão. Enfim, razão não faz parte da natureza de Deus ao menos é o que a Palavra do próprio Deus confirma e espera que os homens que professam a Palavra de Deus não sejam aceitos pelo que dizem.

Esperar a ação de Deus; milagres inexplicáveis e incríveis apenas são demonstrações do que nos pede Deus. Crer contra a esperança.

Caetano Barata
PS. Não cito versículsos para não ser um bibliólatra chato. Quem ouve a voz que entenda e busque em sua fonte a essência.


Agosto de Deus

É indiscutível e muitos aceitam a capacidade receptiva e de atração da mente humana. Diante de tal paradigma é momento prudente para estarmos atentos a essas insinuações negativas, opostas ao equilíbrio harmônico dos próximos dias: estamos no mês de Agosto.

Concorrentemente, sabemos que economicamente existem empreendimentos que dependem de eventos negativos. Vender pneus, impetrar habeas corpus, rebocamento de veículos, resgate de perdidos, altos seguros e inclusive, maldosamente se referem ao exorcista.

Enfim, cabe a cada um manter-se em harmonia com o bem para evitar a afluência do mau gosto. Estamos no mês de agosto, condenado por muitos como o mês do desgosto que Deus nos livre do mal e que tudo aconteça ao gosto de Deus.

Caetano Barata


Medalha de bronze para o investimento em esporte no Brasil

As medalhas conquistadas pelos atletas ricos e pelos atletas pobres esforçados redundaram numa falsa impressão de que há investimento no esporte brasileiro de forma séria, correta e utilizando-se dos critérios pedagógicos esportivos para dinamizar o esporte de alto rendimento no Brasil.

Em alguns esportes de elite, naturalmente, podemos claramente identificar uma andorinha. Como no caso do tênis de mesa de Hugo Oyama que para muitos dos brasileiros não passa de ping-pong sem sentido (embora Hugo tem vários trabalhos em comunidades carentes). Infelizmente, o esporte preferido dos investidores privados e da dinastia democrática brasileira é o futebol. São mais atletas e conseqüentemente mais votos. Numa infelicidade medíocre o político brasileiro administra pensando em seu reduto eleitoral (pessoas que votam nele).

O lugar mais alto do Pan 2007 para o esporte brasileiro foi a demonstração da capacidade do atleta brasileiro de superar o descaso, a falta de dinheiro para transportes, a falta de equipamento adequado para treinar, a falta de refeição adequada, a falta de nutricionista, a falta de condições estruturais para desempenho das suas atividades esportivas.

E uma carta de recomendação para políticos e empresários brasileiros: quem mais perde não investido nos atletas brasileiros é a elite que tem que ler os elogios e bater palmas para o celeiro de atletas sabendo que fez muito pouco para eles estarem ali.

Uma meia dúzia de centavos para transportes e alimentação dois dias antes dos eventos, é falta de decoro parlamentar diante de tantos milhares que saem dos cofres públicos em fraudes, presentes e chantagens dantescas e ridículas. Entretanto, pouco se sabe de algum deputado que investe em atletas neste país.


Ficção grotesca e jornalismo de mau gosto

Não é um filme de ficção científica. Mas, parece ser um filme de Holywood, o ar de suspense criado pela CPI do Apagão Aéreo. O charme de declarar o conteúdo da caixa preta ou não, já constitui quebra do decoro parlamentar.

As declarações precipitadas sobre as tentativas do piloto na cabine já demonstram insensatez por parte dos Deputados (pelo menos dois deputados da CPI do Apagão Aéreo, Efraim Filho (DEM-PB) e o relator Marco Maia (PT-RS)), que se arvoram a fazer alguma declaração sobre o que porventura concluiram sobre as tentativas do piloto em evitar a colisão do avião da TAM.

É repugnante ver a imprensa sensacionalista ganhando sobre um tema tão doloroso: a morte de várias pessoas e o sofrimento dos parentes. Duro também, nesse mesmo contexto, ver que a exposição na mídia da Crise Renan Calheiros passou para segundo plano, numa demonstração de que a imprensa não tem compromisso com a verdade e a justiça.

O assédio aos deputados, oficiais da Aeronáutica e outros participantes das investigações do acidente em Congonhas, para dar o “furo de notícia”, transforma um trabalho de altíssima precisão em um vídeo game. Tornando duvidoso todo o trabalho sério de algumas pessoas, quando consideramos o jornalismo brasileiro tendencioso e de mal gosto.

Caetano Barata



O Segredo por trás de “O Segredo”

Inspirado no livro “The Science of Getting Rich” (“A Ciência de Ficar Rico”) – escrito em 1910 por Wallace D. Wattles (1860-1911), um dos pioneiros na arte de unir idéias baseadas na ciência com a literatura de auto-ajuda, o livro “O Segredo” teve início em agosto de 2005 e foi concluída no final daquele ano. Hoje é um fenômeno de vendas, ultrapassando “Quem comeu o meu queijo?”.

Lembro-me bem, quando euforicamente me disseram que Roberto Justus seria palestrante em Salvador e imediatamente, sem pestanejar argumentei: o melhor exemplo de administrador que conheço, chama-se: Jesus. Cairam de costas e calaram-se. Embora alguns ainda insistiram nas qualidades de Justus. Às quais, eu as considero de muito mal gosto, arrogância e presunção, soberba.

Sem querer ser simplista e finalizar o texto sem delongas, quero desvelar o Segredo de O Segredo, apenas li um slide que me enviaram por email. Entretanto, argumento: é a lei da semeadura. Quem se sente bem, dissemina bem-aventurança. Quem se sente mal, colhe o mal.

Caetano Barata



Das trevas para a luz (meditação maravilhosa)

A leitura da palavra de Deus, ou de toda palavra que venha a trazer à baila a Palavra de Deus deve ser lida com o máximo de cuidado e presteza. Na semana passada, fiz um texto sobre a opinião do Senhor Ratzinger. Entretanto, escrevi na abertura do texto que enviei para alguns irmãos a saudação: Graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos trouxe da LUZ – para as TREVAS.

O fato não se restringe ao irmão que escrevia está em trevas ou na luz. Mas, é contundente como temos lido textos e ouvido mensagens. Temos lido sem nenhuma análise. O que demonstra um sério e maligno vento satânico.

Alertado por um irmão que tendo o cuidado imprimiu e conversou comigo pessoalmente.

Fui à Bíblia. Busquei todas as referêncais sobre as trevas e a luz. A minha mente já me alertava:

Vê, então, que a luz que há em ti não sejam trevas. Lc 11:35

Como podemos estar na luz se não lemos (interpretamos) o que é escrito, seja por um desavisado, desatento ou mal intencionado? E, se interpretarmos e não tomarmos uma atitude de correção para com o irmão, inclusive, em defesa da Palavra de Deus?! Estamos na luz?

Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, o qual é verdadeiro nele e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz. I Jo 2:8.

João afirma que não estamos completamente na luz.

Eu concluo que Jesus veio demonstrar as trevas que temos. As trevas que pensamos ser luz. Jesus não veio revelar a LUZ que vivemos. Veio nos revelar as nossas TREVAS, demonstrando a luz que devemos buscar. Em quão grandes trevas temos vivido. Vivíamos numa luz virtual: nos achavámos filhos de Deus, nos achavámos bons e quando nos aproximamos de Jesus concluimos: Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes. Gl 5:4

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. II Pedro 2:9

Caetano Barata



Pensamentando

Com todo o respeito a Comunidade Católica no Brasil e no mundo, pois tenho muitos irmãos nesta denominação e exercendo atividade em ministérios e buscando a santificação, gostaria de opinar sobre as idéias do Reverendo Ratzinger, hoje Vossa Santidade, o Papa.

São bastante óbvios os motivos, pelos quais, o senhor Ratzinger veio ao Brasil. Dentre tantos, a visível decadência do fiel católico, em sua maioria, contaminado com o álcool e muitos que nunca foram a comunhão séria do domingo, jamais confessou um pecado e o exagerado conflito entre o ensinamento de Jesus e as festas da carne, aceitas pelo evangelho católico no Brasil, poderiam ser muitos outros; a verdade é que a sua vinda se deve a diminuição do números de fiéis da denominação que ele preside.

Como pode haver salvação de um templo, se o seu comportamento é contrário as obras que a fé pressupõe? Isto é, ao que me refiro diante da premissa de que denominação salva. Em contrário, é negar as palavras de Jesus: “Onde estiver: dois ou três reunidos em meu nome, ali Eu estarei”. Como poderia alguém contrariar essas palavras. Ainda mais, o apóstolo Paulo de próprio punho escreveu: se algém vos pregar outro evangelho, seja anátema. Não aceite outro evangelho pregado por homens ou anjos.

Seria melhor uma outra premissa. Seria muito mais coerente se Vossa Santidade, o Papa Ratzinger, chegasse no Brasil e mandasse derrubar a estátua de Padre Cícero, mandar acabar com a adoração as imagens de inúmeras mulheres e homens, bem-aventurados? Sim. Mas, pó e ao pó voltaram. O senhor Ratzinger deveria condenar o casamento homossexual na igreja, seja ele qual fosse; porque ele contraria uma sociedade civil e espiritual constituída por Deus: a família; deveria ainda, condenar o segundo casamento; ou melhor, o casamento de divorciado, condenar o aborto; isto sim. E ainda, condenar a idolatria aos mortos e condenar o diálogo com os mortos.

Após essas assertivas, o senhor Ratzinger poderia questionar a dissidência que Lutero, usado por Deus, para condenar a venda de indulgências, artíficio utilizado por Leão X (1475-1521), eleito Papa em 1513 para financiar o seu projeto extravagante, a basílica de São Pedro em Roma (incluindo a Capela Sistina):

– Você pecou? Traga 5 mil cabeças de boi e entrega no altar do Senhor e ser-lhe-ão perdoados os pecados.

Este tipo de penitência, nega a Graça imarcesível do Senhor Jesus e o Sangue que purifica o pecado carmesim e o torna branco como a neve.

E depois de todas essas considerações, cantaríamos um salmo!

Filipenses 1:16

Humilde conservo de Paulo, o apóstolo.

Caetano Barata



Brasilidade: ah, esqueci! foi mesmo?!
congresso

O povo brasileiro tem a fama horrorosa de não ser muito chegado a pensar, usar a memória e é famoso por ter a memória fraca… esquece das coisas com muita facilidade. Entretanto, tenho minhas dúvidas. Não é possível que tantos escândalos, agora liberados para a mídia divulgar, o brasileiro não lembre de um nome e esqueceu tudo.

Tomara que lembrem que outros presidentes da Câmara e do Senado já cairam e com um barulho monumental. Situações vexatórias e altamente constrangedora.

Diante desse cenário estamos colecionando nomes de operações policiais e colecionando escândalos: Tentáculos III, Mercado Preso II, Mandrake, Confraria Crepúsculo, Shogun e Capela, Feliz Ano Velho, Matusálem, cavalo de tróia, navalha, xeque-mate. E escândalos como a situação de Renan Calheiros também foi vivida por outros ex-presidentes da Câmara e do Senado que caíram em rumorosos escândalos políticos: o mensalinho, em 2005, e a violação do painel eletrônico do Senado, entre 2000 e 2001 e outros que não me lembro: sou brasileiro.

Presidentes ja cairam: Severino Cavalcanti (PP-PE) era presidente da Câmara quando foi acusado por Sebastião Buani, concessionário de restaurantes da Casa, de cobrar propina de R$ 10 mil para renovar o direito de exploração do comércio. (o mensalinho, fez com que Severino renunciasse). Tentou se re-eleger, mas foi em vão. (o brasileiro lembrou nas urnas).

O escândalo do painel eletrônico, que levou à renúncia dos então senadores Jader Barbalho (PMDB-PA), Antônio Carlos Magalhães (DEM-DF) e José Roberto Arruda (DEM-DF), não se soube como descobriram isso. Mas, descobriram. O Conselho de Ética ia cassar, eles renunciaram. Sei que no final a Diretora do Prodasen, empresa que administra o painel eletrônico, disse que houve a violação por ordem do Presidente da Casa, ACM. Hoje Arruda é Governador do Distrito Federal e Jader é Deputado e ACM retornou ao Senado.

Enfim, precisamos de alguém defendendo os interesses do país.

Caetano Barata


Uns educam para libertar, outros educam para liderar, alguns para serem felizes. Nos últimos dias temos sabido o que os filhos da tal classe média do Brasil faz quando pega o carro do papai à noite para ir à balada.

O que eles fazem é desrespeitar não somente tudo que aprenderam, bem como a sociedade para a qual foram criados. Por que, afinal não se cria um filho para ele fugir com marginais e desertarem da sociedade civil para a sociedade criminal; permitam-me esses silogismos. Sei que me entendem… O mais desastroso dessa falsa educação é a tentativa infeliz do pai defender, minorar o conceito da educação do seu filho… não serviu para bons modos. E tenho certeza que eles se esforçam: colocam seu filhos em escolas caras, pensando que os estão enviando a bons meios e que isto basta; não basta, tem que pegar no pé, vistoriar a bolsa, chegar perto para sentir o hálito e se possível seguir e ver de longe o que os filhos fazem; com um diálogo de mês em mês pode se ter uma auferição de como anda o que pensamos ser a educação que pensamos dar aos nossos filhos.

A sociedade atual não se deu conta ainda que para muitos jovens não há diversão sem droga. Não importa o teor de nocividade. Sabemos que o álcool faz danos terríveis à nossa juventude. Mas, muitos pais estimulam a sua prática, promovendo embriaguez em família, embriaguez generalizada de avô a netos. O que uma sociedade que valoriza o vício e acha bonito o cigarro nos lábiso pode exigir de sua parentela quando ela embriagada bate em todos e grita a plenos pulmões: você me conhece? Você sabe de quem eu sou filho?

Caetano Barata



Um velho conceito, novos estúpidos!!!!

A agressão por indivíduos considerados de boa educação e de classe social melhor, serviu para contestar o conceito sobre educação do Presidente da República. O Presidente considerou que o alto índice de criminalidade devia-se ao número de participantes de uma família.

Contestando o crescer e multiplicai. Entretanto, não quero falar de teologia. Quero falar de falsa impressão. A impressão que temos é que a necessidade faz o ladrão. Essa impressão é falsa pela formação de quadrilha com participante de alto índice educacional familiar e escolar e até finaceiro(pessoas que já tem demais). Contestando no todo e nas sua partes as prerrogativas de que do subúrbio e das classes menos favorecidas surgem o monstro social da violência e da corrupção.

O índio Galdino morreu e não pode contestar uma indenização. Para onde ele foi não se interpõe agravo, nem defesa, não adianta seu corpo carbonizado como prova da ignorância de alguns e da imbecilidade de outros, riquinhos, sem nada para fazer. Concluindo que fazer “pega”, embriagar-se, humilhar as pessoas são privílégios herdados pelo latrocínio moderno, no qual, aqueles que não precisam roubam da boca do famintos; sobreviventes com apenas um salário de miséria, sem ter o direito de aumentar seu próprio salário e morrendo aos poucos.

Voltando a muita das noites das grandes capitais. Onde os pais dão o carro e dinheiro para as drogas. Certamente, eles aprenderam com seus pais como tratar uma mulher. Afinal, o fato de se portar uma bolsa, num ponto de ônibus na volta para casa não se pode concluir que ela é uma prostituta (salvo, se forem fruto de uma camada da sociedade que julga antes de ter provas!!!) Lamentavelmente, não foi a única que apanhou na noite e nem será a última. Mas, o que fazer com quem tem muito e não sabe o melhor a fazer?

Caetano Barata



Essa tal liberdade

Ouvi a entrevista do Presidente da Associação Baiana de Imprensa, Bel. Samuel Celestino na rádio metrópole e, tal foi a minha surpresa o tema que por ele era abordado de forma calorosa, como tal assunto merecia por ser de um agravante sem par.

Dialogava, solidarizando-se com Mário Kertzen pela liminar impetrada pela Meritíssima não citada no diálogo, mediante petição inicial de advogado da parte do prefeito da cidade do Salvador; pelo que entendi alegando o denegrir da sua pessoa física.

Aprendi ainda pequeno a não me meter no que não é da minha conta. E todas as vezes que o Presidente Lula tinha durante a campanha suas animosidades com a mídia e pensava está numa ilha; O meu argumento sempre foi: tomara que não tentem nos calar, já que escrevemos falando bem do governo do Lula que parece não entender que política é como numa feira. Isto é, todos podem tentar vender suas bananas. Lembro-me bem da tentativa de tirar Arnaldo Jabor do “ar” por que ele apoiava Alckmin.

Graças a Deus, Lula não mandou retirar do ar todos os blogs, bligs, sites e os cambaus… Odeio essa idéia de calar os que falam bem ou mal de nós pela força que por hora nos está favorável.

A liberdade é um bem inegável da humanidade, disse o Srº Celestino. E realmente, não podemos conceder a alguns o direito de por suas incompetências claras, obscuras, diametrais ou quais quer que sejam o erro crasso, achar-se no direito de impingir a liberdade de imprensa conquistada por muito esforço e com a vida. A liberdade que hoje exercemos: eleger um executor, um legislador e de nos expressarmos foi conquistada pela força primeiramente dessa tal liberdade de expressão.

Não obstante, lembro-me do apóstolo Paulo, dizendo por entre os dentes: Quanto a Alexandre, Deus que lhe devolva segundo as suas obras, tudo que me fez passar.

Junho, 20 de 2007
Caetano Barata



O fundamental

O imaginário nacional e as “transformações” sofridas pela língua, nos fazem pagar um alto preço quando nos comunicamos online… vídeo-câmeras; a palavra falada não tem volta e por mais que tentemos explicar, complica mais. A Bíblia diz que tudo depende do coração. Isto é, a boca fala o que o coração está cheio.

É possível relaxar esperando um vôo que não vem e nos sentimos tratados com desprezo, quando na verdade estamos pagando para sermos bem atendidos? Tudo bem que o povo brasileiro não tem educação para reivindicar seus direitos, não os conhece bem.

Quando beleza foi fundamental para Vinícius de Moraes, foi poesia. Entretanto, a quebra de decoro parlamentar está fundamentada. O Acidente isquêmico ou não, pouco importa, foi oportuno para minimizar as consequências da verborragia inconseqüente.

Quem vai a um aeroporto não quer relaxar ou gozar, e o fundamental num parlamentar não é a beleza, e sim o caráter, a dignidade e a probidade, em falta neste círculo de cartas mal marcadas.

Caetano Barata



Navalha, Xeque Mate!!!

O adágio popular de que em toda família tem uma ovelha negra, me inspira para compor esse texto. Eu mesmo, usando a primeira pessoa sempre argumentei que neste país existia pelo menos uma instituição em funcionamento real e saudável. Pura utopia. Acordei. Ou mais grave: caí da cama.

Durante a prisão na operação Navalha, questionei as prisões tidas como preventivas. Quem busca saber, sabe que a prisão é temporária e não preventiva. O que nos surpreende a assessoria da impressa televisiva insistir em chamá-la de preventiva. Os dias passam e os habbeas corphus cabem. Penosamente, imagino estar assistindo a uma partida de Xadrez, na qual pode-se voltar o lance e discutir a melhor posição para se colocar as peças. Isto é, depois de cada lance, o adversário diz: oh, aqui não a dama é capturada! E eu dizia: essa navalha é na carne (na própria Polícia Federal)!

Agora na operação Xeque Mate, assisto não uma investigação e sim a uma busca desenfreada por manchete. Afinal, de onde vem essas informações? Jornalismo investigativo e reporteres de alta capacidade elucidativa, como num jogo combinatório de pura lógica, sei que existem e conheço pessoas capazes de desvendar os melhor lances até o Xeque Mate. Entretanto, volto a sonhar novamente: não pode ter sido vazado essas informações da Polícia Federal. Num misto de filme de ficção (é a única que pode nos ajudar a impedir os sangramentos) e realidade (nem tudo é perfeito). Meu irmão, Vá lá. Vamos voltar a trabalhar.

Caetano Barata



Entre os estados a Liberdade de Imprensa

Estado de direito é a sujeição das legítimas ferramentas do Estado em obediência as prerrogativas à manutenção da ordem pública. Isto é, esta ou aquela polícia não pode sair prendendo os cidadãos, até que se provem ao contrário próbos sem que haja uma inexorável condenação do possível réu.

Ao me ver num estado de algemados e futuros depoentes, temo pela consolidação de um estado de suspeição generalizada. O fato é mal comparando o Direito e a Justiça com uma partida de Xadrez, na qual, todo inciante sabe os lances óbvios para se refutar a uma tentativa de mate do pastor. Entretanto, sabemos os mais experimentados não preparará um mate do pastor pois, sabe as debilidades deste ataque.

Entretanto, entre o estado de Direito, o estado de Dever e o estado de suspeição generalizada me alegra a liberdade de imprensa atual, apesar de saber da conivência de alguns veículos e suas conveniências; pela presença de câmeras, repórter e contra-regras evitamos o que seria a calamidade pressora de tempos atrás, tempos não tão remotos, onde o Estado tornou-se ferramenta de espoliação do Direito do cidadão brasileiro. Espera-se nunca mais o desaparecimento, a execução sumária e a espoliação do Direito e da justiça.

Caetano Barata



O mais importante é o meu, o resto: eu não tô nem aí.

A humanidade precisa lutar com todas as sua forças contra o egoísmo. De um lado os que podem humilham os que não podem, zombando deles em qualquer circunstância; do outro lado os que por alguns instantes estão com uma autoridade emprestada pela sociedade desfazem dos símbolos que devem ser defendidos pela autoridade que estão sobre eles. São tantos sobre esse prisma que torná-los evidente é até uma injustiça deixar outros de fora.

Enquanto esperamos três horas por um atendimento que pagamos para receber, podemos passar até uma hora e meia esperando um ônibus que não nos levará ao lugar em que queremos chegar de “graça”. Assim, quando pagamos a conta deste país sempre sem reclamar, sem reivindicações, sem pressões, sem indignações; continuamos sustentando uma corja de vagabundos que podem até se sentir no direito de exigir as minhas retratações; por que quem paga nesse país a conta dos passeios e das viagens somos nós mesmos com direito a um único voto: o de eleger.

E esquecemos os males que eles nos proporcionam e zombam de nós, rindo de toda a nossa gente, pelo simples fato de que a massa não tem fermento, a massa não incha, não reage, a massa diante dos discursos polidos e da bela aparência é enganada pelo carisma; o estrago é maior nas camadas mais baixas; somos nós que sustentamos os ricos com bolsa família e bolsa escola sem necessidade; somos nós que pagamos os impostos em dia para não sermos envergonhados como maus pagadores, somos nós que acordamos iludidos que tudo vai melhorar, enquanto a água entra pela porta da frente e sai pela do fundo; somos nós que nos divertimos como crianças olhando a chuva cair e não sabemos para onde ir quando a casa cai por cima de todos por que não há infra-estrutura e nem meio ambiente equilibrado; por que as pessoas que ganham bem com alto status e altos salários estão atrás dos óculos escuros e dentro dos carros blindados com vidros filmados, em seu favor fortíssima segurança, e ainda, deleitando-se nos seus pensamentos: o mais importante é o meu, o resto: eu não tô nem aí.

Caetano Barata



Escolha

Deus em todo o Velho Testamento teve que fazer escolhas. Escolheu o Pai da fé, escolheu um amigo para falar face a face e guiar seu povo no deserto; escolheu um homem sábio para escolher sabedoria e construir o Templo em Jerusalém; escolheu uma mulher, na qual, achou Graça para ser a mãe do Teu Filho Bendito, e dizer: Este é meu Filho Amado, em quem Me comprazo.

As escolhas de Deus nos surpreendem por que não temos a mesma visão que Deus. Olhando que Saul foi escolhido para ser Rei antes de Davi, encontramos uma pergunta interessante: por que Deus deixa Saul ser rei sabendo que ele (Saul) perseguiria tanto a Davi? Sabendo que Saul ao invés de estar reinando sobre o povo com justiça, investe seu tempo em perseguir a Davi. Deus não faz acepção de pessoa e não quer que ninguém se perca. (jó 34:19; II Pe 3:9) Deus não quer que as pessoas digam: eu faria isso, eu faria aquilo e não tive oportunidade. O que Deus também não quer é que o ímpio seja julgado sem provas e sem ter tido oportunidade de agir certo ou errado; muitos têm pedido a Deus a oportunidade de reinar, governar ou presidir sobre o povo para fazer isso ou aquilo, mas Deus somente há alguns poucos Ele tem dado.

Aos que conhecem a visão de Deus cabe esperar os seus desígnios, porque Deus entrega seus talentos e sua lavoura a homens cujos corações conhece; para os provar na hora do ajuste de contas. Quem recebe um talento apenas não deve ficar com medo e quem recebe dez não deve desperdiça-los.

Quem não é preferido pelos homens deve confiar pois em Deus que é quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, com ele mora a luz. (Dn 2:21-22) No tempo certo abate o ímpio e dá vitória ao justo. Pois Deus odeia a soberba, a arrogância, a presunção, o orgulho e a boca perversa.

Caetano Barata



Racismo institucionalizado

Muitos dirão que racismo não existe. Dirão que a promoção do racismo vem do próprio negro, dirão que se racismo existe, não é claro, é disfarçado. Ainda dizem que gostariam muito de esquecer, mas os negros não deixam.

Podemos vislumbrar racismo em muitos momentos dos nossos dias e em várias situações. Dentre elas na hora da abordagem policial e até mesmo no momento da parada do ônibus num ponto sofrendo a análise do motorista para decidir se vai parar o ônibus ou não. Um homem negro ainda não pode ter uma atitude suspeita; podendo ao se ajeitar no ponto de ônibus ser interpretado como um homem negro armado, ajeitando a arma para ela não cair.

Podemos cantar versos mais românticos para não incomodarmos os ouvidos daqueles que não querem saber. Mas, a possibilidade de sermos deixados de fora pela nossa cor de pele é muito maior do que parece. Temos que ouvir pérolas: ele é negro, mas é inteligente; você nem parece que é negro; você é um negro de alma branca; melhor que se diga: alma não tem cor. Todas essas são elogios? Partindo para as agressões encontraremos: só podia ser um negro; negro quando não “erra” na entrada, “erra” na saída; e ainda case-se; mas, faça o favor: limpe a raça.

O racismo está institucionalizado. O negro estigmatizado de ter atributos para comédia e considerado eficiente para o trabalho pesado e à exploração sexual. No final da discussão, a proposta: façamos de conta que não existe. É aí que reside o erro.

Caetano Barata



A defesa da doutrina por Ratzinger

O Papa Bento XVI soltou o verbo numa exortação contendo 131 páginas e denominada Sacramentum Caritatis, isto é Sacramento do Amor. O Papa Bento XVI desfez as expectativas dos fiéis que esperavam um abrandamento doutrinário e uma aceitação de temas polêmicos por parte do seu Pontificado.

O teólogo Ratzinger pregou o retorno do latim e do canto gregoriano na celebração da missa, desqualificou a confissão comunitária, criticou padres que se coloquem como “protagonistas da ação litúrgica”, declarou-se contrário ao aborto, à eutanásia, às uniões entre homossexuais, e comparou a disseminação do segundo casamento entre os católicos a uma “praga social”. Podemos dizer que os articulistas do Vaticano tentaram arrumar, re-explicar e contextualizar: “praga”, disseram que praga significaria “chaga”, “ferida”, “mácula”.

Onde está a tal marca da besta? Não esqueçamos, se possível fosse, enganaria até aos escolhidos.

Caetano Barata



Dom de Iludir (Infidelidade Virtual)

Não é possível tratar de nenhum conflito sem admitir que o principal problema da nossa sociedade é a deficiência em comunicação. Com o diálogo podemos resolver quase tudo. Vivemos numa sociedade que cobra resultados positivos, beleza, dinheiro, ou seja, sucesso em ascensão incessante. A sociedade exige renovação.

A internet veio trazer duas opções: a primeira é a falsificação da realidade. Para os feios, tímidos e todos os que por algum motivo se sente incapaz de concorrer de igual com os candidatos em beleza e sucesso. A outra é a possibilidade de ser sincero sem ser identificado pela utilização de um nickname (apelido) uma máscara, utilizada para não deixar transparecer a realidade, na qual, muito se diz e não se sabe se é verdade ou não; transformando os feios em bonitos e os tímidos em extrovertidos e felizes.

Muito se fala em adultério virtual ou infidelidade virtual. (Nas salas de bate papo ou através de email, ou em bate papos online pelo ICQ ou messenger). Não obstante, o princípio do Direito Penal não admite adultério sem consumação carnal, avançando mais, sem co-réu. Tecnicamente é ilógico falar em crime de adultério pela internet. Isto significa dizer que não há a prática de adultério se for por via carta, cópula onanística, coito vestibular, aberrações sexuais, cópula frustrada ou por inseminação artificial (a que alguns ousaram chamar de adultério científico) que quando muito poderá dar azo a uma infidelidade moral equivalente à injúria grave (conforme jurisprudência citada RT 470:88, 499:119, 381:257 e 453:93) ao outro cônjuge.

O assistir dos filmes pornográficos, as leituras de revistas do mesmo teor, os gastos altíssimos com os serviços de tele sexo da mesma forma oferecem meios para satisfações sexuais. Sem querer ser polêmico: ninguém, até então, propôs a consideração dessas práticas crimes passíveis de pena. Como iniciei o texto, esses comportamentos descobrem os problemas de comunicação e afeto existentes em nossa sociedade. São pais que não conversam, irmãos que não auxiliam somente criticam e maridos e mulheres indispostas a enfrentarem suas próprias deficiências de afetos e serem sinceros nas suas vidas reais.

Sem querer ser simplório, são apenas pessoas desprovidas do que buscam. Buscam diálogo, atenção, carinho e uma sensação de que são importantes e aceitas do jeito que são. O que me faz concluir: com uma máquina entre duas pessoas conseguir o que se quer é a verdadeira ação do dom de iludir.

Leitura recomendada:

LEITE, Gisele. O adultério virtual ou traindo com a máquina. Jus Vigilantibus, Vitória, 12 mar. 2004.

Caetano Barata



Mexendo em casa de maribondos

Ensinar sobre a imoralidade nestes dias é o mesmo que mexer em casa de maribondos. É necessário contestar aquelas danças indecentes, aqueles encontros de imoralidade, promiscuidade, bebedices e de execução das obras infrutuosas das trevas.

Quando conseguimos sorrir das piadas indecentes de alguns e, se nós formos usados como motivo das chocarrices (a qual, Paulo, nos mandou não participar); podemos estar correndo o risco de sermos cirandados por satanás. (LC. 22:31).

Vivemos numa sociedade que banaliza a virgindade e os valores éticos, morais institucionalizado por Deus, para fazer prevalecer a imoralidade, a indecência, o adultério, a prostituição coletiva e a falta de respeito.

É preciso discernir a imoralidade e repudia-la em todas as suas nuances.

Caetano Barata



Entrou numa solitária e mudou de vida

No caminho a Damasco, o perseguidor dos cristãos, Saulo de Tarso teve uma visão e ficando cego, caiu prostrado diante do Poder que dele se apresentou. Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via coisa alguma; e, guiando-o pela mão, conduziram-no a Damasco (Atos 9:8).

Nesse exato momento, percebo as possibilidades na vida de pessoas como Marcos Willians Herbas Camacho – o Marcola; Julio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola; José Carlos Rabelo, o Pateta; David Stockel Ulhoa Maluf, o Magaiver, e Roberto Soriano, o Betinho Tiriça. Sabemos que não nos compete julga-los, sabemos que não nos compete nega-los o direito de nossas orações e súplicas a Deus. Basta olharmos o que Pedro escreveu na sua segunda carta: O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. (II Pe 3:9).

Junto dos amigos, posicionado na facção na parte mais alta da pirâmide tudo está bem. Engano há no coração dos que maquinam o mal; mas há gozo para os que aconselham a paz. (Pv. 12:20). Entrando na ausência de ideais as suas mentes trabalham o coração, lembram da família perdida, do amor deixado pelo poder. Sei que os psicoterapeutas vão considerar como um surto psicológico à conversão numa solitária. Mas, olhando a cadeia da cegueira que Saulo de Tarso entrou, vemos o Deus do impossível de uma rocha fazer brotar água viva: Paulo, apóstolo. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água para que o povo possa beber. Assim, pois fez Moisés à vista dos anciãos de Israel. (Ex. 17:6)

Caetano Barata


Cabeça vazia é a oficina do diabo

Certos meios de alcançarmos as coisas me faz lembrar das antigas formas de tratamento em doentes mentais… Quando tentamos entender determinadas situações, infelizmente, temos que usar as mesmas palavras que nos foi ensinada na nossa língua para exprimir o conceito sobre elas. O que normalmente redunda em palavras que não dizem o que realmente pensamos.

Assim me vem a idéia de um garoto péssimo em futebol, nunca escolhido em primeiro plano para os times; apelidado de lerdo, bicho preguiça, lesma, lento. Entretanto, quando sai o resultado do teste de matemática está o lerdo, bicho preguiça, lesma, lento com nota nove. Não nos ensinaram ética na infância, nem na adolescência. As leis de concorrência e valoração da capacidade cognitiva são deixados para trás e colocados em segundo plano, raramente incentivada pela família e pelo estado para darem estima a bajulação e ao puxa-saquismo. Produzindo uma idéia de que a qualidade e o conhecimento ficam atrás da vileza dos que prosperam pela paralisação dos que realmente tem capacidade.

Em Atenas, no mundo antigo o teatro, a filosofia e a arquitetura foram desenvolvidas e incentivadas alcançando uma geração inigualável na qualidade de vida para a época. Olhando Esparta, voltada para o exército e o aprendizado das armas; neste contexto um cidadão ateniense ficaria desvalorizado, inútil e seria considerado juntamente com suas letras e práticas desnecessário e fora de lugar.

Assim, muitos olham hoje o teatro, a poesia, a dança, as artes plásticas, a música que são recursos para evitarem as filas das prisões e as dos processos nas varas crimes. Já diz o adágio popular: cabeça vazia é a oficina do diabo. E a propósito, não disse vou dizer: o tratamento para doença mental foi por muito tempo eletrochoque (ECT). É isso mesmo que você pensou: choque em volts. Cuidado com o que os outros pensam de você.

Caetano Barata



Há um Cho perto de nós

ChoA comoção e o horror acometidos aos americanos tem uma fundamentação bastante simples, apesar de complexa. O Cho é produto da contemporaneidade social e econômica. Pessoas pertubadas pela necessidade de superar as outras e as suas próprias dificuldades diárias. O sistema pede capacidade intelectiva superior ou igual, capacidade financeira e social ascendente num demonstrativo de sucesso e êxito.

A princípio, sabemos que estrangeiros não são bem vindos em nenhum lugar do mundo. A família de Cho migrou para os Estados Unidos em 1992, para tentar deixar as dificuldades financeiras na Coréia do Sul. Cho sabia que não era bem vindo na America. Mesmo se ele fosse bem vindo, aprendemos desde cedo que temos que escolher as melhores pessoas para nos relacionarmos; orientais, não são bem vindos na America; pessoas que sentam na mesa e na hora da fatura não consegue contribuir, (os pais de Cho não tinham condições de bancá-lo e um amigo da família afirmou que não sabia como o pai de Cho sustentava a casa); amigos que temos que emprestar livros e dinheiro para resolver em todos os meses alguma pendência; amigos endividados e que às nossas custas adquirem suas posses nos nossos cartões: não são bem sucedidos a ponto de estarem no hall de nossos amigos.

É pelo fato de estamos ocupadas, ausentes e offlines no messenger, o que na verdade quer dizer é que estamos resolvendo os nossos problemas primeiro (egoístas) e no orkut – não adcionarmos pessoas desconhecidas, mesmo tendo consciência que não conhecemos ninguém. Assim entendi que Cho poderia ter atirado em mim e em qualquer pessoa que conheço. Pelo simples fato de que não nos metemos onde não fomos chamados e não queremos estar próximo deste ou daquele pelas atitudes estranhas.

Isolemos o homem e veja o que fazemos dele. Fique de luto pelo ser humano que a nossa sociedade está produzindo..

Caetano Barata

Um ingrediente de nossa sociedade

Já opinei sobre a permissividade entre o lícito e o ilícito. Nos últimos dias, tenho considerado sobre as formas de conivência e o resultado final observando as características destes ingredientes em nossa sociedade. É claro, que não podemos ser originais num tema tão erudito em nosso meio literário. Podemos observar o Guri de Chico, ou é O meu Guri? O garoto chega em casa onde mora: “Chega no morro com o carregamento, pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador” diz, a canção.

De onde esse garoto traz esses bens para casa? Como ele adquire esses bens para presenteá-los à sua mãe? São perguntas que se calam pela conivência. São perguntas que alguns pais não ousam fazer. No caso destas perguntas serem feitas podem ocasionar o fim das benesses que o filho proporciona. Chico nos primeiros versos descreve os presentes que o Guri traz para a mãe: “Tanta corrente de ouro, seu moço que haja pescoço pra enfiar, me trouxe uma bolsa já com tudo dentro. Chave, caderneta, terço e patuá, um lenço e uma penca de documentos pra finalmente eu me identificar.”

Temos muitos exemplos desse tipo de produtividade econômica. Como a prova pertence a quem acusa, ninguém vai querer acusar; como é fácil produzir contra prova tudo continua como sempre. E na letra de Chico a mãe comenta: “Eu não entendo essa gente, seu moço? Fazendo alvoroço demais…” Este é apenas um exemplo da conivência. (Risos). O nome disso é enriquecimento ilícito.

Caetano Barata



A ética de Jacó

Depois da morte de Saddan Hussein houve um golpe de marketing dentre os blogs. Os mais inteligentes administradores de blogs utilizaram-se inteligentemente da expressão: vídeo do enforcamento de Saddan, para conseguir acessos às suas páginas. Nos dias que se sucederam, estes blogs obtiveram uma elevada carga nos seus acessos.

Naturalmente, consideramos as questões éticas que sempre nos propõe quando querem nos fazer ficar parados, e que muitas vezes nos tornam infelizes. Nas leituras bíblicas, encontramos Esaú irmão mais velho de Jacó com a bênção garantida por ser o primogênito, isto é, nascido primeiro. Jacó não teria direito à bênção, essa mesma bênção que pedimos hoje aos nossos pais. Entretanto, quando estava a preparar um guisado de carneiro com lentilhas seu irmão chegara da noite de caça, e com fome quando foi interpelado por Jacó a trocar a bênção do pai pelo prato; Esaú concluiu: de que lhe serviria a bênção se ele estava a morrer de fome.

Muitas vezes, ainda hoje, temos trocado a bênção de Deus por prato de guisado de carneiro com lentilhas. Não nos damos conta da preciosa bênção que Deus tem preparado para os que esperam pela sua provisão. Infelizmente, temos rejeitado a bênção de Deus por uma mentira aqui, uma defraudação acolá, por uma adulteração, por um escárnio, por uma zombaria, por uma glutonaria como no caso de Esaú.

Guardemos a bênção de Deus com todas as nossas forças e esperemos a hora que Deus resolver derramar a sua bênção sobre as nossas vidas e não sejamos displicentes quanto à bênção que Deus tem nos dado.

Caetano Barata



A fúria do político

Com meus próprios olhos vi pela televisão o que considero a verdadeira demonstração do desequilíbrio humano. Desconhecendo ou ignorando as regras de polidez no mínimo educacionais; injustificáveis, indesculpáveis para um representante do povo, servidor público e eleito pelo povo no seu sufrágio universal, o prefeito da maior cidade do país aos gritos expulsar um cidadão comum, homem aparentemente humilde e sem más intenções, a não ser a intenção de reivindicar, num momento inoportuno o que considerava seu direito.

Estranhamos atitudes como a do prefeito. Mas, não estranhamos outras com a mesma indignação. Sabemos que vivemos num estado não democrático, no qual, ocorrem a troca de favor político e as bonificações por esta ou aquela aprovação em todas as casas legislativas, assim o dizem.

O cargo político não é função, é vocação. É necessária a capacidade de ouvir o outro, procurando colocar-se no lugar do interlocutor e decidir, opinar, interagir sem o uso do poder dado pelo povo e sem usar a força coercitiva e má.

Senta-se na mesa para negociar com ONGC – organizações não governamentais do crime. Mas, não se ouve o cidadão fiel nos seus impostos, tributos e deveres; é inconcebível e inaceitável o comportamento iracundo de alguns homens públicos; esse tipo de despreparo emocional, político e humano devem ser reprovados e banidos do convívio democrático de opiniões divergentes, diferentes e próprias da democracia. A menos que estejamos no tempo do coronelismo passado, mentalidade retrógrada, nutriente da ditadura e da política do extermínio humano juntamente com a liberdade de expressão.

Quem faz uma vez e não acontece nada, faz outra vez.

Caetano Barata



A solidariedade natalina
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Muitas discussões são geradas no momento natalino. Alguns consideram a possibilidade dos ricos fazerem filantropia durante os outros dias do ano; outros consideram o vício da solidariedade criador de hábito degenerativo para aqueles que ficam esperando sempre ajuda no momento em que deveriam estar preparados para ajudarem a si mesmo.

E afinal, vale a pena esse correr de cestas básicas? Vale a pena o troca-troca de feliz para lá e feliz para cá? Sabemos que durante todo o ano é um tenta puxar o tapete para lá; tenta puxar o tapete para cá. Durante todo o ano a ausência de solidariedade é recurso fundamental para a sobrevivência, muitos sofreram por tentar ajudar alguém; outros tiveram que administrar problema alheio por ter sido humano e aceitado um filho alheio em sua residência até a família desestruturada apoiar-se em si mesma. Outros por ter dado socorro para pessoas vitimadas tiveram horas do seu dia tomadas pelas autoridades dando explicações para não serem autuados como réus no momento em que estavam apenas sendo solidários.

A idéia do natal no Brasil é diferente. Suponho do meu mundinho que somos o único povo que passa o ano todo longe da família e no final do ano, faltando 5 dias para finaliza-lo tem coragem de enviar uma cesta de míseros R$ 30,00 reais para um familiar; familiar que ele sabe ter vivido durante o ano sofrendo para comprar o gás e ter 1 kg de carne de sertão para dividir para mais ou menos nove. Solidariedade no natal é oportunismo mísero e mesquinho.

Caetano Barata



Ética e moral genética???

Apesar de criticarmos os comportamentos alheios, às vezes executamos intentos que destoam do que realmente é ético e moral. Não por termos conceitos equivocados do que é a ética e a moral; não por falta de sabermos a importância da ética e da moral.

É discutível, mas humanamente tudo é aprendido, sem essas idéias de inato e de maldição contraída geneticamente. Sermos éticos ou não depende da escola que freqüentamos. Uma escola de “mau caratismos” vai formar no indivíduo um cerne compatível com os mestres. Uma escola de ideais probros formará cerne que produzem ações relativas a probridade.

A ética nada mais é do que uma reflexão filosófica sobre a moral. Enquanto a moral é estabelecida pelos costumes, pelos hábitos e os comportamentos dos seres humanos com suas regras naturalmente sociais. As leis morais e éticas são aprendidas em sociedade, no convívio com o próximo e a proximidade entre a imoralidade e o a-ético resultam na formação de um caráter com desvios de comportamento graves.

Caetano Barata


Buscai a paz com todos

Quantas vezes foi difícil para nós nos conciliarmos com uma adversidade, um inimigo ou alguém que nos causou grande prejuízo. Algumas vezes temos nos tornado obstáculos para que outras pessoas vejam o caráter de Cristo revelado em nós, por não quebrarmos o orgulho e a vaidade reinante em nossa alma.

Buscar uma conciliação com um antigo desafeto é um bom motivo para demonstrarmos a nossa evolução espiritual. Evolução esta exigida nas cartas de Paulo quando ele escreve: buscai a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá a Deus.(hb 12:14)

Tamanha dificuldade temos em perdoar, em deixar para lá; viver sem reagir. O que às vezes nos leva a agirmos como seres mal desenvolvidos, sem cognição e sem amor ao próximo. Ao que quer evoluir e para melhor, para um coração aberto, para um sorriso simpático, para um olhar pacífico, cabe o analisar a si mesmo e decidir: eu busco a paz com todos.

Caetano Barata


Adultério Espiritual

O ensinamento autoritário, manipulador nos prepara para pensarmos que dos pastores vem a vontade de Deus e o que eles dizem se cumpre porque eles são inspirados por Deus. Como Davi não arrancou a cabeça de Saul porque havia uma ordenança de Deus na vida de Saul; já que ninguém chega a Rei sem o consentimento de Deus e nem uma folha cai sem o consentimento de Deus; algumas vezes seguimos o errado e no final descobrimos que veio da boca de eleitos pelos homens.

No texto Resistir faz parte, utilizei um versículo do livro de Oséias. É uma reflexão pessoa a pessoa faltando a reflexão instituição a instituição. No livro de Oséias, Deus usa um meio de demonstrar a infidelidade do crente que se entrega aos seus amantes e as vontades carnais de poder, fama, dinheiro e sucesso. Pensar que a igreja precisa do governo dos homens é uma forma clara de adultério; por que o Dono da Igreja é Deus e pode a sustentar sem precisar de telha, bloco, brita, cimento, combustível e qualquer outra coisa do governo dos homens.

Dentre tantas possibilidades de linha de pensamento a principal no momento é sobre a palavra de Deus na boca dos homens. Existem muitos dizendo que Deus mandou dizer e no tempo daquela palavra não acontece nada. Ora, como não aconteceu nada se Deus vela pela sua palavra para a cumprir. Infelizmente, tem muitos profetas que ainda não entenderam que o princípio para ser utilizado por Deus é o de repetir da própria palavra de Deus. Se alguém quer se usado por Deus é somente repetir um versículo da Bíblia, já está sendo usado por Deus.

Entretanto, muitos saem por aí dizendo o que Deus não disse e envergonhando o evangelho. Nesse momento pré-eleições, sei que muitos homens se dizendo de Deus vai sair por aí de congregação em congregação dizendo que este ou aquele é o candidato de Deus. O governo que Deus prefere é o teocrático – Deus no poder. Deus não comunga com as práticas humanas e o homem não quer ser dirigido por Deus na sua totalidade para que seja um Atalaia verdadeiro sem ter do que se envergonhar.

Os homens levam a igreja instituição aos cartórios de protestos, aos sistemas de proteção ao crédito, praticam mentiras coletivas, enganam seu próximos, negam auxílio ao necessitado, fazem acordos enganosos, dão a palavra e não as cumpre. Tudo isso numa clara declaração de desconfiança de que o dono da obra é Deus e não precisa usar esses artifícios para fazer a sua Obra prosperar. Adultério espiritual – fique atento quando ele se apresentar. Não troque Deus por um amante.

Caetano Barata


Não à legalização das drogas

No momento do plebiscito sobre armas considerei que ninguém sai por aí dando socos e pontapés e as mãos e pés são armas. Mas, sobre a liberação das drogas ilícitas ou não legalizadas, sinceramente, sem querer ofender: é um grande desvario.

O que não se discute sobre drogas é como impedir alguém de viciar outro. O problema não é a droga. Todos sabem que na áfrica havia grandes minas e os africanos não davam valor aqueles bens, até que surgiu alguém que valorizava e fazia qualquer coisa por possuir aquelas pedrinhas sem valor. Drogas não têem valor algum e não dão valor nenhum, exceto para os que as valorizam.

Drogas existem aos montes na farmácia e ninguém briga para vendê-las ilegalmente. Já que o valor de um grama de cocaína não é de baixo custo para um assalariado. Surge imediatamente uma conclusão ou realidade dolorosa: quem consome droga são os ricos!!! São os educados e em tese possuidor de algum nível de entendimento do valor da vida.

Assim sendo, para os que querer liberar fica a pergunta: o estado tem como pagar a conta? Por que quando alguém bate o carro ou atropela alguém chama-se as ambulâncias mantidas pelo estado. Precisam avaliar se há fundos para pagar as contas do amor de alguns brasileiros por drogas. Até por que ao contrário do que se pensa, o viciado não faz somente mal a si mesmo: mas, é em potencial um problema de toda a sociedade.

Caetano Barata



As eleições de 2008 estão começando

Em 2007 começarão as conjunções em torno do pleito de 2008 para as prefeituras. Um dos muitos abacaxis para serem descascados por Wagner, dentre tantos é com relação à prefeitura de Simões Filho que me arvoro a pensar.

O governador Jaques Wagner terá que exibir toda a sua diplomacia na disputa. Simões Filho deu para o governador Wagner e ao Presidente Lula no primeiro turno 84,7% dos votos válidos. Entretanto, todos sabem que a ruptura dentre os que administram a cidade e o povo em torno de um nome é brecha oportuna para a direita obter força para vencer uma das cidades que mais crescem na Bahia. Cidade próxima de Salvador, tem sido o ponto de chegada do êxodo rural ainda em curso.

A missão quase impossível de Wagner é unir a administração e o povo apoiando um nome da cidade ou romper com a administração de Edson Almeida e Dinha e apoiar o Deputado Daniel Almeida. Resta saber se o apoio à candidatura de Daniel Almeida vai encontrar respaldo dentre a comunidade.

Se não pensaram nisso antes… Agora vão começar a pensar.

Caetano Barata


Novos ânimos, nova esperança

Na última eleição para prefeito e vereadores, analisava a possibilidade de inversão de valores por alguns presidentes de partido. Sem a verticalização poderia acontecer o disparate de um partido com passado de luta oposicionista a direita burguesa e opressora, aceitar em suas linhas; candidatos com vida pregressa imiscuída à mentalidade da direita.

Alguns desavisados ou mal avisados ficaram sem legenda por estarem em partido cujo presidente estava subjugado ao poder do dinheiro e dos particulares interesses da direita, impedir alguns nomes da disputa. O caráter moral fraco de alguns homens é influente para que haja corrupção.

Em muitos municípios a população eleitoral é superior a população habitacional. A lei existe mas não é executada. Essa idéia do domicílio eleitoral ainda é mal interpretada. Entretanto, é sina qua non, o discernimento do povo; através do seu olhar crítico, do abalizamento do pretenso por qualidades morais e não apenas por residir ou não no seu domicílio eleitoral.

Agora que virou crime comprar voto por bloco, telha, cimento, pagamento de contas; e com uma polícia federal mais atuante do que no tempo das oligarquias burguesas parando investigações e silenciando testemunhas, vivemos num estado mais livre; no qual, já nos preenche uma esperança sincera, sem parecer utópico a idéia de um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Caetano Barata



Quem quer pegar o passarinho não diz: xô!

Todo baiano que tenha o mínimo de conhecimento político sabe que o PSDB de Alckmin é incompatível com o PSDB de Jutahy Júnior por não ter sido considerado pela nacional com potencial para apoiando Jacques Wagner vencer o PFL baiano. Geraldo Alckmin errou ao apoiar Rodolpho Tourinho, do PFL de ACM, abertamente desprezando o tucano Antonio Imbassahy. Imbassahy ficou sozinho, não conseguiu se eleger.

Como o PSDB não tinha candidato ao Governo da Bahia, Jutahy Júnior não negou em momento algum apoio a candidatura de Jaques Wagner, deixando claro no primeiro encontro com Alckmin que não votou em Paulo Souto pelas adversidades com ACM, com quem Alckmin aceitou apoio (e quem não aceitaria???).

Alckmin, certamente, vem à Bahia demonstrar afeto aos baianos e apoio a Wagner, esperando votos e prometendo se conseguir ser eleito não boicotar o governo de Wagner. Conhecemos os políticos e como são de boa memória. No momento, o ditado é: quem quer pegar o passarinho não diz: xô!

Caetano Barata


Incomodando o mundo

Nos dias que antecedem a volta de Cristo é necessário observar como criamos um padrão de evangelho que não quer incomodar o mundo, não quer incomodar o pecador na sua vida de pecado; preferimos deixar o pecador na posição sem incomoda-lo com a necessidade de mudança de vida.

É contumaz ouvirmos que o pecado é inerente ao homem e sempre pecaremos. Entretanto, ao perguntarmos: você continua roubando, mentindo e adulterando? Todos arregalam os olhos. O que precisamos ensinar ao homem é que ele pode evitar o pecado, dizer: não a todo pensamento que o desabone no céu, voltar seus pensamentos para Deus, manter-se firme, apreciar uma satisfação em não pecar e sair da posição que pode o levar a um comportamento contrário à vontade de Deus.

Se em nós não há boa vontade… O que acontecerá se nos deixarmos levar por toda sorte de pensamentos e de manjares das nossas vontades.

Caetano Barata


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Valorizando o nosso melhor…